Seguidores

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

ANGOLA e a sua Floresta

Angola é o sexto país de África com maior superfície de território (1.246.700 km2, e 1.600 km de costa marítima), superando a sua vizinha África do Sul, detendo actualmente, mais de 53 milhões de hectares de floresta, em que dela depende mais de 65% da sua população a nível do consumo de lenha, e quase 60% dos seus recursos, numa economia de subsistência. Estima-se que o sector florestal, sendo bem explorado possa render mais de 1.500 milhões de dólares, anualmente, além das promissoras receitas do turismo, ainda virgem na sua exploração. O inventário florestal, iniciado em 2008 deve estar concluído em finais de 2014, após 500 anos da chegada dos portugueses que nunca elaboraram algum, apesar de deixarem seis parques nacionais: . Neste sexto país de África, o seu território é recoberto em 43% por florestas divididas em três zonas: a zona florestal tropical, húmida e sempre verde (a mais diminuta, englobando Cabinda e zona Norte, próxima do Congo); a zona florestal tropical húmida, caduca e de montanha tropical (a maior, com quase ¾, ou, planalto); e, a zona de floresta tropical seca, de arbusto e desértica (litoral angolano e Sul de Angola). Além da tipicidade da floresta angolana perto de 150.000 hectares de eucalipto, ciprestes e plantações de pinho estão em linha de espera, por razões económicas e industriais, quer para fazer carvão e quer para outro tipo de madeiras. Existem, em Angola, um total de 37 áreas de valor turístico e ecológico, equivalentes a 188.650km², ou seja 15% do território nacional. Desse total 13 são áreas de proteção ambiental: seis Parques Nacionais, um Parque Natural Regional, duas Reservas Naturais integrais e quatro Reservas Parciais. Os seis parques nacionais principais são: Parque Nacional de Quissama, na província de Bengo, estabelecido como Reserva de Caça em 1938 e elevado à sua condição em 1957, com uma área de 9.600km². Parque Nacional de Cangandala, na província de Malange, estabelecido como Reserva Natural Integral em 1963, e à sua condição em 1970, com uma área de 600 km². Parque Nacional de Bicuar, na província de Huíla, criado como Reserva de Caça em 1938, e à sua condição em 1964, com uma área de 7.900km². Parque Nacional de Iona, na província de Namibe, inicialmente reserva de caça em 1937, e, elevado à sua condição em 1964, com uma área de 15.150km². Parque Nacional de Kameia, na província de Moxico, reserva de caça em 1935, elevado à condição em 1957, com uma área de 14.450 km². O potencial turístico destes parques e da sua fauna aguardam por uma exploração condigna através de guardas rios e guardas florestais, por técnicos e veterinários que dignifiquem a sua riqueza. Além do petróleo, acresce-se que Angola detem uma das mais ricas bacias hidrográficas do mundo.

domingo, 16 de setembro de 2012

Navegando na Crise Europeia

Enquanto a Europa se debate consigo mesmo nos sintomas da crise, do agiotismo dos empréstimos, no desemprego, na perda dos benefícios sociais dos seus estados de direito, reaparecem muitos países com recursos naturais que carecem da ajuda europeia ou financeira de ordem mundial. Está mais que confirmado que o investimento em certos países africanos é de um retorno de capitais mais valioso que toda esta agitação europeia que coloca sobre o pescoço uma tirania sem soluções à vista. Mas como o lucro imediato é o recurso mais saudável do agiotismo financeiro não se olha a meios e fins para a obtenção dos seus benefícios. Certos países africanos rejubilam com as exigências das companhias americanas em declararem as receitas aos respectivos estados, quando esses mesmos países deveriam demonstrar os lucros que auferem dessas empresas. Não é só a África que carece de apoio sustentável para o seu progresso social, económico e também político, mas também vários países do Sul da América se encontram em idêntica linha de desenvolvimento e com grandes recursos naturais. Em vez de taxar somente os rendimentos do capital ou do emprego, há que mobilizar as empresas e a sua tecnologia no apoio e desenvolvimento africano e sul-americano. A Europa tem de deixar de olhar sobre o próprio umbigo, para se descentrar sobre a periferia que a rodeia. Ao velho mundo, decrépito e caduco espreita outro mundo ambicioso que anseia pelas conquistas europeias. Enquanto a Europa não encontrar um “sistema de cooperação” que se oponha ao “modelo chinês” continuará na senda de um crise cada vez mais tenebrosa.

