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segunda-feira, 1 de maio de 2017

EUROPOLITIQUE: O investimento público em Espanha não pára!


Para não "descolar-se" da União Europeia, Espanha projecta gastar em investimento público, nada menos, de 103. 783 milhões de euros, nos próximos cinco anos, onde os transportes, caminho de ferro e auto estradas citadinas ocupam lugar de destaque.
Não descurando sectores como a água e meio ambiente, a concretização das vias ferroviárias continua o seu sentido de devenvolvimento e de comunicação entre as suas cidades.
Este investimento público, em que o Estado, as Províncias e comunidades actuam deve superar os 20.000 milhões por ano.
Enquanto que o tímido investimento público em Portugal caminha pela procura de caminhos de actuação, os espanhóis não descuram as ajudas comunitárias que se situam na ordem dos quase 50% de financiamento.
Sempre de "olho fixo" na União Europeia, os espanhóis não perdem uma oportunidade para alavancar os seus investimentos.
Deste modo, já que a "fixidez de olhar" parece que não atinge a centralidade dos fundos europeus em Portugal, pelo menos, que a nossa "incapacidade de ver" e investir se reveja naquilo que acontece ao nosso vizinho - Spain is Spain.


 

domingo, 30 de abril de 2017

EUROPOLITIQUE: As eleições francesas e a carência de um timoneiro

 
Os comentadores portuguesas e a imprensa lusa desdobram-se em análises sobre as eleições em França.
País, charneira do centro europeu, a evolução política em França tem imensas repercusões no seu contexto do Sul da Europa; e, as suas consequências determinam uma evolução do chamado "projecto europeu".
Portanto, não se pode ficar insensível ao desenrolar deste "avenir" que condiciona o papel e função dos restantes países, ou, estados. Entre o "banqueiro" e a "nacionalista", o projecto de França abarca também os "desideratos" daqueles países, que se projectam neste "espaço europeu".
A única potência média e nuclear europeia, pátria de embaixadores e senhora de uma forte política externa, embora condicionada pelo potencial económico da Alemanha, torna-se o epicentro da evolução europeia.
Por isso, o peso destas eleições não é simplesmente nacional, mas internacional, no contexto dos países europeus. Se, os franceses não aquilatam ou menosprezam estas evidências, presume-se que entraremos em sobressaltos e convulsões que afectam os seus pares.
"A França é a França", costuma dizer-se, mas o Hexágono é um polígono, cujas faces tem arestas que podem ser benignas ou maléficas para um "projecto europeu" que caminha quase à deriva, reclamando um timoneiro, congregador de um novo "élan" de vontades.




 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

EUROPOLITIQUE: Versão Historiográfica de Gondarém (VNC)

