Jacques Delors, já lá vão 14 anos deixou a Presidência da Comunidade Europeia.
Personalidade forte e marcante, ainda me lembro do seu andar forte e seguro no átrio daquela faculdade, junto ao jardim Luxembourg.
O seu sorriso confiante pressagiava, no meu olhar, uma certa imponência como veio a demonstrá-la.
[Olaxá "le clin d'oeil" existencial devolva uma existência europeia digna de um projecto, sem chauvinismos!... mas digno de passos que se afrontam, confrontam e defrontam nos valores europeus!...Naquela esperança de "encanto da selecção portuguesa", e, no "estro" de um cunho luso!...)
Sem uma liderança forte,a desconfiança começa a minar este projecto europeu de "uma moeda sem Estado".
Por mais intrincadas que sejam as vicitudes legislativas e europeias, renovo as minhas esperanças numa liderança acutilante, eficaz e destemida para os tempos que se avizinham.
Que o grito americano - "e vós europeus" - encontre um líder à altura dos designios quer económicos, sociais e culturais.
Avante!...
P.S. Chegar aos USA com carimbo françês, é tal, como alguém carinhosamente falando como chegar a Portugal, tendo a oportunidade de afagar a tripartida B.A.
Ou, ficar na eterna tensão entre uma inglesa e uma alemã!....
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terça-feira, 30 de junho de 2009
Staff presidencial - cidadania.3
Um país em que as pessoas empobrecem!...
De mão carinhosamente levantada, era eu criança, queixava-se o meu avô, que nunca andara vestido daquela forma. O meu avô passou 14 anos no estrangeiro, 7 deles na América, onde detinha um restaurante e um automóvel.
Construi a sua casa e deixou-se seduzir por uma economia fechada, doméstica, cujo apoio do Estado chegou no dia em que morreu!...
Homem simples, simpatizante de Humberto Delgado, imbuído da tradição e da saudade, suportou o peso da condenação de ser português e morreu pobre!...
[Ainda não sei, como desencantaste o dinheiro daquele cacho de bananas que num jardim vianense me ofereceste coberto de alegria pela minha admissão!..."Te recuerdo"!...E penso em ti, quando estou no Brasil ou nos USA].
O modelo reproduz-se actualmente em muitos dos nossos emigrantes. Alguém no Brasil me dizia “santa terrinha”!...
Casuìsticamente, antes da CEE, é interessante que lá para os lados de Melgaço existissem nove milhões de contos, mas o que se fez com esse dinheiro que era dos emigrantes!... (Se, não estou errado serviu para a CGD se lançar pelas raias das fonteiras espanholas, na sua ambição de expansão!...)
Mas além do empobrecimento económico, que pode acontecer por falta de bases de formação ou capacidade negocial ou “sagesse”, assiste-se actualmente a outra estrutura, já que os tempos vão mudando, os meios de comunicação são outros, as trocas comerciais e intelectuais são diferentes.
Alguém “a long time ago”, me falava no conceito de estupifidicação”. Conceito digno de um registo de análise, e, muito interessante.
Esta força de empobrecimento encaixa-se nos mais ambiciosos “ego”s da prepotência.
Apercebo-me de pessoas que construem um “hâlo” de personalidade, digno de aplauso social, um misto de esperteza e inteligência, que consiste no seguinte:
- saber lidar,
- saber impor-se,
- saber dominar,
- saber ludibriar,
- saber enganar,
- saber mentir
- saber ultrapassar
- “estar acordado” – ser o primeiro.
- saber utilizar a imagem
- impor-se nos media locais, ou, nacionais.
- a sua referência é o outro
- a sua comparação é o outro
- a sua imposição é o outro
- não podem viver sem a imagem do outro
- a sua sombra ensombra o outro.....
Este processo de identidade, que escasseia de ética, moral profissional, medo, certa competência, arrogância, violência, empobrece e destrói. Em vez de pessoas, temos objectos, pobres objectos económicos que perderam, ou, foram roubados da sua dignidade de pessoas!...
Se não tens jeito de "político" ou "mentiroso" estás feito neste tipo de sociedade!...
