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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Staff presidencial . 28 - Louçã e o embaixador

Imagine que Francisco Louçã se encontre com o "embaixador do Sudoeste Alentejano", todavia delineando pontos de vista diferentes.
Louça diz defender os setúbalenses, e contra-ataca Belmito de Azevedo. (Puro capital)
O embaixador exige que haja espaços públicos necessários e suficientes, e, não sejam a pessoas obrigadas a pagar estacionamento, enriquecendo o sr. Belmiro.
Se Belmiro quer fazer empresas em cascata sobre Tróia, o lucro e problema é dele, e, talvez de engenharia financeira. Aliás, isto é outra história!...(E, nisto o sr: Louçã devia estar atento, porque é economista)
Ainda há espaço, apesar de ser bem vendido o metro quadrado.
Ora há espaço marítimo suficiente para estacionamento, e, para o qual o sr. Belmiro pode dar uma ajuda.
Cabe ao Estado definir as regras do jogo, e não deixar o sr. Belmiro ser o dono absoluto da peninsula de Tróia. (Se o Estado não der atenção, que seja o Governo a zurzir!...)
Concordámos com um capitalismo saudável, que deve manter as especificidades da zona. Além disso, as fontes monetárias não são exclusivas do "resort" de luxo.
Conjuntamente com certa classe, podem conviver espaços mais populares, formando um colorido mais harmonioso.
Além disso, existem zonas, especificamente para um turismo popular e cultural que devem ser mantidas e expostas a qualquer público.
Compete ao Estado estar atento, já que as autarquias se deixam minar, por vezes, por um lucro fácil.
O projecto parece para uma ilha, e, isto não está em conformidade com os anseios da população. Aliás, é um projecto sem grande ambição!...
A arquitectura geral do projecto implica modificações atempadas para salvaguarda e conjugação entre o interesse particular e o público. Ora esta dimensão não é contemplada no sa sua implementação. Apesar das razões ecológicas, exige-se que sejam contempladas outras dimensões que não aparecem no projecto inicial. Bem sei que o sr. Belmiro não quer perder um metro quadrado, mas certamente pode-se desencantar alguns. É preciso um pouco de imaginação e ousadia!...
Além disso Tróia pertence aos alentejanos, e, o embaixador está atento às ambições do sr. Belmiro e às recomendações do sr. Louçâ, lamentando que o sr.Eanes não levante a sua voz como frequentador assíduo. (Já agora os meus cumprimentos).
Além disso, como o território pertence à Nação, talvez alguém escuta a nossa voz!...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Staff presidencial. 27 - Europa

O nascimento de uma sociedade paralela à margem da sociedade política europeia, cada vez mais, ganha um espaço em certos meios.
A sociografia eleitoral europeia demonstra um descontentamento que transborda em partidos espúrios, sinal manifesto do descontentamento popular.
A moeda sem Estado - o euro - tem benefícios e inconvenientes. Apesar das recomendações do FMI, a eurolândia não dispendeu o dinheiro suficiente para atacar o neo-liberalismo financeiro ainda existente. Não foram atingidos os tais 2%.
Além disso, as promessas bancárias de percentagens de lucro, não podem, nem devem criar ilusões face à economia real.
É natural que a tricefalia europeia, comandada por três países, França, Inglaterra e Alemanha não é tão uníssona como se pensa.
O General DeGaulle sempre desconfiou da Inglaterra (e, a prova dada é que os ingleses ainda continuam com a libra), e, a Alemanha que sempre enriqueceu face à debilidade francesa, encontra nesta um certo poderio militar do qual faz galardia.
Aqui, neste país periférico, pouca ou nenhuma noção temos do jogo de interesses da União Europeia. Vivemos fechados numa política nacional, muitas vezes estéril, que nem aproveita bem as benesses da União.
Além de todas as razões apontadas pelos iminentes políticos, onde incluo Mário Soares, existe uma razão mais secreta pelo interesse da Europa relativamente a Portugal. Esse trunfo ainda não foi bem aproveitado pela élite política, para dele tirar alguns dividendos.
A iminente eleição de Durão Barroso, tem de ter em conta o papel das élites europeias que cada vez mais se estão a demarcar desta Europa política. (Aliás, a Europa tem de exigir mais dos portugueses!...Não basta somente ter um candidato. Existem outras razões que fazem parte do projecto europeu!...)
Ao contrário dos americanos, que têm sempre uma máquina bem montada e oleada, capaz de resisitir às várias crises, a Europa tem de se encontar no diálogo dos seus "partenaires" políticos, intelectuais, sociais, económicos, militares e diplomáticos.
De nada servem os Tratados se não existe uma ligação com a realidade social. Em certos pontos, apesar da diversidade europeia, existem mecanismos sociais que suplantam a realidade americana. Por isso, urge aproveitar aquilo que temos de bom em relação aos outros e refazer outros aspectos da política.
Um ponto essencial de partida, no nosso entender, começa com a identidade europeia.