Gondarém, cujo nome deriva de Gunderedo, tem o seu nome espalhado  pelo mundo, através da voz de Amália Rodrigues, cujo fado é da autoria de Pedro Homem de Mello, insigne poeta e admirador do folclore e do quarteto da "Gota de Gondarém”, divulgada pela rádio e televisão. Considerada "aldeia do Vaticano", pela construção  de vários prédios sociais e culturais, actualmente, pertencentes à “Junta Fabriqueira da Igreja”, foi por impulso e vontade do Padre Américo, uma das freguesias mais modernas, a nível eclesiástico, em meados do século XX.
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Remonta ao período castrejo, o povoamento desta freguesia, num pequena colina, de nome "Castro", situada entre dois cursos de água, que dão origem ao seu maior ribeiro, pejado de moinhos, (cuja origem destes artefactos remontam ao século X). Os seus habitantes irão viver para outros lugares, refugiando-se num local mais altaneiro, como Mangoeiro, dedicando-se à caça, criação de gado, produção de leite, e, outras actividades agrícolas. Esta comunidade primitiva, possivelmente, estaria interligada com o “Castro Santa Tegra”, no “Monte Santa Tecla”, com um numeroso contingente de habitantes (autêntica metrópole), cujas ruínas são ainda bem visíveis, e, com uma cultura castreja milenar e anterior à era cristã. (Este paralelismo, encontrá-lo-emos, posteriormente). Apesar dos vestígios arqueológicos, até ao século X, as referências bibliográficas são praticamente nulas.
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No século II, a ocupação pelos romanos desta região, e pelo percurso de uma   via secundária, chamada "per loca marítima", entre Vilar de Mouros e  Santa Maria de Lovelhe, (Cerveira, onde foram encontrados vestígios romanos), certamente que deram origem a qualquer  "villa romana", de cujas origens  surgem, posteriormente, com o aumento da população, os "casais", com os seus “senhores”, detendo autoridade e poder sobre os camponeses e servos que trabalhavam nos campos, pomares, vinhas e moinhos. Posteriormente, o percurso desta via secundária da época dos romanos, aliás, pouco solidificada, dará origem aos famosos “Caminhos de Santiago”.
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 É, em pleno século X ,que o nome desta freguesia começa a fixar-se e radicar na palavra – Gondarém -, fazendo jus à chegada de "jarl" Gunderedo, pelo ano de 966, a quem os árabes tratavam por "Rey Gunderedo" («navegaron bajo el mando de su rey Gunderedo», conforme relata a “Primera Crónica General de Alfonso X, el Sabio, ed. Ramón Menéndez Pidal, Madrid, 1906). Nome de origem hispânica, e, cujo famigerado "castelo" se confunde com "Boega", nome da maior ilha do rio Minho, em frente desta freguesia, segundo relata o famoso geógrafo árabe Al Idrisi, no seu livro (Descripción de España). Aliás, Al Idrisi afirma que existia um “castelo de difícil acesso”. A fama de Gunderedo ficou célebre nos seus ataques a Santiago de Compostela, pelos anos de 970, correndo a “ferro e fogo” a Galiza do Norte. Como hábil negociador nunca importunou, quem lhe deu acolhimento, dominando a Galiza durante dois anos, com a conivência de alguns senhores da Galiza do Sul.
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 Antes da fixação deste nome, e, do séc. X, existia S. Pedro de Mangoeiro, com a sua “igreja de madeira”, que servia os homens dedicados à caça, e criação de gado. Por isso, em alguns documentos surgem citados, ao mesmo tempo,  Gondarém e S. Pedro de Mangoeiro, referentes  ao século XIV, sob domínio do Mosteiro de Oia, em que surgem três casais, demarcados para o primeiro, ou seja, com três títulos; e, nenhum para o segundo. Quer dizer, que, pouco a pouco, Gondarém ultrapassa Mangoeiro, que se torna num lugar secundário.
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Os casais e os seus títulos (3) revelam a existência de senhorios que eram proprietários, responsáveis perante a autoridade fiscal, ou seja, o Mosteiro de Santa Maria de Oia, pelo pagamento de impostos e pelo exercício da autoridade. Calcula-se que a média de cada “casal” rondava os 30 habitantes. Deste modo a população de Gondarém, em pleno século X, não atingia os cem habitantes, de forma que a estadia do “rei dos mares” (Lord of ocean), ou, “jarl” Gunderedo, com a sua exagerada frota de cem barcos, não encontrou qualquer obstáculo para a sua fixação. No entanto, nessa época, Gondarém ultrapassava a população de Cerveira. Além disso, uma antiga e sólida habitação no lugar que permanece como "Couto", remete para a figura de algum senhor, detentor de certos privilégios e imunidade, com liberdade administrativa, judicial e financeira.
