Seguidores

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

EUROPOLITIQUE: No "nevoeiro" do aeroporto Sá Carneiro



O Brasil tornou-se no primeiro lugar do topo do investimento chinês, com créditos na ordem dos 10,7 mil milhões de dólares, em que pontifica a empresa Petrobrás, com nada menos, de 8,2 mil milhões de dólares, seguida da aeronáutica Embraer, cuja totalidade  de capital, na América do Sul, atinge os 29 mil milhões de dólares.
Em Portugal, o investimento chinês continua na sua senda, falando-se em novos voos e capitais, junto da TAP. Em relação ao investimento chinês, as reacções do PCP estão numa certa neblina.
Apesar deste nevoeiro, que faz parte das terras galegas, a TAP já assegurou um voo diário para Vigo, a partir do mês de Julho, com uma ocupação prevista entre 70% a 75%, apesar das “duras críticas del alcalde de Oporto pidiendo la cancelación del vuelo Vigo-Lisboa”, segundo relata o jornal galego Faro de Vigo.
A cidade de Vigo cresceu com algum capital exportado pelas gentes do Norte e do País, nos tempos conturbados da “Revolução dos Cravos”, em que até os para-choques dos antigos carros, em vez do metal atravessavam a fronteira em "prata" fundida, com os seus devidos efeitos na construção civil galega.
Os pilares da indústria naval, pesqueira e automobilística da Galiza são fruto de uma contínua luta do povo galego, que constrasta com a indústria turística, artística e futebolística portuense. É que a indústria pesqueira galega interessa bastante aos chineses.
Com três aeroportos na Galiza, Vigo pretende afirmar-se na senda internacional, apesar da eficiência do aeroporto Sá Carneiro, que lhe tem ganho muitos passageiros.
A “promoção” de Vigo acarreta algum desconforto no Porto. (Apesar de gostar, pessoalmente, muito de Vigo, o coração pende para o Porto).
Mas, a invasão do capital chinês alastra-se por todo o lado, cabendo às autoridades políticas zelar pelos seus interesses económicos.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

EUROPOLITIQUE: "Os carnavais e a transgressão da jornada agrícola" # Clara Ferreira Alves

O meu avô, que nunca ia para os "tachos", apesar de ter tido um restaurante em New Jersey, ao lado da metropolitana New York, plantava-se fardado junto à lousa dos filhoses, para receber os “desconhecidos intrusos” que celebravam o Carnaval.
Esta tradição popular  - provocadora, alegre e risonha  - desapareceu do Norte do País, para os modernos carnavais à brasileira, à beira mar plantados.
Mas, este bando de forasteiros que desafiavam os lavradores “abastados”, com a sua transgressão do “jornada agrícola” encaixa-se perfeitamente nos acompanhantes do deus grego Dionisios, cujas bacantes aspiravam  aos eflúvios das adegas e dos filhoses. 
Um dia fui fazer um pequeno exame com a “Origem da Tragédia” de Frederico Nietzsche na mão, e, sobre a “transmutação de valores” no mundo da língua portuguesa, aludiu-se ao impacto do Carnaval no Brasil.
“A Pluma Caprichosa” de Clara Ferreira Alves, “inimiga declarada dos blogues”, afirma que: ”na tradição da alegria obrigatória só contribui para a melancolia pecuniária, e não, o Carnaval não é um direito dos trabalhadores”.
A antiga tradição portuguesa, que por força do cristianismo camuflava a sua mundaneidade, recorria ao bando de forasteiros que com as suas bacantes transgrediam a “jornada agrícola” dos camponeses, forçando-os ao descanso.
Redesenhar o Brasil em “filosofia moral e política” entronca também numa transmutação que o Carnaval brasileiro traduz como símbolo da festa e da celebração, embora modernamente sujeito ao marketing.
Mas os “faunos gregos” da antiga tradição grega encaixam-se no "bando de forasteiros" que à portuguesa se desnudam com as suas bacantes numa alusão à transgressão, ao convívio, à celebração, à alegria, e, ao apelo de um dia de descanso.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

EUROPOLITIQUE: "O País dos mil euros" - Diário de Notícias





A frase de Varoufakis : "hoje, temos cidadãos transparentes e governos opacos" revela alguma ingenuidade. 
Os governos representam os cidadãos, e a transparência dos cidadãos nem sempre é correcta, já que persiste o seu instinto individual.
Mas se os cidadãos não se revêem nesta representatividade, algo há que mudar.
Se aplicarmos este lema aos contribuintes verifica-se que cada vez mais esta transparência se impõe como meta de "justiça social".
O jornal "Diário de Notícias" revela que somos "o país do mil euros", e, que 83% dos salários não chegam aos 1.500 euros". (Talvez, alguém diga, quem dera que a maioria ganhassem este valor!...)
Esta realidade social é acompanhada com 600.000 desempregados.
A tese de que quem ganha 2.000 euros se situa num certo privilégio, a 50 % dos 4.000 euros de F. Hollande, os chamados "ricos franceses, esbarra nesta realidade do "país dos mil euros", e, a 50% da média dos pensionistas portugueses que labutaram, lutaram e trabalharam em França  (534 euros).
Neste último ponto, o governo espanhol foi ágil e hábil nas suas exigências.
Nada menos de 59.000 portugueses nunca receberam os seus "direitos sociais" em França.


