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sexta-feira, 22 de abril de 2016

EUROPOLITIQUE: "BADAJOZ à vista" na janela do AVE, com ou sem "bitola europeia"? ( 60% de financiamento europeu)


Investimento hispânico na Alta Velocidade Ferroviária (Clique na imagem)

A Espanha é o país da Europa com a maior rede de Alta Velocidade. Além disso, desenvolveu e detém uma tecnologia ferroviária que se expande pelo mundo, com créditos firmados na Arábia Saudita.
Vem a propósito, o Programa Nacional de Reformas (PNR), em que serão gastos vários mihões de euros, na contrução e modernização de 1.200 km de ferrovia, dando, como certos 907 km, até ao ano de 2020.
O "Jornal de Notícias" intitula que 85% deste plano geral será concretizado com ajudas, ou, financiamento da Europa; ou seja, dos 25 mil milhões, o Estado gastará, anualmente, 6,7 mil milhões de euros
Com grande êxito económico, Felipe Gonzalez lançou a Alta Velocidade, defendendo o centralismo espanhol, entre Sevilha e Madrid. Nessa época, as garantias do seu embaixador em Lisboa elucidava que o financiamento europeu  atingia mais de 80% do seu custo; e, a obra está feira.
Ainda que Portugal não tenha a mesma estragégia de Espanha, nem os mesmos utentes, nem a mesma ambição, os custos estimados em relação aos espanhóis apresentam grandes diferenças, que se situavam, outrora, na ordem de 20% a 30% de ajudas comunitárias, e, que presentemente com estudos técnicos e económicos concretizados se quedam ainda a 25%  do financiamento espanhol.
Claro que os créditos da CE ajudaram muito a Espanha, e os espanhóis souberam aproveitá-los.
Se, na totalidade, Portugal recebeu ajudas da CE, no valor de 100 mil milhões, a empresa espanhola ADIF gastou em infra estruturas, nada menos, de 36.576 milhões de euros, nos últimos 10 anos; enquanto que Portugal desbaratou "rios de dinheiro" (faz lembrar a auto-estrada do Alentejo) em estudos técnicos.
E, a grande questão da rentabilidade?
No mês de Agosto de 2015, a cifra de passageiros em "Alta Velocidade" e "Grande Distância" atinge a cifra de 20,48 milhões de passageiros, com um crescimento da ordem dos 6,4% anual, apesar das críticas europeias.
Ao contrário, Portugal continua e fica a "ver os combóios a passar" em Badajoz, ou,  até em Marrocos, já que a diferença de financimento mantém uma constância de 25% em relação a Espanha, apesar das notícias do "Jornal de Notícias".
Conclusão: até nova demonstração, a ferrovia portuguesa será financiada a 60% pela Europa.










 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

EUROPOLITIQUE: "Jogada de Mestre" em Angola

Com a “moeda nacional” – kwanza – com uma cotação no “mercado paralelo” em 450 kz’s  face a um dólar, e, com a cotação no “mercado oficial” nos 170 kz’s; apesar de uma “inflação normal” nos empréstimos e seus juros a 17% ao ano, (ainda que a anormalidade da inflação, num mês, seja superior a 10%); Angola acaba de pedir um “reforço de cooperação” ao FMI, em que os "1.721 milhões de euros" atingem somente os 1,5%  ao ano, e, os outros "2.272 milhões de euros" rondam os 3,5 % ao ano.
Aparentemente, é uma “jogada de mestre”, emboras as aparências iludam.
O dinheiro de Angola, à solta e no estrangeiro, ronda os 28 mil milhões de dólares; e, a classe dos ricos angolanos não arrisca nas “pescas, agricultura e minas”, porque não é “dinheiro fácil”. Esta falta de visão e confiança é a demonstração do atraso empresarial e social angolano, que apesar de tempo suficiente e necessário não ousou construir os fundamentos do seu desenvolvimento económico. Os cidadãos e as pessoas são o fundamento da riqueza de um país, e, não uma elite de "mercenários ou golpistas", especializados no “dinheiro fácil”.
Face a esta desconfiança e medo de risco dos empresários angolanos, habituados ao “dinheiro fácil”, a estratégia desenvolvida e dirigida ao FMI visa incrementar o investimento nestas áreas, tão carecidas e carentes.
Detendo alguns direitos de colaboração com o FMI, sem depender do Brasil com os seus "10 mil milhões de dólares" investidos nesta instituição, Angola coloca um desafio a si mesma, e aos “possíveis tubarões” da “nota verde e fresca”.
O executivo angolano, certamente, manterá uma vigilância pela chegada da famosa “nota verde”, já que os "6.000 milhões de dólares" dos chineses estão encobertos numa certa neblina, modernizando uma sociedade ansiosa pelo trabalho, pela dignificação humana, e, pelo grito de uma autêntica cidadania, expressa em milhões, daqueles que constituem o povo angolano.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

EUROPOLITIQUE: "Panama Papers" + ANGOLA

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ANGOLA, país produtor de petróleo, com reminiscências arábicas, não podia fugir aos "Panama Papers". Para ilustração dos "ricos angolanos", na sua riqueza acumulativa,  um dos decanos do petróleo e da Sonangol pontificam como marcos desta lista.
 
