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sábado, 25 de fevereiro de 2012

EURO POLITIQUE. 312 - Mega Ferreira e o Mago da Expo-Lisboa!...




Zt, descendeu a montanha, inquirindo o “criador” da Expo de Lisboa.


- Onde surgiu a ideia luminosa, tornada “conceito”?

- “Foi num jantar” , afirma Mega Frerreira (por volta de 26/12/08)!...

- Zt, acossado pelos ditirambos e as suas bacantes, inebriava-se num lauto jantar de criatividade!...

- Perdido na floresta da “Quinta dos Olivais”, a casuística jesuíta esconjurava a "mania" ou loucura dos deuses, cujo Prometeu incendiasse o segredo de tal ideia luminosa!...

- E, de repente o chão conspurcado de metálicos azedume inebriou-se em aromas e perfumes....

- Ilustre sugestão convém para não “evocar alguém (ou mago) em vão!”...



Nova versão actualizada, passados quatro anos!...



“Pudemos construir o conceito de uma exposição internacional com o laboratório a 500 quilómetros de distância. Em novembro de 1989, numa dessas viagens, perguntei a um dos responsáveis: “Onde está a habitação, o comércio, os hotéis” Não tinham planeado nada. Pensei. Quando acabar vai ser um fiasco! Esse alerta foi determinante na escolha da localização. A zona Oriental foi sugestão de Jorge Sampaio....

Hoje não se tem a noção, mas toda aquela zona estava completamente degradada, era uma floresta de 18 mil contentores abandonados. (Revista, Expresso, pg. 12) - 2012.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

EURO POLITQUE. 311 - Ó (R)Elvas, Ó ®Elvas, Brasil à vista!....



O ataque desferido contra as “câmaras devedoras” por causa da celebração do Carnaval visa acabar com a tradição portuguesa desta festa mundana e pagã.


Em velhos tempos, “tempos de exame”, um célebre professor de origem polaca, evocava Nietzsche com a sua “transmutação de valores” na radicalização desta festa no Brasil, em referência às suas origens lusas.

Em tempos taciturnos em que a escravização relembra também os velhos tempos romanos, “pão e circo” constituíam um lenitivo ao trabalho das classes desfavorecidas pelo Império.

Apesar da sacrossanta tradição católica portuguesa não “morrer de amores” por tal tradição, ela ressurge como o “destampar da panela” que o povo carece para gáudio da sua folia. E nesta pequena e saudável folia e “mania” (loucura, roubada aos deuses) desencanta-se o inconsciente popular em mera crítica rocambolesca de gigantes sátiros, relembrando as bacantes de Dioniso. Até aqui os emigrantes estrangeiros enaltecem o colorido musical, imagem pálida de um Brasil multicor e ofegante.

Enquanto que em terras angolanas, o Chefe de Estado considerou que “são iniciativas desta natureza que contribuem, de facto, para o reforço dos laços de amizade e de cooperação existentes entre os povos de Angola e do Brasil”, em Portugal retrocede-se no velho arquétipo de um país cinzento.

Se o poder se mantém adverso a estes folguedos, que pelo menos as câmaras continuem a beneficiar da “tolerância de ponto”, já que um povo não vive única e exclusivamente do trabalho, mas também das alegrias das arenas, e do espectáculo que inebria os seus sentimentos.

O carnaval faz parte da língua portuguesa, e a língua é a nossa pátria nas suas diversas latitudes.

EURO POLITIQUE 310 - "KUBANGO E SOGRAPE"





O recente anúncio da Sogrape de iniciar uma possível produção vinícola em Angola, certamente lá para as chamadas “terras do fim do mundo", com grande aptidão agrícola para estas implantações, vem confirmar as potencialidades do território angolano.


A recente entrada de capital chinês em algumas empresas portuguesas deveria criar “músculo” suficiente para que os projectos em Angola e Moçambique adquirissem um desenvolvimento suplementar das próprias empresas e da sua implementação nesses países.

O investimento português entre 2006 e 2010 situa-se na ordem dos 1,4 mil milhões de dólares, contrariamente ao angolano na ordem dos 2 mil milhões de dólares, em que o fluxo imigratório luso não se encontra especificado nos seus vários universos. Sociologicamente seria interessante uma caracterização dos emigrantes em Angola. A nível da educação e do ensino, certamente que as expectativas criadas estão longe da sua realização.