P.S.
Puro engano ou verdade, Carvalho da Silva, no debate televisivo parece que queriam que fosse para a reforma!....
De mão carinhosamente levantada, era eu criança, queixava-se o meu avô, que nunca andara vestido daquela forma. O meu avô passou 14 anos no estrangeiro, 7 deles na América, onde detinha um restaurante e um automóvel.
Construi a sua casa e deixou-se seduzir por uma economia fechada, doméstica, cujo apoio do Estado chegou no dia em que morreu!...
Homem simples, simpatizante de Humberto Delgado, imbuído da tradição e da saudade, suportou o peso da condenação de ser português e morreu pobre!...
[Ainda não sei, como desencantaste o dinheiro daquele cacho de bananas que num jardim vianense me ofereceste coberto de alegria pela minha admissão!..."Te recuerdo"!...E penso em ti, quando estou no Brasil ou nos USA].
O modelo reproduz-se actualmente em muitos dos nossos emigrantes. Alguém no Brasil me dizia “santa terrinha”!...
Casuìsticamente, antes da CEE, é interessante que lá para os lados de Melgaço existissem nove milhões de contos, mas o que se fez com esse dinheiro que era dos emigrantes!... (Se, não estou errado serviu para a CGD se lançar pelas raias das fonteiras espanholas, na sua ambição de expansão!...)
Mas além do empobrecimento económico, que pode acontecer por falta de bases de formação ou capacidade negocial ou “sagesse”, assiste-se actualmente a outra estrutura, já que os tempos vão mudando, os meios de comunicação são outros, as trocas comerciais e intelectuais são diferentes.
Alguém “a long time ago”, me falava no conceito de estupifidicação”. Conceito digno de um registo de análise, e, muito interessante.
Esta força de empobrecimento encaixa-se nos mais ambiciosos “ego”s da prepotência.
Apercebo-me de pessoas que construem um “hâlo” de personalidade, digno de aplauso social, um misto de esperteza e inteligência, que consiste no seguinte:
- saber lidar,
- saber impor-se,
- saber dominar,
- saber ludibriar,
- saber enganar,
- saber mentir
- saber ultrapassar
- “estar acordado” – ser o primeiro.
- saber utilizar a imagem
- impor-se nos media locais, ou, nacionais.
- a sua referência é o outro
- a sua comparação é o outro
- a sua imposição é o outro
- não podem viver sem a imagem do outro
- a sua sombra ensombra o outro.....
Este processo de identidade, que escasseia de ética, moral profissional, medo, certa competência, arrogância, violência, empobrece e destrói. Em vez de pessoas, temos objectos, pobres objectos económicos que perderam, ou, foram roubados da sua dignidade de pessoas!...
Se não tens jeito de "político" ou "mentiroso" estás feito neste tipo de sociedade!...
P.S.
Puro engano ou verdade, Carvalho da Silva, no debate televisivo parece que queriam que fosse para a reforma!....
domingo, 21 de junho de 2009
Staff presidencial .15 - Ao saudoso Manuel Pinho
Manuel Pinho tem uma receita simples do país. Nunca se encontrou com o "Embaixador do Sudoeste Alentejano", para uma "charla" de café, nas calçadas que ambos frequentam lá para o Norte do País!...
Se as coisas fossem tão simples, nem redigia estas letras, nem adiava a tão "charla" galega nas órbitas da condução política!...
Envio-lho os meus cumprimentos e um dia lhe contarei a história (paradigmática, com relatos televisivos)das batatas para a Inglaterra!...
(Não esquecendo a história pungente de um alentejano, que por dois presuntos e cinco litros de medronho se suicidou.Economia simples: fechada e doméstica)
Mais complexos são os "negócios do petróleo", mas estámos na zona!...
Ainda tenho saudades dos 700 milhões de euros da Petrogal, que após pagar os accionistas, balanceava nas linhas da abundância!...
P.S.
Atenção que pouco percebo de economia, mas o "Embaixador do Sudoeste Alentejano" é uma figura de estilo, que relata situações de factos, e, não enunciados de crença, e, neste sentido já fez reclamações perante embaixada, cuja figura é portuguesa.
