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sexta-feira, 21 de março de 2014
EUROPOLITIQUE: Exportar "Néctar Português"
sábado, 15 de março de 2014
EUROPOLITIQUE: O Brasil e o "eldorado" dos pensionistas
Em 2013, o Brasil fechou a sua balança comercial com um excedente de 2,561 mil milhões de dólares. Embora, em 2012, as exportações superassem as importações em 19,396 mil milhões de dólares; portanto, numa diminuição em relação este período. Todavia, um brasileiro pode reformar-se aos 55 anos, com 97% dos seus rendimentos, cujo valor na sua totalidade representa 3% do seu PIB. Embora os pensionistas e reformados brasileiros não constituam um grande problema na sua pirâmide social, graças à sua classe trabalhadora, bastante jovem, todavia pode aproximar-se, futuramente, na problemática que a geração dos mais velhos faz ressentir no sistema nipónico, que sobrecarrega extraordinariamente o Japão. Além de uma carreira de contribuições curta para a normalidade de outros países, as benesses são bastante vantajosas de forma que o seu “bolo” é cinco vezes mais que a chamada “Bolsa Família”, na sua luta contra a pobreza, que representa, nada menos, de 25% da população brasileira.
No Brasil, o estatuto de pensionista ou reformado reveste-se de grande respeito e atenção nas repartições e transportes, de tal forma que os seus rendimentos atraem uma certa “moda” de casamentos com pessoas mais jovens.
Com uma indexação das pensões mínimas ao salário mínimo (na ordem dos 320 dólares, mensais), as despesas com esta previdência social dos pensionistas, em permanente crescimento, origina alguns gastos que ainda não preocupam certos economistas brasileiros, de tal forma que Sílvia Matos afirma: “nós somos uma sociedade que pensa mais no presente e menos no futuro.”
Todavia a grande problemática que a classe dos reformados e pensionistas representa para o Japão torna-se um paradigma a considerar para a sociedade brasileira, ainda que a sua pirâmide social não esteja tão invertida como a nipónica.
EUROPOLITIQUE: Os fundos perdidos na Suiça
A França, com as suas 35 instituições de reforma, gere uma verdadeira panóplia de cálculos dos seus pensionistas ou reformados. Exceptuando os funcionários públicos em que o seu cálculo se efectua na sua totalidade, os demais sistemas percorrem uma extensão de instituições que cobrem com rigor o sistema de base da sua segurança social. Sem dúvida, que as regras e respectivos direitos escapam à maioria dos emigrantes portugueses, apesar da reiterada minúcia dos seus cálculos, que perscrutam avidamente os parcos recursos concedidos, em certos casos, pelas instituições portuguesas, que se resumem, em Portugal, à Caixa Geral Aposentações (CGA) e Centro Nacional de Pensões (CNP). Presume-se que exemplarmente, são os descontos “ramo vida” que jamais serão recuperados nas benesses do sistema francês, cuja complexidade burocrática se estende por demasiado tempo, em relação ao sistema português.
Tudo isto, vem a propósito de que «mais de 5 mil milhões de euros repousam “esquecidos” em fundos suíços», segundo relata o jornal Figaro, acrescentando que “perto da metade destas contas não reclamadas pertencem a empregados estrangeiros que deixaram o país». Aliás, avalia-se que 70% destes casos, ou, respectivos beneficiários nunca serão encontrados. Ou seja, estas 855.000 contas não reclamadas serão transferidas para um Fundo Especial. Certamente que neste universo se encontram alguns milhares de portugueses. E, certamente que a emigração portuguesa se debate com a falta de esclarecimento desta complexidade na segurança social (suiça ou francesa), dos seus direitos cívicos e das suas regras sociais; e, até do seu natural e óbvio esquecimento; quando não são obrigados a renunciar aos cuidados de saúde que deveriam ser pagos pela segurança social de origem. Além disso, toda esta “força de trabalho” que enriquece ou enriqueceu estes países repousa nos benefícios de tratamento social através das mais diversas e variadas instituições portuguesas.
sexta-feira, 14 de março de 2014
EUROPOLITIQUE: A falta de velocidade brasileira
Apesar do comentário de José Ricardo Roriz Coelho de que “o Brasil não exporta mais porque o custo de produção é muito alto”, e, apesar dos grandes obstáculos a nível da logística brasileira, o Brasil é um dos grandes exportadores de produtos agro-pecuários para a China, através de exportações de frango, carne bovino e cereais, em que se inclui soja, com enormes problemas de transporte nos seus portos. Por isso, recentemente cinco empresas, juntam-se às 24 certificadas e homologadas, por Pequim, para exportarem para o mercado chinês. Se fossem ultrapassados os graves e penosos problemas de transporte, o Brasil constituir-se-ia o grande celeiro da China, apesar das suas exportações atingirem a ordem das 32,3 mil toneladas, com um valor de 72,5 milhões de dólares.