Estes três senhores de Gondarém protegiam os seus camponeses e servos, que lhes deviam obediência, trabalho e impostos; estabelecendo a lei, exercendo a justiça, e, limitando a sua liberdade.
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Mas, a “Ecclesia de Mangueiro”, segundo o Arquivo Nacional/Torre do Tombo (1258-1259), continua com a sua primazia, contribuindo com uma taxa de 75 libras na dita luta contra os mouros, ainda que esteja dependente do bispado de Tui;, e, somente em 1513 retorna ao arcebispado de Braga. (Aliás, o conflito acerca do poder eclesiástico entre a arquidiocese de “Bracara Augusta” e Santiago de Compostela foram constantes e seculares; e, consta-se que Gunderedo nunca desferiu qualquer ataque contra Tui). A descoberta do túmulo de Santiago, por volta do ano 813, reduziu a influência eclesiástica da arquidiocese de Braga, com os seus concílios, e, com a antiga influência dos seus bispos, como São Frutuoso e São Martinho de Dume. De certo modo, Braga abdicou do seu título  de dignidade metropolitana face à pressão de Compostela, segundo o «El Crónicon Iriense») .
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 Portanto, antes da criação da fronteira política no século XII, com o nascimento de Portugal, até ao século XIV, Gondarém prestava ainda tributo e pagava os seus impostos ao Mosteiro de Oia, sob a tutela do bispado de Tui. O Mosteiro de Oia possuía um total de 69 títulos, onde se incluía os nomes de Gondarém e S. Pedro de Mangoeiro, entre Minho e Lima.
Encaixado no antigo Condado de Toronho (em frente a Gondarém), e, com o lema “Ora et Labora” dos monges de Santa Maria de Oia, que se dedicavam, tanto à oração, como à agricultura, este Mosteiro detinha um vasto património, cujo “escritório” garantia os seus direitos, aos quais Gondarém e Mangoeiro estavam filiados, segundo relata José Marques em Sep.da Revista de História, em 1958.
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 Pouco a pouco, com a independência de Portugal, Gondarém encaixa-se em Cerveira, sede municipal, com o seu castelo, que possuía alcaide e tabelião, e, que procurava emancipar-se do mosteiro de Oia, ainda que sob forte influência eclesiástica da Colegiada de Valença, que exercia um domínio senhorial na extensa e rica “Granja da Silva”, (com os seus 24 títulos), cujo conjunto de quintas eram exploradas e trabalhadas pelos monges leigos, sujeitos aos seus mosteiros. A implantação de fortificações e castelos contribui para a defesa e independência de Portugal face à Galiza do Norte. (Ainda, que o Condado de Toronho, com o seu Mosteiro de Oia, tenha sido a maior desilusão do primeiro rei de Portugal, onde possuía dois barcos, e, onde se apaixonou pela filha do seu conde).
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 Entre os séculos XII a XIV, segundo relata o livro "Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais", Vol. 2, Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo: "Em 1258, com o nome de Mangoeiro, é citada na lista das igrejas, situadas no território de Entre Lima e Minho, que pertenciam ao bispado de Tui". No entanto, em 1320, aparece enquadrada no arcediago de Cerveira, sendo uma das igrejas do bispado de Tui, no território de Entre Lima e Minho. Nesse ano, e como se refere no inventário daquelas igrejas, mandado elaborar por D. Dinis, à igreja de São Pedro de Mangoeiro, foi aplicada uma taxa de 75 libras.
Portanto, durante dois séculos, e, com as inquirições do ano de 1258, relativas ao rei Bolonhês, a Freguesia de Gondarém teria a designação de Mangoeiro, contrariamente à importância dada pelos documentos do Mosteiro de Oia.
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Somente, em princípios do século XVI, as freguesias de Entre Lima e Minho foram incorporadas na diocese de Braga, por D. Diogo de Sousa que mandou avaliá-las. O seu rendimento foi então calculado em 714 réis e 7 pretos.
No ano de 1546, São Pedro de Mangoeiro, actualmente Gondarém, encontrava-se inserido na Terra de Vila Nova de Cerveira, rendendo 70 mil réis. O Censual de D. Frei Baltasar Limpo, na cópia de 1580, utilizada pelo Padre Avelino J. da Costa, na elaboração do seu livro "A Comarca Eclesiástica de Valença do Minho", refere que, nesta época, São Pedro de Mangoeiro se encontrava "partido em duas partes, a sem cura hé do arcebispo e a com cura de padroeiros leiguos".