POSTERIORMENTE:
Ora, acontece que após uma célebre "faena", tão ilustre personalidade não se muniu dos "serviços diplomáticos", vindo morrer na praia de tão "insígne embaixador"!...
Todavia após a valente tourada teremos a nossa "charla"?
Se as coisas fossem tão simples, nem redigia estas letras, nem adiava a tão "charla" galega nas órbitas da condução política!...
Envio-lho os meus cumprimentos e um dia lhe contarei a história (paradigmática, com relatos televisivos)das batatas para a Inglaterra!...
(Não esquecendo a história pungente de um alentejano, que por dois presuntos e cinco litros de medronho se suicidou.Economia simples: fechada e doméstica)
Mais complexos são os "negócios do petróleo", mas estámos na zona!...
Ainda tenho saudades dos 700 milhões de euros da Petrogal, que após pagar os accionistas, balanceava nas linhas da abundância!...
P.S.
Atenção que pouco percebo de economia, mas o "Embaixador do Sudoeste Alentejano" é uma figura de estilo, que relata situações de factos, e, não enunciados de crença, e, neste sentido já fez reclamações perante embaixada, cuja figura é portuguesa.
POSTERIORMENTE:
Ora, acontece que após uma célebre "faena", tão ilustre personalidade não se muniu dos "serviços diplomáticos", vindo morrer na praia de tão "insígne embaixador"!...
Todavia após a valente tourada teremos a nossa "charla"?
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Staff presidencial.13
Itália/Líbia
“Os italianos ocuparam a Líbia entre 1911 e 1943, quando foram derrotados na Segunda Guerra Mundial. Na altura, a Líbia passou às mãos da ONU e alcançou a independência em 1951. Em 1969, Gaddafi chegou ao poder através de um golpe militar que derrubou o rei Idris 1º. Desde então, o idioma italiano foi proibido no país, e os colonos italianos foram expulsos e proibidos de voltar.
Actualmente, a relação entre os dois países está mais forte. Os negócios entre os dois países aumentaram e, em 2008, o governo italiano concordou em pagar 2,4 mil milhões de euros para reparar os erros cometidos durante a ocupação italiana. Jomaa as-Asta, presidente da União Geral das câmaras de comércio e indústria da Líbia, disse que 52 empresas italianas têm negócios na Líbia, e que o objectivo é aumentar esse número nos próximos anos.
Kadafi está acompanhado de uma comitiva de mais de 300 pessoas e, para sua segurança, os aviões não podem sobrevoar Roma entre as 22h de hoje e a meia-noite de sábado.”
COMENTÁRIO:
A visita do líder líbio a Itália é um misto de propaganda política e de negócio.
Fora do país, a minha experiência de relacionamento com pessoas árabes não é muito satisfatória!...(Em certos meios intelectuais, e até laborais, tive o prazer de conhecer pessoas de Marrocos, Argélia, Tunísia e Egipto, excepto Líbia!...)
Dentro do país, tornei-me num psico-dependente económico da falência de uma empresa portuguesa em território líbio!...
Tudo isto, vem a propósito de uma certa habilidade árabe na área mercantil que historicamente ultrapassa certos “handicaps” estruturais e lusos.
O contencioso petrolífero entre Portugal e a Líbia, é desfavorável aos nossos interesses.
Ter um embaixador, com um belo edifício, assessorado, indirectamente, por uma dúzia de pessoas na área dos negócios, não chega aos velhos tempos de alguns trabalhadores na Líbia, e, de duas empresas.
E mão-de-obra emigrante basta caçá-la no mar, e, deste modo resolve-se o problema líbio e italiano.
O “guia” exige, e, eis que se prepara para lançar uma bela estrada entre a Tunísia e o Egipto. A astúcia da razão é uma fórmula que resulta. Oxalá encontremos uma fórmula mágica para resolver esta dependência em que estamos enterrados!..
Ainda bem que o “guia” acordou que ter um país “fechado” e “armadilhado” não está em sintonia com os novos tempos da humanidade!...