Com uma classe média que atinge quase um universo de 115 milhões de pessoas, nos cerca de 200 milhões de brasileiros que finalmente teve acesso a um padrão de vida impensável, parece que os investimentos na área de transportes têm de ser brasileiros em 80% dos seus equipamentos. Desesperam os franceses pela introdução de caminhos de ferro de alta velocidade que tanta falta faz às pessoas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Além disso, o sistema portuário, a rede rodoviária e ferroviária, além dos aeroportos são autênticos “gargalos”, como gostam de dizer os brasileiros. Habituados ao papel paternal do Estado, os empresários não se envolvem nas grandes infra-estruturas que o Brasil carece e que trava a expansão da economia. Apesar do vasto programa em que se prevê a construção de 7500 km de novas auto-estradas, de 10.000 km de caminhos de ferro, e, de 159 portos e dois aeroportos internacionais, somente com o impulso de muitas empresas privadas se atingirá este objectivo, independente da tutela do Estado, e, da falta de concorrência. Enquanto as linhas de ferrovia, a nível de mercadorias, avançam; a alta velocidade encontra-se estagnada.
“Comprar um frango brasileiro” torna-se mais barato que “comprar um frango moçambicano”.
Todavia, se o Brasil ultrapassar a estagnação das suas infra estruturas, certamente colocará os chineses a comer, cada vez mais, o frango brasileiro e outros produtos alimentares.
quarta-feira, 5 de março de 2014
EUROPOLITIQUE: "23 Bancos em Angola"
Proliferam as instituições bancárias em Angola de tal forma que serão demasiados bancos para atender os 5 milhões de possíveis clientes, actualmente. Número um em Angola, o Banco BIC estende-se por 80 municípios angolanos, portanto, quase 50%, num universo de 162 comarcas, das suas 16 províncias. Quase metade dos municípios angolanos são atendidos pelo Banco Bic, através dos seus 1.900 colaboradores, atingindo quase um milhão de clientes; ou seja, o Banco Bic tem um quinto do universo bancário angolano. Claro que a concorrência das outras 23 instituições bancárias requerem uma fusão de interesses para um espectro bancário, demasiado redimensionado para uma melhor credibilidade bancária e número de clientes. Por isso, a fusão ou concentração bancária será um objectivo a atingir, para maior eficiência do sistema bancário e soldificação financeira. A utilização dos serviços bancários passou, em dois anos, dos seus 8% da população para os 23% actuais, ou seja, em 2013; beneficiando de 18 mil caixas automáticas, espalhadas pelo país. Ainda que o acesso através da internet seja acessível a 75% do seu universo bancário dos seus utilizadores, há que salientar que somente um quarto da população angolana beneficia destes serviços bancários. Por isso, ainda abundam as filas de atendimento e muitos angolanos estão longe da modernização e do progresso bancário. O resultado do exercício económico do Banco BIC ultrapassa os dois milhões de dólares, em 2013, com créditos concedidos na ordem dos 600 milhões de dólares, que o coloca entre 30 maiores instituições bancárias de África. A média mais benéfica do crédito bancário situa-se nos 9% ao ano. No entanto, as instituições bancárias debatem-se com verdadeiros problemas no crédito às empresas. As parcerias económicas e empresariais procuram os serviços bancários para empréstimos pouco ortodoxos e eficientes. Por isso, acresce-se uma supervisão das entidades credoras na eficiência do crédito bancário. Portanto, dois desafios se colocam. Por um lado, uma maior eficiência bancária no crédito concedido,sobretudo ao tecido empresarial, e, por outro lado, a extensão dos serviços bancários ao maior número possível da população angolana.
terça-feira, 4 de março de 2014
EUROPOLITIQUE: Onde está a "Ilha do Chocolate" ? ("Un monde sans chocolat")
«Il n'y a plus de chocolat, c'est fini» é o grito de um pasteleiro francês à sua clientela, separando os clientes amantes desta iguaria dos restantes consumidores.