Bibliografia hispânica: 
 
«José Maria Botelho de Vasconcelos es ministro de Petróleo de Angola desde 2008.
Ingeniero de formación, Botelho de Vasconcelos trabajó durante años con la empresa estatal de petróleo de Angola Sonangol.
Botelho de Vasconcelos fue ministro de Petróleo por primera vez entre 1999 y 2002, antes de convertirse en ministro de Energía y Aguas.
Repitió en el cargo de ministro de Petróleo en 2008 y fue presidente de la Organización de los Países Exportadores de Petróleo (OPEC) en 2009».
 

EUROPOLITIQUE: "QUATRO MINUTOS DE SONHO"


-         “Puta madre, qu’estas muy macho”.

-         “Calla-te forcado, que yo soy torero”.

-         “Olè es en Madrid...”

-         “Pero que diez es en tu tIerra”

-         “Rico, bonito y jueven – es el tío de las pampas”

-         “Mi hermana te dirà”
 
-         “Adiòs, torero..............

quinta-feira, 31 de março de 2016

EUROPOLITIQUE: A CRISE em ESPANHA

 
 
Sem governo constituído,  a Espanha continua numa lenta marcha  para sair da crise.
 Somente, as Comunidades Autónomas de Madrid e Baleares encontraram uma saída airosa desta crise, que se arrasta desde 2008.
 

terça-feira, 22 de março de 2016

EUROPOLITIQUE: O DÉFICIT DA "MESA DE CAFÉ" na U.E.



«Não se sabe se o “País da Geringonça” engatou qualquer engenhoca, cujo enguiço engaça algum andarilho, nesta “artimanha ou armadilha” de um mestre “Jangaia”.
“Jangaia” era um artífice da “montagem de vinhas", que através das suas engenhocas, punha qualquer andarilho ou geringonça a funcionar, porque nos seus esteios e tendões correm “fios, cordas e arames”.
Os sinais de êxito do "País da Geringonça" estão no seu porvir, no andamento da sua economia».
Mas, o dobro dos carros existentes em Portugal não chega para pagar a “Dívida  Pública Portuguesa”, na ordem dos 217,1 mil milhões de euros. Mas, se o ideal é quedar-se pelos 60% desta dívida, então o “total da frota automobilística portuguesa” poderia suster tal montante.
Incumbir em cada português um peso, ou, um  ónus futuro  de 21.710 euros é um encargo bastante pesado, ainda que afecte muitos cidadãos de outros países. Ou seja, quase toda a gente deve alguma coisa ao outro, neste movimento circular e universal.
Claro que uma dívida pública que corresponde a 130% do P.I.B. torna-se num encargo, que a todo o momento, pesa nos movimentos financeiros; embora, o Japão tenha uma “dívida pública” que é o dobro seu P.I.B.
Todavia, os grandes países da Europa, França, Espanha e Reino Unido caminham com déficits  na ordem dos 3,5% e 3,1% sem grandes sobressaltos.
Somente, a “Velha Lusitânia” é obrigada a manter-se abaixo dos 3%  deste déficit, criado numa “conversa de café”, que se tornou num “alvo sagrado” da União Europeia, mas que somente  os seus “padres” se isentam do seu cumprimento.
Ora, a “Dívida Pública Portuguesa”, que em 2010, era de 92,4% (159,47 mil milhões de euros) subiu demasiado.
Até,  ao de 2020, ou seja, após uma década, aguardemos como vai comportar-se esta “Dívida Pública Portuguesa”, neste “País da Geringonça”.

segunda-feira, 21 de março de 2016

EUROPOLITIQUE: "A mentalidade agrícola" dos franceses e "a mentalidade comerciante" dos ingleses


Na procura e defesa de “uma superioridade moral da Europa”, subjazem meandros que percorrem o seu interior nas facetas de vários povos; que persistem nas suas diferenças e identidades.
A “Île de ´France”, ou seja, a região parisiense detém um PIB que ultrapassa muitos países, mas que não joga um "peso mundial" como a Praça de Londres.
Por isso, aguarda-se que o referendo dos ingleses não resulte num “Brexit”.
A Europa tem necessidade da "Praça Financeira" de Londres, e, fica mais empobrecida sem o contributo dos ingleses.
Os franceses parecem que mantêm um sentido desconfiança em relação aos objectivos e à cooperação com os ingleses.
Por tradição, desde DeGaulle que persiste esta desconfiança.
A “mentalidade agrícola” dos franceses não "casa" com a “mentalidade comerciante” dos ingleses, em que o funcionamento do “dinheiro e do direito”, por tradição histórica e filosófica, revertem no “universo protestante” anglicano num pragmatismo, enquanto que no “universo católico” francês se elevam a um certo idealismo, ou seja, o  sentido de “entesourizar”.
Esta “mentalidade agrícola”, de donos e senhores de terra, assenta as suas colunas no “universo católico”, mais paternalista; onde, por vezes, a "caridade" substitui a "função ou aplicação do direito".
Há uma expressão francesa, pouco conhecida a nível do "senso comum" dos gauleses, (aliás, que vem do tempo dos vikings), que denota esta “mentalidade agrícola”, na medida em que alguém que se dirige ao outro na “tentativa de comunicar qualquer coisa”, se perverte no sentido de “pedir alguma coisa”.
A súplica e misericórdia ao “Mon Dieu!...Mon Dieu!...” gaulês difere do ímpeto e da força do “God – God” britânico.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...