Seguidores

domingo, 10 de fevereiro de 2019

EUROPOLITIQUE: TWICE GERINGONÇA (A POSSÍVEL GERINGONÇA DOIS)


 
No campo dos prognósticos de uma futura e possível segunda geringonça levantam-se alguns obstáculos, quer de natureza partidária, quer de fundamentação eleitoral. E, se “o povo é quem mais ordena”, a previsão das estatísticas e sondagens ainda não clarificaram a rota, o rumo e andamento do barco.
A navegação à vista, repleta de cautelas e “caldos de galinha”, antídoto para um certo “enfermo moribundo” não tem facilitado o desenvolvimento do investimento público, que carece de revitalização nos seus sectores; desde a saúde até aos transportes, para não falar dos transportes, vias de comunicação e respectivo material ferroviário, cujo paradigma espanhol não é imitável. Adiamentos e atrasos que não obedecem a uma planificação nacional ou regional persistem num mercado periclitante de política de merceeiro. Um “pequeno País” e um “mercado exíguo”, sem gigantes ao seu lado, em nada favorecem o desenvolvimento económico externo, ou, mesmo interno,  quando as principais empresas nacionais foram desbaratadas.
A emergente contestação social caminha para uma legítima melhoria salarial, cujos ambições parecem subestimadas pela comparação estrangeira de que os baixos salários devem ser apanágio da terra lusitana.
Mas, a emergência da segunda geringonça tem de exibir mais ambição nos seus objectivos, mais realismo no confronto social e criar um suplemento de confiança na viabilidade de um País à beira mar plantado que não pode ficar somente na dependência da boa vontade dos estrangeiros e à sua mercê.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

EUROPOLITIQUE: 1.200 um algoritmo internacional à solta em Portugal




O andamento da conta bancária da Líbia em Portugal rodou e evaporou-se com idêntico fulgor na essência do valor da conta venezuelana; aliás, uma na Caixa Geral de Depósitos, outra no Novo Banco, por sendas que ninguém demonstrou, excepto por beneplácito do sacrossanto ME, que num caso quase confirmou o seu valor, na segunda porque desconhece o seu percurso.

E. se Paulo Portas, em reportagem jornalística, se exibia como um arauto de libertação da Líbia da mesma forma se deixava afundar no caos que se instalou em terras do Norte de África. Claro que um pequeno País pouco teria a fazer em relação à hegemonia gaulesa, com capacidade de destruição mas sem sentido de construção. (Aliás deitar a abaixo é fácil, difícil é construir!....)

Mas o mais intrigante é este algoritmo 1.200 que se repercute sonante quer na Líbia, quer na Venezuela. Algo intrigante se dilata e propaga neste algoritmo.
Por isso, haja quem bata na mesa com o 1200 que é um número bonito, mais bonito quando se trata de 1.200 milhões de dólares, que fariam a alegria de qualquer instituição, porque ultrapassa a barreira de qualquer cidadão.


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

EUROPOLITIQUE: L'espoir en MACRON?

O idealismo de Macron desvaneceu-se ao fim de “ano e meio” de encantamento.
O “feitiço virou-se contra o feiticeiro” e aqueles que desencadearam um “terramoto político”, pelas terras gaulesas e seus partidários, surgem como as “novas vítimas” deste naufrágio.
Se aos políticos lhes é roubada a sua nobreza, a plebe enobrecida dificilmente alcançará este estatuto. Mas a escuridão popular requer alguns luzeiros ou lamparinas que iluminem o seu caminho, ou, o seu destino, sem que o discurso político seja totalmente uma mentira e falsidade.
As águas agitadas da Europa tornaram-se numa vaga de ondas de choque que surgem dos mais diversos pontos, latitudes e geografias.
O ”barco europeu” que metendo água tem necessidade de reparar as suas tábuas, em andamento, carece de encontrar as soluções, porque nele estamos todos incluídos. Ou seja, nesta linguagem do “euro” os processos económicos não são isolados e os seus buracos ressentem-se no seu conjunto e nas suas partes.
A época do Natal, que se aproxima, destapa o telhado de uma casa que de sua mensagem carece para conforto dos seus cidadãos.
A fé a esperança que orienta o curso e o movimentos dos homens não pode estar desprovida do olhar do outro – a caridade.

sábado, 1 de dezembro de 2018

EUROPOLITIQUE: Estados de Alma

Naquela ilha
um guerreiro, um marinheiro
escutava o canto das águas do rio
e, nada me dizia.

O silêncio comia as palavras!...
A amizade abafava no tumulto da multidão
cada um lutava na sua solidão.

Não era cotovia
nem ave insana da política
era o canto da revolta inocente
que tangia muita gente.

Era um grito silencioso
que ao silêncio pedia tempo
Como o desobrochar de uma rosa
que de espinhos agora rasgava
as mãos e o coração, sem dó, nem perdão.

Perdia-se a família, o lar, o chão
porque da água se erguia o corrimão
num salto internacional.