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

EUROPOLITIQUE: Mário Centeno e Hollande


Na entrevista de Mário Centeno ao jornal "Diário de Notícias" relata-se que os portugueses que ganham 2.000 euros brutos se encontram numa situação de "privilegiados" em relação ao resto da população portuguesa, mas cuja realidade está infelizmente desfasada do contexto europeu.
O montante de 2.000 euros brutos torna-se equivalente aos considerados "4.000 euros dos franceses", fasquia para a qual F. Hollande os considerava no "estatuto de ricos". Portanto, esta situação portuguesa de "privilegiados" está a 50% dos "considerados ricos",  em França, segundo Hollande.
Esta analogia é extremamente interessante na sua desproporção.
A média dos reformados portugueses que trabalharam em França é quase exactamente 50% da média dos pensionistas franceses.
Se Harvard rivaliza com qualquer faculdade da Sorbonne, como dizem "nuestros hermanos": "pero que las hay!....hay".

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

EUROPOLITQUE: "L'Expertise française" au 87%

Enviámos um estudante de psicologia, actualmente, professor universitário, ao debate do recente eleito secretário geral do Partido Socialista, Mário Soares e (mon ami) Mitterrand.

Ao estilo de Marcelo Rebelo de Sousa, a classificação do debate quedou-se num treze para Mário Soares. E, o François? Nota 20.

A distância de desenvolvimento económico, social e científico entre Portugal e a França foi ultrapassado em alguns campos. De uma imagem cinzenta portuguesa, hoje nascem sinais coloridos de mudança.

Todavia o peso das instituições francesas é da ordem dos 87% em relação às instituições portuguesas. Esta estima matemática tem uma base sociológica, que é susceptível de demonstração.

Por isso, quer nas relações diplomáticas, quer nas instituições sociais, esta margem de manobra de 13% origina desequilíbrios de afirmação extremamente graves.

Deste modo, as instituições sociais francesas utilizam alegremente as regras ou regulamentos comunitários, satisfazendo, única e simplesmente, os seus interesses nacionais.

Mas a este atroz desequilíbrio, que diz respeito às instituições, revela-se ainda mais profundo e sintomático, quando alguém a nível individual ousa enfrentar as suas incoerências e contradicções, apesar da advertência de outras congéneres estrangeiras. Quer dizer, se no plano institucional o peso é reduzido, no plano individual é praticamente nulo.
Esta base sociológica de 13% de desnível, permite a expansão da “expertise française”, bem longe do debate entre Mário Soares e François Miterrand.

domingo, 31 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: Santos Silva: «Peso político no "Quai d'Orsay"» = 13%




A base da sociologia é a estatística.
Se me perguntarem qual é o peso político do "Quai d'Orsay" francês, em relação ao "MNE" português, a estimativa é de 13% a favor do luso.
Como se chega a esta demonstração?
Por cálculos de "altos quadros" de visita em Paris - "cidade luz"

À frase: NÓS ...O GOVERNO".

Se o peso negocial de 13% em França não é muito, na comunidade europeia é inferior.
Mas, na base deste reduzido poder negocial existem certos "trunfos na manga" que é necessário exibir.
A sociologia de Tony Carrera fornece esta estatística demonstrável, tal como aquela "metralhadora" que se escondia por detrás dos arbustos do Palácio Cor de Rosa.

 

EUROPOLITIQUE: A França encantada com o Irão


A França encantada com o Irão

 

 

Apesar do descontentamento da banca francesa, a encomenda de 116 “Airbus” pelo Irão, que supera a centena de “Mirages” do antigo líder líbio, despertou a “negociata francesa” até na indústria automóvel.

A política externa francesa tem destes “arrombos mágicos”, rápidos e certeiros, que, por vezes, descambam em certa indignidade.

Mas, o futuro dirá na “bonne chance” francesa.

O Irão com perto de 150 mil milhões de dólares, espalhados e congelados, que em França somente são 200 milhões de euros, beneficia de crédito suficiente para uma encomenda de aviões na ordem dos 22 mil milhões de euros.

A proposta para Espanha queda-se no “fithy-fithy” para a implementação de uma nova refinaria iraniana em solo espanhol.

Desta “avalanche” e profusão de dólares desconhece-se qualquer investimento em Portugal.
Mas, a política do “Quai d’Orsay” é extremamente pragmática, em que a “nota verde” se confunde com o “azul francês”, não com o “bleu du Portugal”.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...