O esforço angolano na criação de escolas tem de criar objectivos de exigência e consciencialização em que os professores ensinem e os alunos aprendam, exorcizando a ideia de simples profissionais pagos, obviamente, pelo Estado.

A cooperação angolana com outros países do mundo asiático faz com que seja possível construir casa a 6.000 dólares, em oposição ao super luxo dos apartamentos de quinhentos mil e dois milhões de dólares.

Apesar do ministro angolano Georges Chikoti afirmar que se “o dinheiro não vier para Portugal vai para outro lado” certamente que o intercâmbio entre portugueses pode facilitar o incremento de emancipação e afirmação das empresas angolanas se os fluxos imigratórios obedecerem a critérios de uma mão de obra mais qualificada que facilmente se pode encontrar em Portugal.

Todavia não é só movimento de capitais que deve estar na ordem do dia, mas também uma abertura para uma emigração de qualidade, sociologicamente referenciada. Aqui, as autoridades angolanas devem manifestar um sinal de mais abertura aos novos tempos da globalização.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

EURO POLITIQUE. 310 - Mira Amaral e Angola

Mira Amaral, como presidente do Banco BIC, certamente que ao deixar o aeroporto de Luanda, não é obrigado a deixar os trocos em Kwanzas como gratificação aos seus empregados.


Mira Amaral adverte que as “transferências bancárias” estão sujeitas ao beneplácito do Banco de Angola.

Os casos paradigmáticos do dinheiro angolano em terras portuguesas, expressos na imprensa e “outros não mencionados”, são alvo de perícia policial e institucional, num país que se diz moderno, ao contrário, talvez do que se passa noutras paragens!...

Pouco nos interessa a precedência desses fundos já que diz respeito a pessoas e instituições angolanas.

Aquilo que verdadeiramente nos preocupa são os direitos de milhares de portugueses que honestamente trabalham em Angola.

Esses não devem ser assustados, nem amedrontados.

Os emigrantes portugueses na Europa, ou nos países civilizados, nunca tiveram problemas com as suas transferências, já que normalmente provinha de trabalho honesto.

Os cerca de 140.000 portugueses em Angola constituem um universo variado de pessoas, certamente haverá “casos” para “todos os gostos”, contrariamente à tradição emigrante portuguesa. Todavia fazer “avisos antecipados” quer dizer que as situações estarão, desde já, complicadas.

Normalmente, as “instituições políticas” pouco se interessam com “dia a dia” dos milhares de emigrantes.

Aquilo que se espera é que a eficiência demonstrada em Portugal pelo dinheiro angolano, em situações bem complicadas, tenha a mesma equivalência no sentido em que as economias ganhas, honestamente, com os portugueses em Angola, tenham o respectivo respeito.


EURO POLITIQUE. 309 - Germany and Genscher.2

Genscher é uma figura emblemática do imaginário alemão, digna de estar no Panthéon-Sorbonne, mas com figura, simplesmente humana, gostava de apreciar um copo de vinho do Porto.


Certamente que não dispunha de tempo para assistir às reportagens angolanas, junto ao dito mausoléu, nem de discutir mapas angolanos na capital portuguesa, nem tão pouco de selar compromissos de vassalagem de incógnito compromisso.

Mas que foi figura marcante na “política externa” alemã, parece que comunga de um parecer inteiro dos mais eruditos astronautas em tal veredicto.

Nos tempos de Gencher, colocavam-se duas vias alternativas à política externa portuguesa; uma europeia, a outra africana; ao mesmo tempo, que também se elaborava como presságio de um destino atribulado certas vias de desenvolvimento.

Aliás, a percepção destas realidades era mais evidente da parte dos franceses do que da parte da política externa alemã. Ao contrário da Inglaterra, Itália, Espanha, Holanda, França e Portugal, a Alemanha historicamente nunca teve um relacionamento condigno com África. Por isso, os franceses estavam melhor ilustrados que os alemães.