P.S. Além do do direito que me assiste de me pronunciar sobre certos assuntos, como cidadão; não partilho da opinião que os "Negócios do Estado" são unica e exclusivamente do Estado, quando estes interferem com os cidadãos, e , são estes que pagam a factura de um certo "histerismo" político!...
Não podemos, nem devemos ficar sacrificados com políticas que não nos dizem respeito!...
“Os italianos ocuparam a Líbia entre 1911 e 1943, quando foram derrotados na Segunda Guerra Mundial. Na altura, a Líbia passou às mãos da ONU e alcançou a independência em 1951. Em 1969, Gaddafi chegou ao poder através de um golpe militar que derrubou o rei Idris 1º. Desde então, o idioma italiano foi proibido no país, e os colonos italianos foram expulsos e proibidos de voltar.
Actualmente, a relação entre os dois países está mais forte. Os negócios entre os dois países aumentaram e, em 2008, o governo italiano concordou em pagar 2,4 mil milhões de euros para reparar os erros cometidos durante a ocupação italiana. Jomaa as-Asta, presidente da União Geral das câmaras de comércio e indústria da Líbia, disse que 52 empresas italianas têm negócios na Líbia, e que o objectivo é aumentar esse número nos próximos anos.
Kadafi está acompanhado de uma comitiva de mais de 300 pessoas e, para sua segurança, os aviões não podem sobrevoar Roma entre as 22h de hoje e a meia-noite de sábado.”
COMENTÁRIO:
A visita do líder líbio a Itália é um misto de propaganda política e de negócio.
Fora do país, a minha experiência de relacionamento com pessoas árabes não é muito satisfatória!...(Em certos meios intelectuais, e até laborais, tive o prazer de conhecer pessoas de Marrocos, Argélia, Tunísia e Egipto, excepto Líbia!...)
Dentro do país, tornei-me num psico-dependente económico da falência de uma empresa portuguesa em território líbio!...
Tudo isto, vem a propósito de uma certa habilidade árabe na área mercantil que historicamente ultrapassa certos “handicaps” estruturais e lusos.
O contencioso petrolífero entre Portugal e a Líbia, é desfavorável aos nossos interesses.
Ter um embaixador, com um belo edifício, assessorado, indirectamente, por uma dúzia de pessoas na área dos negócios, não chega aos velhos tempos de alguns trabalhadores na Líbia, e, de duas empresas.
E mão-de-obra emigrante basta caçá-la no mar, e, deste modo resolve-se o problema líbio e italiano.
O “guia” exige, e, eis que se prepara para lançar uma bela estrada entre a Tunísia e o Egipto. A astúcia da razão é uma fórmula que resulta. Oxalá encontremos uma fórmula mágica para resolver esta dependência em que estamos enterrados!..
Ainda bem que o “guia” acordou que ter um país “fechado” e “armadilhado” não está em sintonia com os novos tempos da humanidade!...
P.S. Além do do direito que me assiste de me pronunciar sobre certos assuntos, como cidadão; não partilho da opinião que os "Negócios do Estado" são unica e exclusivamente do Estado, quando estes interferem com os cidadãos, e , são estes que pagam a factura de um certo "histerismo" político!...
Não podemos, nem devemos ficar sacrificados com políticas que não nos dizem respeito!...
terça-feira, 9 de junho de 2009
Staff presidencial.11 - Durão Barroso
Nas águas tépidas de Moledo de Minho, acarinham-se os pés de tão ilustre visitante!...
Relembrando os velhos tempos de Viking Gunderedo.
Consta-se que tal personalidade entrou de mansinho nos meandros da Comunidade Europeia, sondando avidamente o seu território e impondo-se lentamente, apesar de um atribulado intróito açoriano.
Certos europeus pensavam manejar um português a seu bel-prazer, mas como homem de direito, paulatinamente eis que o homem começa a tomar pulso da atribulada nau europeia.
É evidente que alguns pensam empurrá-lo para o seu jardim à beira-mar plantado.
