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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

EUROPOLITIQUE: A pirâmide social em Espanha e as contribuições sociais


Calcula-se que 40.000 pessoas, em Lisboa, vivam sozinhas. Algumas instituições procuram dar apoio a este grupo de idosas, que na sua maioria são mulheres.
A esperança de vida, em Espanha, ronda os 83 anos de idade.
Em Espanha, no universo dos desempregados, 35% são maiores de 45 anos, atingindo a cifra de 1,6 milhões de pessoas; que somente têm a expectativa de emprego em 19,3% na idade entre os 45-54 anos, e, 11,9% entre os 55 e 64 anos de idade.
Este universo representa 20% dos desempregados, em Espanha, o que quer dizer que há muita juventude carente de emprego. Ou seja, até aos 45 anos de idade, o universo de desempregados ronda 80% de pessoas.
O envelhecimento da pirâmide social, na Europa ,arrasta a maioria dos países, incluindo Portugal; contrariamente, à situação dos países africanos, onde a camada jovem impera. No entanto, os seus sistemas sociais não reflectem a pujança desta juventude, sendo os seus fundos desbaratados em grande incerteza, cuja esperança é sentida por muitos jovens africanos que falam a língua portuguesa.
Somente, em 2019, em Espanha, abrirá a cotização para o fundo de coesão social, cuja "CES" já está instituída em Portugal.
Se a pirâmide social tem uma base maior, nos países africanos de origem portuguesa, parece que a sua distribuição não funciona socialmente. Se a pirâmide social, na Europa caminha para a sua inversão, a contribuição dos seus aderentes é cada vez menor, pondo em perigo a sua redistribuição, daí que alguns autores hispânicos chamem de "reformas douradas", àqueles que hoje disfrutam do seu bolo.

domingo, 29 de janeiro de 2017

EUROPOLITIQUE: Os degraus da pobreza e dos rendimentos


Se, a França tem um número idêntico à população portuguesa em situação de pobreza, e, a Espanha tem um número idêntico ao português referente aos seus pensionistas, a realidade conjunta portuguesa debate-se com vários problemas, não só, na questão salarial, como também, na sua realidade social dos reformados.
Embora, segundo dados da OCDE, Portugal ocupe um lugar de destaque na providência aos seus cidadãos, na ordem dos 80% da abrangência e protecção da sua população, obtendo, por isso, o quarto lugar em termos de cobertura social,  após a Dinamarca, Grécia e Austrália, ultrapassar os seus limiares de pobreza, na ordem dos 354 euros, fixados em 2008, torna-se um obstáculo não conseguido a nível das mulheres portuguesas.
A média destas reformas femininas, no regime geral, ou seja, na Caixa Nacional de Pensões, queda-se pelos 300,45 euros, tendo que na região de Lisboa está nos 345,56 euros, e na província  alcança, pelo menos, os 260 euros.
Calcula-se que, perto de um milhões de pessoas vivem com pensões na ordem de 250 euros, e, 2 milhões de pessoas situam-se em reformas ou pensões de 400 euros; isto, quer dizer, que um quinto da população portuguesa está em situação de pobreza: no total, dois milhões de pessoas são pobres, ainda que possuam alguns bens imobiliários, ou, detenham casa própria. Todavia, em geral, é um tipo de pobreza diferente das grandes cidades, sujeitas ao crime e à violência.
Certas instituições de ajuda humanitária tentam atenuar estas discrepâncias numa população onde a “sociedade civil” procura dar o seu contributo através do “Banco Alimentar”, as IPSS e outras organizações da Igreja.  
Comparativamente com Espanha, no geral, todas as pensões, as ditas “pensões femininas” atingem uma média de 743,98 euros, enquanto que a média masculina se situa nos 1.188, 37 euros. (Praticamente, é metade do valor que um salariado françês, na sua média, leva para casa). Comparativamente com a realidade das reformas femininas, o montante das pensões em Portugal é praticamente a metade do valor das pensões em Espanha.
O número de pensionista em Espanha atinge a cifra de 9.465.328, em Janeiro de 2016, ou seja, quase a totalidade da população portuguesa, o que pressupõe um gasto mensal na ordem dos 8.648 milhões de euros.
Os gastos de um mês dos pensionistas espanhóis corresponde aos gastos anuais com a Saúde, em Portugal.

 

 

sábado, 28 de janeiro de 2017

EUROPOLITIQUE: À BEIRA TEJO, ESTÁ O MONTIJO.