O que é isto de ser europeu?
Temos a mesma confiança que tem um americano?
Temos meios que nos permitem afirmar esta identidade?
Sentimos na pele esta realidade europeia?
Vencemos, nós, os estigmas de um certo nacionalismo?
Os alemães ficam furiosos por contribuir para os espanhóis?
Os portugueses têm medo de um imposto europeu?
A diversidade linguística ultrapassa-se nesta identificação?
Estarão aptas as várias instituições e preparadas para tornar eficaz este processo de identidade?
O que se torna evidente é que uma sociedade paralela à margem da sociedade política cada vez mais engrossa esta contestação, e, se afirma, como fissura, num processo de falta de identificação ou de identidade com a Europa política.
Não é somente o euro e o direito que nos darão uma identidade europeia.
É urgente ir mais longe!...
Uma nova arquitectura para a Europa?

P.S.
Enquanto em Espanha se discute um projecto e demora 5 anos, em Portugal demora-se 10.
(Não falando dos velhos projectos com 40 e 30 anos!...)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Staff presidencial. 26 - Imagem - Televisão - Manuel Pinho

Perspassando do senso comum (conversas informais) à análise filosófica (Nuno Nabais), a "faena" de Manuel Pinho é digna do seguinte registo:

A ilusão da imagem

Num canal de televisão estrangeira, após um noticiário, telefonaram 45 vezes por causa do nó da gravata de um jornalista, e, uma vez, por causa das notícias.
A comparação da imagem televisa e a realidade é a seguinte: "imagine que entra numa discoteca, e, por causa do efeito das luzes, quase nada vê!...." Quer dizer, entre a aparência e a realidade existe uma diferença enorme. Posso estar a 3, 2,1, metros de Sr. Dr. Cavaco Silva e não aparece a imagem!...
Citar autores clássicos da imagem é para artigo intelectual!...Mas, neste caso estaríamos de acordo com MacLuhan: "o meio é a mensagem". Manuel Pinho foi vítima da imagem.

A ilusão do plano da imagem

O espaço físico da A.R. entre os personagens é bastante limitado. Todavia, fazer um "grande plano" de um "aparte" televisivo, que tecnicamente é um "plano de cowboy", desfasado do hemisciclo é subverter a realidade pela aparência. Infelizmente foi um "aparte", que por pura coincidência foi captado, quando alguém discursava.
Mas, como, a imagem, por vezes, "vale mais que mil palavras", subverteu-se a realidade pela aparência, esvaziando toda a racionalidade, ou, procurou-se determinar somente a sua "racionalidade prática" (do bem e do mal).

A ilusão dos cornos

Diz-se que "as virgens púdicas" ficaram ofendidas com tal promiscuidade. Se olharmos para o contexto das dificuldades da implementação de uma "educação sexual" teremos um parâmetro digno de uma sexualidade, por vezes, trágica, que noutros contextos se infiltra nestes pequenas ou grandes noções de poder.
A linguagem tauromática é símbolo de lida, de luta, de confronto, de domínio, de subtileza. É um jogo. A linguagem gestual encaixa-se mal na imagem televisiva, e, o plano de "cowboy" é do mais "castiço" à "portugaise".

domingo, 5 de julho de 2009

Staff presidencial. 25 - Ataque ao Estado - Oh!. Sócrates!...