Estas impressões já são antigas. Mas faz bem a Portugal ter um cidadão seu, nestas complexas instituições, que funcionam a alto nível, mas fogem ao comum dos cidadãos europeus, e, disso tenho experiência.
Força, Durão!...
Todavia, fazer um "Tratado de Lisboa" só para os deuses, é uma ideia que não cabe ao comum dos mortais, ou seja, aos cidadãos europeus.
Quando estava na América, alguém me dizia: "e vós europeus!"...
A Europa não tem um política externa comum, nem uma defesa comum. A existência de várias línguas não é alibi para estas contradições!...
Um certo egoísmo nacionalista, conjuntamente com certas nações que desejam conduzir o processo europeu não ajudam, por vezes, a Europa.
Podem os alemães queixaram-se dos impostos, mas a Europa exige sacrifícios. A vanglória de alguns é o silenciamento de outros!...
A consciencialização da cidadania europeia ainda não penetrou no húmus desta Europa, e, ela não pode ser apanágio somente dos ricos políticos e capitalistas.
A Europa tem de ser dos verdadeiros europeus, DAQUELES QUE SÃO BEM NASCIDOS NA EUROPA!...(Felipe Gonzalez, um dos pensadores da Europa, compreende muito bem esta frase!...)
Relembrando os velhos tempos de Viking Gunderedo.
Consta-se que tal personalidade entrou de mansinho nos meandros da Comunidade Europeia, sondando avidamente o seu território e impondo-se lentamente, apesar de um atribulado intróito açoriano.
Certos europeus pensavam manejar um português a seu bel-prazer, mas como homem de direito, paulatinamente eis que o homem começa a tomar pulso da atribulada nau europeia.
É evidente que alguns pensam empurrá-lo para o seu jardim à beira-mar plantado.
Estas impressões já são antigas. Mas faz bem a Portugal ter um cidadão seu, nestas complexas instituições, que funcionam a alto nível, mas fogem ao comum dos cidadãos europeus, e, disso tenho experiência.
Força, Durão!...
Todavia, fazer um "Tratado de Lisboa" só para os deuses, é uma ideia que não cabe ao comum dos mortais, ou seja, aos cidadãos europeus.
Quando estava na América, alguém me dizia: "e vós europeus!"...
A Europa não tem um política externa comum, nem uma defesa comum. A existência de várias línguas não é alibi para estas contradições!...
Um certo egoísmo nacionalista, conjuntamente com certas nações que desejam conduzir o processo europeu não ajudam, por vezes, a Europa.
Podem os alemães queixaram-se dos impostos, mas a Europa exige sacrifícios. A vanglória de alguns é o silenciamento de outros!...
A consciencialização da cidadania europeia ainda não penetrou no húmus desta Europa, e, ela não pode ser apanágio somente dos ricos políticos e capitalistas.
A Europa tem de ser dos verdadeiros europeus, DAQUELES QUE SÃO BEM NASCIDOS NA EUROPA!...(Felipe Gonzalez, um dos pensadores da Europa, compreende muito bem esta frase!...)
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Episódios de Viking Gunderedo.6
A Morte Trágica de Sancho
A trágica morte do rei Sancho II (956-966), marca, de forma indelével, a divergência entre a Galiza do Norte e a Galiza do Sul, ou seja, a crescente afirmação e autonomia do Condado portucalense.
Cabe aos autênticos historiadores demonstrar aquilo que desenvolvemos como a tese mais aceitável, já que os nossos intentos rodopiam numa epopeia considerada ultra-periférica, que se afasta dos cânones de uma autêntica investigação histórica.
O reino da Galiza enraíza-se no antigo reino dos suevos que ocuparam o Noroeste peninsular pelo ano de 409, e, que durante duzentos anos permaneceram nesta região, sendo absorvidos pelos visigodos, quando estes se converteram ao catolicismo, sob a influência do seu soberano mais famoso Leovigildo (568-585). A influência dos visigodos sobre o reino dos suevos, conquistado em 585, durou pouco tempo, pois em 711, os árabes ocupam a Península Ibérica.