Constata-se que 90% da produção de cacau é realizada por 5 milhões de pequenos produtores independentes. Qual o lugar de alguns "são-tomenses" neste universo de produtores de cacau?
E, do mesmo modo, se pode interrogar a Guiné Equatorial sobre a produção de cacau, já que procura diversificar a sua economia, através do turismo, das minas e da agricultura. Aliás, estas regiões do Golfo da Guiné reúnem óptimas condições para a produção de cacau, conjuntamente com as verdes e luxuriantes ilhas de São Tomé e Príncipe. Porém, faltam investimentos, ousadia e determinação no desenvolvimento desta indústria, para colmatar a crescente procura desta iguaria, que vive, presentemente, na angústia de "um mundo sem chocolate".
Ainda que a multinacional das marcas Milka, Suchard, Toblerone ou Polain incentive a plantação de 200.000 árvores de cacau na Costa do Marfim, através da ONG Care, o contributo de outros países é determinante para o aumento da produção, face às crescentes necessidades mundiais.
É evidente que os negociantes do cacau estejam inquietos face à penúria desta matéria prima, incapazes de viver: “um mundo sem chocolate”. Segundo o Euromonitor International, a procura de chocolate pela China, emergente consumidor, deverá aumentar na ordem de 5% ao ano até 2018.
Introduzido em 1822, o cacau tornou-se a «imagem de marca» das ilhas de São Tomé e Princípe, a quem os franceses chamam da “ilha do chocolate” pelo seu papel de grande produtor de outrora. São Tomé e Príncipe, com um orçamento anual de 360 milhões de dólares, cuja metade é financiada pela empresa petrolífera angolana – Sonangol, reencontra o desafio do funcionamento das antigas roças que outrora atingiram o seu apogeu, sobretudo no comércio com a Inglaterra. Será que o resplendor das antigas roças brilhará como antigamente? Mundialmente, a procura de cacau é intensa, mas a produção é escassa. Por isso, a questão é pertinente: onde está a ”ilha do chocolate”?
domingo, 2 de março de 2014
EUROPOLITIQUE: A Guiné Equatorial no "Eixo do Mal" (EsBePe)
A “esquerda bem pensante” (EsBePe) em Portugal exorciza a Guiné Equatorial para o fundo dessa África, perdida nos confins da selva. E, dos selváticos aos fanáticos ergue-se um muro e coro de protestos contra a tirania vigente na Guiné Equatorial. Evoca-se, desde a praia de Malibu até aos leões brancos, (para não mencionar, os “Ferrari” escondidos em Paris) um quadro negro dessa pertença ao mundo lusófono, aliás, que esconde muitos pelouros de uma antiga presença portuguesa. Banais são os 10% do Banif para quem exibe uma riqueza exuberante, tal como o conforto do "sofá" esquerdista se revela reconfortante.
Se “nuestros hermanos” esconjuram essa Guiné “perdida no seu Golfo Africano”, que jorra algum “ouro negro”, após a sua independência, habilmente, os seus autóctones ergueram o olhar para uma “ilha do chocolate”, como grito de um guloseima que atrai o mundo emergente, e delicia o mundo ocidental. Mas, nenhum “visto dourado ou prateado” ressurge na “esquerda bem pensante” que possa emoldurar um digno acesso, somente um visto “tétrico e bem escuro”. Porventura, outras estratégias estejam longe da sua configuração.
A Guiné Equatorial, com as suas três universidades, não se compara com a Guiné Bissau, como exemplo, da herança portuguesa. Dir-se-á que é o petróleo. Se as contradições políticas são relevantes, somente os USA tem exercido alguma pressão sobre o sistema, deixando outros parceiros no esquecimento, que ultimamente despontaram na “esquerda bem pensante”. Com uma fonte de petróleo, encontra-se condenada nos próximos 35 anos, a rever os seus projectos. Se a Espanha menospreza os seus créditos, a tentativa de reaproximação ao mundo lusófono não deve ser deixada ao acaso. Por mais crítica que seja a “esquerda bem pensante” parece que os guineenses olham para o povo português, como único capaz de colmatar as prementes necessidades dessa Guiné Equatorial. As mudanças acabarão por acontecer desde que o empenho demonstre a sua eficácia. Não é por acaso que se dirige um olhar ao mundo português. Algum trabalho já tem sido feito no sentido desta reaproximação que se torna mais visível e demonstrativa, para que rapidamente os “valores humanos” ressurgem em plena acutilância.
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