Ataque à Nação:

O "embaixador" não concorda, não perdoa, com ataques à Nação, nem com o Estatuto dos Açores. Simplesmente, chefe é chefe da Nação (e não do Estado). Goste-se ou não é de todos os portugueses!... Uma das razões deste "Staff presidencial" começa aqui. Não preciso de informações "off record". Lamento a cidadania da Maria João Pires, tal como possa acontecer com certos cidadãos!...

Ataque ao Estado:

Posso atacar o Estado quando me deve meses de Segurança Social. Até ao momento, não simpatizo com a Fundação Mário Soares,quando recebe dinheiro que devia ir..., nem a um certo secretário dos MNE.
Não sou contrabandista para lutar contra o Estado!...
O Estado deve estabelecer a igualdade de todos perante a lei...
O Estado como garantia da igualdade e liberdade de todos...
Acordos de Estado!...
A Justiça, etc.
Estado Social
Estado Social de Direito, etc...

Ataque ao Governo:

É a tarefa dos partidos, e de todos os cidadãos sejam eles 100.000 ou duzentos mil. É preciso saber ler!...Por vezes, estão satisfeitos com o Governo, outras vezes,os cidadãos não são tão estúpidos, como se pretendem fazer deles. Não se queixe o partido socialista!...
(Quando se ataca a "autêntica base da nação", não se vai longe, com toda a propaganda, imagem,ou, marketing!...Não há ideologia que resista ao pragmatismo intelectual!...Ex: a Rússia!...Aviso estudantil: "Não pensem que a Rússia!...")

CIDADÃOS: são todos aqueles que sofrem, lutam, pagam, são insultados, ou, beneficiam do Estado ou governo. Ou, mesmo podem dar-se ao luxo de escolher outra nacionalidade!...
Quer falar com a secretária de tal personalidade. NÃO
("Já fui insultado por entrar pela "porta do cavalo"!...)
Quer ser recebido no terceiro andar com metralhadora no jardim. NÃO.
(Falou bem: "Nós, o governo!...)
O melhor é ler o artido de Sousa Tavares: Nação, Estado, Governo!..."Debates da Nação!..., mais parecem da "coelheira"!..."

P.S. Aliás, são ideias simples à Manuel Pinho, porém a belíssima "faena" de Manuel Pinho ao partido comunista merecia, a três meses do fim da legislatura, a sua demissão?!... Joe Berardo gostou!...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Staff presidencial - Durão Barroso. 2

Jacques Delors, já lá vão 14 anos deixou a Presidência da Comunidade Europeia.
Personalidade forte e marcante, ainda me lembro do seu andar forte e seguro no átrio daquela faculdade, junto ao jardim Luxembourg.
O seu sorriso confiante pressagiava, no meu olhar, uma certa imponência como veio a demonstrá-la.
[Olaxá "le clin d'oeil" existencial devolva uma existência europeia digna de um projecto, sem chauvinismos!... mas digno de passos que se afrontam, confrontam e defrontam nos valores europeus!...Naquela esperança de "encanto da selecção portuguesa", e, no "estro" de um cunho luso!...)
Sem uma liderança forte,a desconfiança começa a minar este projecto europeu de "uma moeda sem Estado".
Por mais intrincadas que sejam as vicitudes legislativas e europeias, renovo as minhas esperanças numa liderança acutilante, eficaz e destemida para os tempos que se avizinham.
Que o grito americano - "e vós europeus" - encontre um líder à altura dos designios quer económicos, sociais e culturais.
Avante!...

P.S. Chegar aos USA com carimbo françês, é tal, como alguém carinhosamente falando como chegar a Portugal, tendo a oportunidade de afagar a tripartida B.A.
Ou, ficar na eterna tensão entre uma inglesa e uma alemã!....

Staff presidencial - cidadania.3

Um país em que as pessoas empobrecem!...