Angola and The Blue Train's dream

“O caminho de ferro de Benguela tem uma extensão de 1344 km é dá acesso à parte mais interior do país. Para lá de Luau, encontra-se ligado aos sistemas ferroviários da República Democrática do Congo e da Zâmbia. Através da ligação à Zâmbia, é possível chegar à cidade de Beira, em Moçambique, e a Dar es Salaam, na Tanzânia, junto ao oceano Índico. Também se encontra ligada indirectamente ao sistema ferroviário da África do Sul. Desta forma, o CFB faz parte de uma rede ferroviária transcontinental.” Em breve, o caminho de ferro de Benguela chegará a Luau, com os seus 1332 quilómetros de via férrea. Na fronteira da República Democrática do Congo acrescem-se mais 18 quilómetros, o que totalizará 1350 Km, perfazendo os 1350 Km. Todavia, as ambições angolanas não se quedam simplesmente pela regularização desta via férrea. O sonho do “The Blue Train” é uma ambição que paira sobre o horizonte angolano. Por isso, a electrificação da via férrea, aguarda por futuras inovações. As debilidades no fornecimento de energia eléctrica arrastam-se como um problema a ser ultrapassado, não só em relação às cidades, como aos meios de transporte. Angola com um potencial de 150 barragens na sua bacia hidrográfica ainda está longe deste desenvolvimento, quando mais existe petróleo com certa abundância. A exploração do ferro e carvão ainda não invadiu o sistema ferroviário, mas o turismo é uma janela aberta para os Caminhos de Ferro de Benguela. “Júlio Bango Joaquim referiu que a direcção dos Caminhos-de-Ferro de Angola tem projectos de grande dimensão para o domínio dos transportes e tudo depende apenas da melhoria no fornecimento da energia. O director do Instituto Nacional do Caminhos-de-Ferro de Angola referiu que para se ter a circulação do comboio eléctrico são necessários vários factores, como a sinalização do trânsito, colocação de semáforos em todas vias circundantes, assim como outros que envolvem esta actividade. Bango Joaquim referiu que Angola quer acompanhar a evolução global e projectos do género são bem-vindos para competir com outros países de África, que já possuem este tipo de transporte.”

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

"Angola não é a Europa" - Correio da Manhã

Este aviso de certas autoridades policiais portuguesas vem a propósito de um recente artigo do Correio da Manha (10-09-2012), sobre a insegurança de certas mulheres lusas em Angola. “Angola não é a Europa”, como “os argentinos não são europeus”, mas no domínio dos preconceitos e estereótipos, a sociologia social sofre dos mesmos defeitos. “O sonho de alguns africanos passa por ter uma secretária branca”, tal como o racismo e a xenofobia se disfarça na violência e na revolta do antigo país colonizador e colonizado. Todavia, as últimas eleições foram apontadas como um exemplo de civismo, ao estilo das melhores democracias, como também a sua abstenção a rondar os 40% se aproxima do país europeu em causa, apesar daquilo que alguna consideram ao estilo e conceito de "democracia musculada". Se os 150.000 portugueses residentes em Angola são alvo de alguns ataques, com mais de 6 mortes este ano, e outras tantas atrocidades, o crescimento de Luanda, em moldes capitalistas, arrasta todo um conjunto de marginalidade, que revela os péssimos sintomas citadinos europeus, ou, os sociais modelos desprezíveis brasileiros. “Angola não é a Europa”, como a “Europa não é Angola”, com a potencialidade das suas riquezas, os seus desejos de desenvolvimento e as suas lacunas sociais. É na contradição desta dialéctica negativa que reaparece o motor e movimento da sua possível história, se elementos nocivos não atraiçorem o seu destino. Até que ponto os elementos destas contradições são capazes de construir as pontes de um desenvolvimento humano e relacionamento entre povos? Na sua essência o espírito dos seres humanos, sejam eles angolanos ou portugueses, repousam nos laços de fraternidade. Por isso, urge que os angolanos compreendam os portugueses, como os portugueses devem compreender os angolanos. Os princípios de cooperação não podem ser mantidos unicamente pelas forças policiais ou governamentais, mas por uma sabedoria mais profunda e intensa dos dois lados da fronteira, se fronteira existe.