No contexto interno, enquanto que certos portugueses se deslumbravam com a via europeia, considerada como um “novo Brasil para Portugal”, outros apontam para a emergente via africana, com imensos sacrifícios internos e repletos de dor fraterna.

Neste jogo de alternativas ressurge a hegemonia alemã com novos arautos relembrando anátemas a uma cooperação, que em princípio beneficia os interesses germânicos.

Infelizmente fomos um país colonizador e colonizado ao mesmo tempo, cuja autonomia estratégica dependia de terceiros. Porém, esta dependência que faz relembrar a revolta de Lutero contra Roma, por causa dos impostos, (“a frase alemã onomatopaica”, é condizente com o presente estilo alemão), não quer dizer que a “política externa” portuguesa dependa da presente hegemonia alemã, como habitualmente parece depender de “terceiros”.

Esta dependência de “terceiros” está longe dos “garrote” dos alemães, aliás se for preciso evocaremos a fibra de Genscher.



sábado, 18 de fevereiro de 2012

EURO POLITIQUE 308: Germany and Genscher




Quem passa por Frankfurt tem logo uma pequena sensação da “política externa” da Alemanha, para não evocar a sua “política europeia” em relação à Líbia.


Mas, num sentido muito popular, com o “mal dos outros” costuma-se dizer “podemos bem”.

Por isso, será em vão procurar qualquer “provedor de justiça” no relacionamento entre Angola e Portugal.

Aliás, a confusão de geografia ou mapas, que certamente que os angolanos agradecem, advém dos velhos tempos de Genscher.

Os cronistas lusos menosprezaram certas atitudes que apontavam para um declínio dos valores europeus, pontificada por um recente eleito germânico.

É claro que a inexistência de um “cartão europeu” impede a defesa de “qualquer protocolo”, dadas as evidências nacionalistas.

Todavia, a fibra de Genscher ainda deve dizer qualquer coisa aos alemães, e evocar a sua memória é um préstimo que parece que nos engrandece.

É claro que as “instituições nacionais” deixaram à “sociedade civil” a humilde tarefa de confronto possível com tão ilustres arautos da “política externa”, meticulosamente elaborada num pequeno cenáculo belga, fazendo lembrar a “última ceia” do quadro de Da Vinci. Mas desde as “terras do fim do mundo”, como se diz de Angola até aos “areópagos europeus”, perpassa um movimento que interpreta os “sinais do tempo”, em que o “vazio conceito hegeliano” se preenche e desenvolve na sua história.

O “tempo histórico” também “vazio em si” deixará transparecer o “espírito” que o anima e fecunda!...

Aí, talvez, possamos evocar Genscher, ou, parafraseando, o célebre artista José Rodrigues: “isso com o tempo, passa-lhe”!...

P.S.
Emily Haber sublinhou que Angola “é um país com estabilidade política, com o qual se pode estabelecer um diálogo sério e profundo sobre várias questões da actualidade” e prometeu empenho no aprofundamento da relação bilateral.



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

EURO POLITIQUE 308.: CGD - "Badajoz à Vista"!....





Historiografia:

Iniciação – Monção

Formação – Agências na raia espanhola

Apogeu – 211 agências

Declínio – 617 milhões de euros de prejuízo.


Nada menos de 5 mil milhões navegam em "águas turvas", são "negócios políticos"
Algo vai mal no reino da CGD.

Certa classe política queixa-se da falta de transparência da compra e venda de um banco. Mas para isso, existem peritos económicos e políticos!...
Nada menos de 5 mil milhões de euros, com o caso BPN, banco nacionalizado em 2008, e vendido aos angolanos por 40 milhões.
Não perguntam por transparência, situa-se na classe de "negócios políticos".
Os grandes bancos em Espanha tiveram um lucro superior a 12 .000 milhões de lucro, somente a CGD teve um prejuízo de 617 milhões de euros, o que deixou esta instituição com um déficit de 488 milhões.

“Nada rigorosamente havia a fazer”, dado a mudança de paradigma!..

Conclusão: a venda por 150 milhões de euros, compensam os “9 milhões de contos da zona de Monção”!...

P.S. "A posteriori", consulte Expresso, em 18-02-2012.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...