De mão carinhosamente levantada, era eu criança, queixava-se o meu avô, que nunca andara vestido daquela forma. O meu avô passou 14 anos no estrangeiro, 7 deles na América, onde detinha um restaurante e um automóvel.
Construi a sua casa e deixou-se seduzir por uma economia fechada, doméstica, cujo apoio do Estado chegou no dia em que morreu!...
Homem simples, simpatizante de Humberto Delgado, imbuído da tradição e da saudade, suportou o peso da condenação de ser português e morreu pobre!...
[Ainda não sei, como desencantaste o dinheiro daquele cacho de bananas que num jardim vianense me ofereceste coberto de alegria pela minha admissão!..."Te recuerdo"!...E penso em ti, quando estou no Brasil ou nos USA].
O modelo reproduz-se actualmente em muitos dos nossos emigrantes. Alguém no Brasil me dizia “santa terrinha”!...
Casuìsticamente, antes da CEE, é interessante que lá para os lados de Melgaço existissem nove milhões de contos, mas o que se fez com esse dinheiro que era dos emigrantes!... (Se, não estou errado serviu para a CGD se lançar pelas raias das fonteiras espanholas, na sua ambição de expansão!...)
Mas além do empobrecimento económico, que pode acontecer por falta de bases de formação ou capacidade negocial ou “sagesse”, assiste-se actualmente a outra estrutura, já que os tempos vão mudando, os meios de comunicação são outros, as trocas comerciais e intelectuais são diferentes.
Alguém “a long time ago”, me falava no conceito de estupifidicação”. Conceito digno de um registo de análise, e, muito interessante.
Esta força de empobrecimento encaixa-se nos mais ambiciosos “ego”s da prepotência.
Apercebo-me de pessoas que construem um “hâlo” de personalidade, digno de aplauso social, um misto de esperteza e inteligência, que consiste no seguinte:
- saber lidar,
- saber impor-se,
- saber dominar,
- saber ludibriar,
- saber enganar,
- saber mentir
- saber ultrapassar
- “estar acordado” – ser o primeiro.
- saber utilizar a imagem
- impor-se nos media locais, ou, nacionais.
- a sua referência é o outro
- a sua comparação é o outro
- a sua imposição é o outro
- não podem viver sem a imagem do outro
- a sua sombra ensombra o outro.....

Este processo de identidade, que escasseia de ética, moral profissional, medo, certa competência, arrogância, violência, empobrece e destrói. Em vez de pessoas, temos objectos, pobres objectos económicos que perderam, ou, foram roubados da sua dignidade de pessoas!...
Se não tens jeito de "político" ou "mentiroso" estás feito neste tipo de sociedade!...

P.S.
Puro engano ou verdade, Carvalho da Silva, no debate televisivo parece que queriam que fosse para a reforma!....

domingo, 21 de junho de 2009

Staff presidencial .15 - Ao saudoso Manuel Pinho

Manuel Pinho tem uma receita simples do país. Nunca se encontrou com o "Embaixador do Sudoeste Alentejano", para uma "charla" de café, nas calçadas que ambos frequentam lá para o Norte do País!...
Se as coisas fossem tão simples, nem redigia estas letras, nem adiava a tão "charla" galega nas órbitas da condução política!...
Envio-lho os meus cumprimentos e um dia lhe contarei a história (paradigmática, com relatos televisivos)das batatas para a Inglaterra!...
(Não esquecendo a história pungente de um alentejano, que por dois presuntos e cinco litros de medronho se suicidou.Economia simples: fechada e doméstica)
Mais complexos são os "negócios do petróleo", mas estámos na zona!...
Ainda tenho saudades dos 700 milhões de euros da Petrogal, que após pagar os accionistas, balanceava nas linhas da abundância!...

P.S.
Atenção que pouco percebo de economia, mas o "Embaixador do Sudoeste Alentejano" é uma figura de estilo, que relata situações de factos, e, não enunciados de crença, e, neste sentido já fez reclamações perante embaixada, cuja figura é portuguesa.

POSTERIORMENTE:

Ora, acontece que após uma célebre "faena", tão ilustre personalidade não se muniu dos "serviços diplomáticos", vindo morrer na praia de tão "insígne embaixador"!...
Todavia após a valente tourada teremos a nossa "charla"?

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...