Em 2016, a Espanha atingiu 230 milhões de passageiros nos seus aeroportos, de forma que o Governo tenciona baixar as taxas aeroportuárias em 11% às companhias aéreas.
Aém disso, empresas francesas tencionam construir centros comerciais junto aos seus aeroportos, denominados "open sky".
O aeroporto de Barcelona atinge a soma de mais de 44 milhões de passageiros, deixando Lisboa bastante longe desta "performance".
A Espanha tornou-se no primeiro país da União Europeia com o maior número de turistas, na ordem dos 74,5 milhões de visitantes, em 2016. (Spain is Spain).
Portugal procura seguir o rumo deste exponencial turístico.
Lisboa prepara-se para abrir uma extensão do seu aeroporto no Montijo, dadas as carências de um aeroporto, que se torna um "susto" para certos africanos.
Ombrear com a realidade de Espanha é uma meta difícil de atingir, mas o turismo português tem de estar atento às suas potencialidades internacionais, se ousar acompanhar o turismo hispânico.
 

domingo, 22 de janeiro de 2017

EUROPOLITIQUE: O excesso de presos no Brasil


Na baía de Maputo construía-se o edifício do Ministérios do Negócios Estrangeiros, quando alguém nos alertava que os seus trabalhadores não passavam de prisioneiros chineses. Verdadeiro ou falso, o argumento nada tem a ver com os chineses despejados em plena selva africana para a construção dos caminhos de ferro em Angola, que se não são prisioneiros, estavam lançados em "redutos" que evocam uma autêntica prisão.
“Um preso no Brasil custa 2,4 mil reais por mês. Um estudante do ensino médio custa 2,2 mil reais por ano. Alguma coisa está errada na nossa pátria amada”, refere a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lucia, como refere a Revista Expresso (21.01.2017).
Enquanto que um preso nos USA custa 274 dólares por dia (100.000 dólares/ano), em Portugal chega a 54 dólares por dia (19.749 dólares/ano), no Brasil atinge 25 dólares (9.129 dólares/ano), ou, provavelmente quase 12 mil dólares, segundo outra fonte, o que daria 33 dólares/dia.
Esta diferença de patamares justifica-se conforme a situação destes países, no entanto, comparativamente com o ensino médio, a situação inverte-se totalmente em Portugal.
A criminalidade brasileira é assustadora, cuja base resulta do processo educativo e das bases sócio económicas.
As razões e causas deste fenómeno brasileiro que encerra a sua criminalidade cabe aos peritos nas suas análises.
Mas, sair de um hotel no Brasil, em táxis expressamente confinados à sua jurisdição, contrata-se  por um livre passeio na baía de Maputo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

EUROPOLITIQUE: A "TSU" uma medida internacionalmente correcta

A profusão de debates e comentários da imprensa nacional acerca da TSU faz com que naveguemos na mediocridade da análise provinciana, não conseguindo olhar para a vizinha Espanha. Qualquer entendido em Segurança Social pode verificar e comparar as várias situações, quer em Porugal, quer em Espanha,  para elaborar um juízo acerca dos benefícios ou malefícios desta taxa.
Por nós, estamos plenamente convencidos de que a sua aplicação temporária é correcta, apesar das muitas dúvidas da sua aplicação.
Olhemos para a alta velocidade espanhola, que é um êxito, e para a possível conexão com a Galiza através dos comboios inter-cidades, cujos projectos em Portugal demoram 10 anos e em Espanha somente 5 anos.
Apesar de todas as dúvidas emanadas da Europa rica e opulenta, a economia espanhola caminha em passos de desenvolvimento firme, em que a sua dívida pública deve baixar dos 100%, e, em que as exportações superam as importações.
O turismo e a indústria automóvel são os dois grandes motores deste desenvolvimento. Nada menos de 8.000 cruzeiros deambularam pelos portos espanhóis, que deram lucro ao Estado, com um movimento turístico que ascende aos 74,4 milhões, e com o aeroporto de Barcelona com 44,4 milhões de transeuntes. Lisboa, a cidade que deve rivalizar com Barcelona, queda-se a um terço do seu movimento aeroportuário.
Apesar de um certo “boom” turístico, a capital portuguesa carece de objectivos de planeamento que entravam o seu desenvolvimento.
A indústria automóvel em Espanha, com as suas dezassete fábricas de construção e montagem faz com que se guinde para o oitavo construtor mundial, superando o Brasil, e, somente atrás da China, USA, Alemanha,  Japão, Coreia do Sul, Índia e México.
Com uma indústria ferroviária em expansão, com vendas têxteis mundiais, com produção de bens agrícolas e alimentícios em escala, augura-se que o seu desenvolvimento tenha um crescimento de 3% ao ano.
Se a crise bancária foi de 70 mil milhões de euros, em Espanha, sem entrar com os peritos da Troika,  a crise portuguesa nos últimos quinze anos atinge 35,5 mil milhões de euros. Quer dizer, metade da problemática espanhola não corresponde ao peso e importância lusa, por isso os comboios em Espanha andam em alta velocidade e os “inter-cidades” portugueses não chegam a Espanha.

Perder tempo e energias sobre questiúnculas miúdas não ajuda as graúdas. No entanto, a contrução do túnel Sul de Vigo, 30 km de nova via, dispender 400 milhões de euros, requerem que o governo da Galiza encontre as plataformas da possível ligação do "intercidades" entre o Porto e esta cidade galega. (Viável?...Rentável!...)