Pântano perdido na noite
somente o rio permitia
ver o fugaz dia desta carestia
que da dor e do sofrimento
se faz cada dia.

domingo, 25 de novembro de 2018

EUROPOLITIQUE: ANGOLA - Ao encontro de 300 princesas angolanas


Se os americanos não gostam de investir em África, porque razão os portugueses se aventuram em terras africanas?
A resposta não é simples, tal como a questão não é, em si mesma, evidente, por exclusão de partes, temos a CHEVRON.
As relações entre Portugal e Angola não se quedam pelas informações jornalísticas, já que a seiva ou o sangue nem sempre utilizam estes canais para o seu desenvolvimento, nem as representações protocolares exprimem a problemática subjacente às suas relações intrínsecas.
Estas misteriosas relações resultam de intrincados vínculos históricos, humanos, sociais, económicos e financeiros.
O imenso trabalho árduo passa pelas empresas e certas intituições, pelos trabalhadores no terreno, pelo "capital vigiado e empregado", e, pelo seu tempo de desenvolvimento, de maturação e de conhecimento.
Ir atrás de 600 mil milhões de dólares  é um ideal quixotesco de difícil cumprimento, mas poderá dar algum resultado palpável. É como encontrar 300 princesas angolanas, não num harém, mas no mundo obscuro dos negócios, em que pontifica a empresária Isabel dos Santos. E, neste campo da utopia, nem o idealismo da Unita consegue erguer tal bandeira de recuperação!...
Por exemplo, se a Sonangol é um "vespeiro" com mais de 100 empresas  à sua volta em rodopio empresarial e financeiro, em que não chegam 40 milhões de dólares para desmontar este imbróglio, mal desconfiava este autor que a sua divisão ou implosão atingisse tais valores.
"Magnífica e miserável" soa a um título livresco que a natureza espontânea recriou como símbolo africano - carente de revelação e afirmação,
 .
.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

EUROPOLITIQUE: Ainda Dylan caminhava por terras gaulesas


Com redobrada inquietação, o inexperiente comerciante tinha aberto o seu pequeno café na berma da estrada, quando foi abordado pelo mais recente “expert” em “sandes nacionais”, que não sendo oriundo de qualquer tasca lisboeta emproava de galhardia em experiência, nestas questões da culinária de comida rápida.

 Recentemente chegado de Paris, o arauto das “sandes nacionais” ainda se lamentava dos “cabarés” da Praça Clichy e arredores, (que vozes amigas conduziram para tais locais), já que se defrontara com a sórdida presença de “mulheres de chicote” parisienses, que não fosse a sua dose de machismo atenuada pela sadia camaradagem, pelos ares andariam cadeiras e cadeirões, com rouca voz evocando trovões.

 Mas, quis a ironia do destino que o azedume parisiense não se transformasse somente em queixume, já que "novas noticias" tinham ocorrido na pacatez de lugares distantes destes “cavaleiros andantes”, dos quais dependia a jusante, mas se satisfaziam nas necessidades meramente básicas de qualquer Sancho ou comerciante para saciar gente ambulante, que junto à estrada caminhasse ofegante.
 
.../...

domingo, 21 de outubro de 2018

EUROPOLITIQUE: Zé do Telhado e Camilo Castelo Branco


A cadeia da Relação exibia os seus ferrolhos férreos, quer nas suas janelas quer nos seus portões, de tal forma imponente, que sendo dia feriado não permitia a sua entrada. Nem qualquer segredo da sua história se vislumbrava pelos vestíbulos do rapto de Ana Plácido pelo popular escritor Camilo Castelo Branco.

            Zé do Telhado, colega de prisão de Camilo Castelo Branco, foi um inspiradores da linguagem vernácula, popular e portuguesa deste prolixo romancista, cuja pena jorrava ao sabor da sobrevivência, malgrado os seus pecados com a dita Ana Plácido, que dos braços de um rico brasileiro se apaixonou na aventura do seu tutor.

           Camilo deleitava-se e deliciava-se com os seus amenos colóquios deste famoso e destemido “Robin dos Bosques” da terra lusitana, que na província transmontana, ressurgia como o seu ancestral herói Pelágio, na mística fama popular de “Salvador dos Pobres”, mas que de “bandido”, ou “salteador de estrada” se tornou curandeiro ou santo em terras angolanas.

Segundo relata o escritor angolano José Agualusa, no seu livro o “Milagreiro Pessoal”, o “Velho Teixeira”, ou seja, o “Zé do Telhado”, que de “herói popular” não passava de um “salteador de estrada”, nas figuras sinistras de Camilo Castelo Branco, adquiriu uma certa áurea daqueles “assassinos [que] se transformam depois de mortos em santos pertinazes”, (segundo atesta nas páginas 140, este autor).
            Por vezes, esta magia africana encanta-nos com certas personagens que estão tão perto e tão longe das nossas memórias, quer sejam das grades férreas ou do granito da prisão da “Cadeia da Relação”, quer de certa historiografia viking que nos arrasta até ao emblemático Gunderedo e seus sucessores, em que um destes “salteadores dos mares” se converteu em pura santidade, (para desdém e menosprezo de muitos galegos); e, que em “sonhos primaveris”, em plenas águas do encantador rio Minho, se tornou no primeiro rei da Noruega, apesar de apelidado de “grande assassino”, ou “salteador”, se transformou, ainda em vida, em Santo Olaf.
           Quase dez séculos medeiam esta história de “salteadores de estrada”, ou, de “reis dos mares”, em cujo sangue vigoroso se converte uma paulatina santidade, que batendo nas portas da “cadeia da Relação”, através de um misticismo africano nos desvenda certos mistérios arcanos.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...