domingo, 9 de setembro de 2012

ANGOLA: Pela 1.ª Feira de Turismo

Até à organização da primeira Feira de Turismo em Angola, o sector turístico debate-se com alguns problemas de planeamento, gestão e formação. Angola ainda não entrou na fase de iniciação da riqueza do seu turismo. Por um lado existem os elevados custos de estadia, em segundo lugar a problemática dos vistos que torna Angola quase como um país hermético, face à possibilidade de livre entrada de forasteiros, no bom sentido da palavra. Ultrapassada esta fase inicial urge caminhar para a formação de um autêntico turismo, do qual esta primeira Feira de Turismo depende. Ao contrário de Moçambique com um turismo recomendável, com uma formação já determinada, e ao contrario da África do Sul com sector de afirmação mundial, Angola caminha timidamente na sua fase inicial. À primeira vista, os comboios turísticos da África do Sul teriam os caminhos abertos para circular em Angola: ”A via-férrea tem uma extensão de 1.344 quilómetros que parte do Lobito, em Benguela, até ao Luau, no Moxico. Regularizada a ligação aos sistemas ferroviários da República Democrática do Congo (RDC) e da Zâmbia, passa a ser possível, a partir desta última ligação, chegar à cidade da Beira (Moçambique) e a Dar Es-Salaam (Tanzânia), no Oceano Índico. Integram o CFB os ramais para o Porto do Lobito, com sete quilómetros de extensão, para a cidade de Benguela, 27,3 quilómetros, e uma linha dupla entre o Lobito e o aeroporto internacional da Catumbela, com 19,55 quilómetros”. Todavia, não será tão brevemente que estes caminhos turísticos entrem em funcionamento, já que nem em Moçambique funcionam, embora já cheguem até à Tanzânia. As reservas da fauna turística aguardam por novas delimitações e apoios, onde convém salientar também as zonas de micro climas para investigação, como a Chianga, no Huambo, Humpata, na Huíla, Cela, no Kwanza-Sul, São Vicente, em Cabinda, Alto Kapapa e Cavaco, em Benguela e Malange, e também Quilombo no Kwanza-Norte. Até lá espera-se que os esforços a nível do turismo angolano ultrapassam esta fase de iniciação, para que brevemente a sua primeira Feira de Turismo seja um sucesso. Post Scriptum: "Nos últimos dez anos, disse Afonso Vita, o Ministério de Hotelaria registou a inauguração de 105 hotéis, 370 pensões, 330 hospedarias, 54 aldeamentos turísticos, 10 aparthotéis, um conjunto turístico e 3.020 restaurantes e similares. “Angola possui hoje um total de 5.137 unidades hoteleiras e similares. Semanalmente o sector licencia mais de cinco novos empreendimentos em todo o território nacional”, acrescentou

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Angola: 1/5 somente no Banco? (-78%).