Todavia, o reino da Galiza oscilava entre a sua legítima ambição de independência, e, o poder exercido pelos reis de Leão. As tensões e rivalidades entre os senhores galegos e os defensores de Leão eram constantes, não obstante, convém salientar que as capitais do reino dos suevos se situaram na Galiza do Sul, e, repartiram-se pelo Porto, Braga e Tui. A morte de Sancho I envolve duas teses que permanecem enigmáticas
A trágica morte do rei Sancho II (956-966), marca, de forma indelével, a divergência entre a Galiza do Norte e a Galiza do Sul, ou seja, a crescente afirmação e autonomia do Condado portucalense.
Cabe aos autênticos historiadores demonstrar aquilo que desenvolvemos como a tese mais aceitável, já que os nossos intentos rodopiam numa epopeia considerada ultra-periférica, que se afasta dos cânones de uma autêntica investigação histórica.
O reino da Galiza enraíza-se no antigo reino dos suevos que ocuparam o Noroeste peninsular pelo ano de 409, e, que durante duzentos anos permaneceram nesta região, sendo absorvidos pelos visigodos, quando estes se converteram ao catolicismo, sob a influência do seu soberano mais famoso Leovigildo (568-585). A influência dos visigodos sobre o reino dos suevos, conquistado em 585, durou pouco tempo, pois em 711, os árabes ocupam a Península Ibérica.
Todavia, o reino da Galiza oscilava entre a sua legítima ambição de independência, e, o poder exercido pelos reis de Leão. As tensões e rivalidades entre os senhores galegos e os defensores de Leão eram constantes, não obstante, convém salientar que as capitais do reino dos suevos se situaram na Galiza do Sul, e, repartiram-se pelo Porto, Braga e Tui. A morte de Sancho I envolve duas teses que permanecem enigmáticas
Episódios de Viking Gunderedo.5

Uma vez restabelecida a paz naquela região, ou seja, no Ducado da Normandia, que perduraria pelos trinta anos de governação de Ricardo I, às forças que quisessem estabelecer-se no território concedeu-se-lhes esta opção, sendo-lhes distribuídas terras, com a incubência de se converterem ao cristianismo; e, àquelas que desejassem deixar a Normandia ser-lhes-iam facultado a sua saída. Ora, acontece que estas forças retomaram o mar recarregados de víveres, sendo acompanhados por homens de Cotentin, região do Ducado da Normandia, que lhes serviram de pilotos até Espanha, onde nos conduzirá esta expedição – se se dá crédito aos escritos de Dudon, como adverte o historiador francês Jean Renaud.
A interpretação de outro antigo historiador francês, com tradição de orientalista, Lévi Provençal, converge nesta coincidência, dado que a presença destas forças, estacionadas na Normandia, causavam embaraço à autoridade de Ricardo I (942-996), terceiro Duque da Normandia, de forma que resolveu dar-lhes a possibilidade de uma saída airosa dos seus territórios. A atitude em providenciar-lhes pilotos e víveres, denota um grau de reconhecimento e vassalagem digna de feitos meritórios de alguma recompensa.
Mais recentemente, o historiador galego, Manuel Velasco, de Catoira partilha idêntica opinião afirmando que estas forças “procedentes de Normandia, donde habían ayudado al rey Ricardo Sin Miedo a luchar contra los franceses...al mando de jarl Gundraed”.
A interpretação de outro antigo historiador francês, com tradição de orientalista, Lévi Provençal, converge nesta coincidência, dado que a presença destas forças, estacionadas na Normandia, causavam embaraço à autoridade de Ricardo I (942-996), terceiro Duque da Normandia, de forma que resolveu dar-lhes a possibilidade de uma saída airosa dos seus territórios. A atitude em providenciar-lhes pilotos e víveres, denota um grau de reconhecimento e vassalagem digna de feitos meritórios de alguma recompensa.
Mais recentemente, o historiador galego, Manuel Velasco, de Catoira partilha idêntica opinião afirmando que estas forças “procedentes de Normandia, donde habían ayudado al rey Ricardo Sin Miedo a luchar contra los franceses...al mando de jarl Gundraed”.
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