P.S. - 370.000 (micro e pequenas empresas = 98%). Se a Alemanha tem uma inflação de 1,5% a 1,6%, aumenta o seu custo de vida e aumenta o custo da dívida portuesa, apesar de 1,2% de crescimento+0,7% de inflação (total 2%) em que os juros são de 3,5 % , ou seja, não são para pagar capital.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

EUROPOLITIQUE: O dinheiro em Espanha corre para a "força do rio" dos mais RICOS


Nos oito homens mais ricos do mundo, apresentados num painel da televisão brasileira Record, Amancio Ortega figurava em segundo lugar, após Bill Gates.
Apesar dos estudos das desigualdades sociais de Portugal não revelarem quantificações acerca dos mais ricos e as classes desfavorecidas, em Espanha um recente estudo demonstra que 14,2 milhões de espanhóis equivalem à riqueza acumulada dos seus três homens mais ricos: Amancio Ortega, dono da empresa Inditex, mais conhecidas em terras lusas pela Zara, e sua filha Sandra Ortega, e o presidente da comercial Mercadona Juan Roig, que se vai instalar em terras lusas.
A classe mais rica de Espanha, na ordem do 1%  arrecada mais de 27,4% da sua riqueza total.
(Em Portugal, apesar de 1339 novos milionários de um milhão de dólares em 2016, somente atinge os 0,006%, situando-se na fasquia de pouco mais de 54.000 afortunados).
Apesar de um crescimento na ordem dos 3% em Espanha, o dinheiro encaminha-se para a classe mais rica, de forma que a classe mais pobre espanhola, na ordem dos 30%, é equivalente à riqueza dos mais afortunados.
Restam outros contribuidores de 40% da riqueza total espanhola, que se diluem pela restante população; são estes que alimentam a máquina espanhola ao nível de impostos. Quase 10% dos espanhóis com maior património acumulam 56,2% da sua riqueza total.
Com um milhão de estrangeiros, numa população de 47,8 milhões de habitantes, e, uma média de 42 anos de geração, na qual se situa 66,8% dos seus habitantes na idade entre os 15 e 64 anos, a Espanha apresenta-se com uma taxa de alfabetização na ordem dos 98,3%, em que 79,6% habitam em cidades.
A tendência dos emigrantes espanhóis na procura de um apartamento reflecte-se na atracção pela cidade, em que  somente 20% da sua população vive no campo, ou, aldeias. O sucesso do combóio de alta velocidade está associado à conexão entre as cidades espanholas, onde pontifica o centralismo de Madrid.
Apesar de um crescimento de 3% em 2016, e, boas perspectivas para o ano seguinte, a repartição da riqueza espanhola reflecte um verdadeiro fosso entre os mais ricos e a classe mais pobre.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

EUROPOLITIQUE: A China e o futuro da Globalização




A China apresenta um forte crescimento económico, uma sólida posição financeira (com grandes investimentos estrangeiros), e uma balança de transações com superavit, o que lhe permite amealhar milhões de dólares.
Como consegui fazer este milagre económico?
"Grosso modo", graças a uma economia planificada, com mão-de-obra barata, baixos salários, mas com 700 milhões chineses retirados da pobreza, que descontam 10% para os serviços sociais e de saúde; e, que exibe cidades modernas e a mais extensa rede de alta velocidade.
Viver na cidade é um sonho que se tornou realidade, onde alguns chineses poupam quase 50% das suas economias.
Com um regime político de partido único, (portanto, não democrático), sem liberdades políticas e cívicas, onde a componente económica é a estratégia do seu desenvolvimento, cujo slogan faz jus à frase de Marx: “o homem é um ser económico”.
A globalização é a janela aberta pela China ao mundo, mas esta janela está ancorada na sua casa. O livre comércio mundial funcionará, enquanto for favorável à China?
A tendência dos movimentos anti-globalização  e as políticas de defesa dos interesses nacionais manifesta-se cada vez mais contra a falta de regulamentação económica e comercial mundial. Sobretudo, pela falta uma ética da globalização, preconizada por vários pensadores teóricos.
Os chineses começam a sentir-se vítimas da globalização, aliás, que os têm favorecido. Por isso, o porta-voz das alfândegas chinesas Huang Songping afirma: «a tendência anti-globalização é cada vez mais evidente e a China é a sua maior vítima», segundo a agência Reuters.
Se, os anúncios públicos de Trump se confirmarem muito incertezas surgirão na economia mundial. Algumas já são evidentes no ano transacto.
Em 2016, as compras da China no exterior caíram 5,5%, cujo montante atinge quase 1,5 mil milhões de euros, segundo a agência Reuters. O intercâmbio entre a Europa e os USA diminui 6,8%, com um retrocesso de 3,47 mil milhões de euros. As exportações chinesas registaram uma queda de  7,7%, em 2016, no valor de 1,97 mil milhões de euros, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas da China. Acresce-se ainda as flutuações e credibilidade da sua moeda.
A política económica dos USA será uma condicionante do futuro e desenvolvimento da globalização.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...