Um estudo do Banco Nacional de Angola revela que a população bancarizada em Angola, passou de 11% para 22%, um crescimento na ordem dos 100%. Prevê-se que este indicador chegue aos 60% nos próximos três anos. Quer dizer, 1/5 da população angolana utiliza o sistema bancário, quer dizer que 80% da sua população não tem acesso ao sistema bancário. As projecções do Banco Nacional de Angola aproximam-se dos 39% da abstenção em 2012. Isto quer dizer que uma grande franja dos eleitores angolanos andam à deriva em relação à sua cidadania, como também, estão afastados do emprego e do crédito. Luanda com 59,34% de votos a favor do MPLA revela-se como um sintoma para este partido, longe do "score" a nível nacional, ao mesmo tempo que representa quase um 1/3 do eleitorado angolano. A UNITA tem uma voz acrescida com 32 representantes eleitos, conjuntamene com mais 8 de Abel Chivukuvuku e 3 do PRS de Eduardo Kurangana. O FNLA elegeu um único deputado. Após 10 anos de paz, a sociedade angolana revela grandes contradições que devem e podem ser ultrapassadas rapidamente. Entre os 220 deputados sujeitos a escrutínio, 175 são do MPLA, uma maioria para uma democracia musculada?!... Com os meios informáticos, com formação "on line", e com uma rápida formação de quadros espera-se que Angola dê o salto para a construção de uma autêntica sociedade civil, mais dinâmica, moderna e activa. A cidadania está, também, associada à utilização dos meios bancários, não pode quedar-se somente e unicamente no 1/5 da sua população.

sábado, 1 de setembro de 2012

ANGOLA = "Uma democracia musculada"?!...

Aproxima-se a votação final para que o MPLA tenha uns 72% de percentagem de votos, enquanto que a UNITA se queda pelos 18% e o novo partido CASA pelos 5%. Uma margem de vitória do MPLA que não deve somente ficar pela continuidade do trabalho feito. O problema da habitação em Angola não atingiu os objectivos planificados. A redistribuição da riqueza criou uma élita super rica que continua a navegar em dinheiro. Por isso, a sociedade civil com direitos sociais e políticos debate-se com problemas de acesso ao trabalho e ao crédito. Angola carece de um novo paradigma de ajustamento da sua cooperação. Com os meios informáticos existentes, com a formação de novos quadros profissionais urge dar o salto para a emancipação de uma nova sociedade civil e uma nova consciencialização da cidadania. Não é somente no aspecto material que as coisas devem tomar outro rumo, mas nas mudanças de mentalidades que o processo político deve evoluir. Para aqueles que têm a hipótese de trabalhar por 80 ou 100 dólares ao mês,estão longe de um poder "per capite" que lhes dá 400 dólares mensais, expressos no PIB angolano. Ainda por baixo desta camada social sustêm-se uma margem de quase 40% de angolanos sem acesso ao simples emprego, mas que deviam estar integrados na estrutura social angolana. Claro que desponta também am Angola uma classe média razoavelmente bem paga, todavia ao serviço da dita elite rica politica e socialmente. Talvez os europeus não compreendam os problemas africanos, mas o Brasil tem marcado pontos na sua luta contra a pobreza e na afirmação de uma classe média e mesmo alta. Angola tem condições para se aproximar do contexto social e político do Brasil. Haja vontade política para que pouco a pouco as coisas se transformem para bem da sociedade angolana. Mas a cooperação pode melhorar se o executivo quiser implementar novas formas de formação para a construção de uma sociedade civil, para aqueles que desdenham de tal possibilidade. ............................................................................................................................................................................................................................. José Eduardo dos Santos promete Principais compromissos assumidos pelo MPLA para os próximos cinco anos: - Taxa média anual de crescimento do PIB de até 7%, até 2017 - Programa de rendimento mínimo, através da transferência direta de recursos - Colocar Angola da lista dos países de rendimento médio no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU - Relatório anual sobre direitos humanos - Criação de um mercado de capitais - Primeiro censo populacional após a Independência - Prioridade ao emprego de angolanos nas empresas estrangeiras - Acesso à água até 100% nas zonas urbanas e até 80% nas zonas rurais - Novo aeroporto de Luanda Ler mais: http://visao.sapo.pt/angolaeleicoes-mpla-com-vitoria-confortavel=f683882#ixzz25Pmz3IXw .

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...