A  igreja matriz, cuja construção está datada pelos anos de 1559 e 1565, com uma capela-mor de relevo arquitectónico, marca definitivamente a consagração do nome de Gondarém, já que, até 1513, predominava a “Ecclesia Mangueiro".
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Acresce ainda, que a edificação da nova igreja, no centro de duas colinas, monte "Castro" e a elevação do “Couto”, aponta para o nome definitivo da freguesia de Gondarém, segundo relatos do Padre António Carvalho da Costa, célebre historiador da "Chorographia Portuguesa", que destaca também Gunderedo, na sua origem etimológica.
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Segundo afirma o Padre António Carvalho da Costa,
na sua "Chorographia Portuguesa", a freguesia de
Gondarém era abadia, rendendo a metade curada
"que presentão os senhores da Casa de Bertiandos
por a família dos Cerveyras. cujo Morgado possuo
aqui Manoel Ferreira d' Eça, senhor da Casa de
Cavalleiros, por descendente de filho mais velho. 300
mil réis e a outra metade, simples, data do Ordinário,
rende 120 mil réis'. O antigo lugar do Passal, hoje,
Igreja atesta que certos terrenos faziam parte deste
antigo património, que considerava Gondarém como
abadia. Além de abadia, possuía um patrono, ligado à
família Bertiandos, segundo as “Memórias Paroquiais”
do ano de 1758, cujo nome era Damião Pereira,
responsável pelo pagamento de tributos eclesiásticos.
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No século XVII surgem duas construções que marcam o “património estético” da freguesia de Gondarém. O Solar ou Casa da Loureira, cuja construção inicial remonta ao final do séc. XVI, mas finalizada com a sua imponente fachada, tipo castelo, no século XVII, pertence à família Coutinho. Este solar alberga um certo património artístico, em que se inclui uma capela particular e um belo fontanário. A mansão senhorial da Quinta da Boega, (cujo nome, o famoso geógrafo árabe Al-Idrisi apelidava de “castelo de Gunderedo”), também, remonta ao séc. XVII, cuja utilidade está dedicada ao turismo, mas foi ilustrada pela família Almeida Braga. No seu local, presume-se, que funcionou um antigo albergue de peregrinos, em direcção a Santiago de Compostela. A conjunção da via secundária romana “per loca maritima” com os “Caminhos de Santiago” encontraram aqui um lugar de encontro, conforto e refúgio. 
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No século XVIII, à imitação do Bom Jesus de Braga,
surge a capela/igreja  do Calvário. Local de penitência
e romaria, as suas festividades atraíam os vizinhos
galegos. A sua construção remonta ao ano de 1758,
que além da pequena igreja detém um conjunto de
pequenas capelas, com uma longa escadaria. Na sua
totalidade, o conjunto de capelas públicas e
particulares (Quinta e Estalagem da Boega e Quinta
da Loureira), além dos cruzeiros e “alminhas” formam
um rico património eclesiástico, que engrandece a
freguesia de Gondarém. Por outro lado, a sociedade
civil constituiu formas de organização social, das quais
se destacam as “tabuletas” de distribuição de água e a
sua “sociedade de gado”. A actividade pesqueira
acantonava-se nos lugares da “Mota” e de “Ligo”. Nos
tempos, em que a ilha da Boega, ainda pertencia a
vários particulares, estava ligada pelo serviço de uma
“pequena barca” de transporte de animais, e, pessoas.
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 No século XIX, aparecem os primeiros indícios de pagamento de impostos, a nível geral da sua população. A freguesia de Gondarém, em termos administrativos, aparece na comarca de Monção em 1839 e, posteriormente, na comarca de Valença, em 1852.
Por decreto de 12 de Julho de 1895, a freguesia foi anexada ao concelho de Caminha, regressando ao de Vila Nova de Cerveira, depois da sua restauração, feita por decreto de 13 de Janeiro de 1898".
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 A restauração do concelho de Vila Nova de Cerveira reuniu documentação dispersa das comarcas de Valença e Caminha, e, somente em 9 de Abril de 1921, com a inauguração da sua nova sede municipal, surgiram as repartições do Tribunal Judicial, e, as Conservatórias do Registo Civil e Predial, nas quais os "honrados lavradores e pescadores" de Gondarém pagavam a Sisa (Serviços de Impostos de Sua Alteza) e Imposto de Barco. A agricultura e a pesca foram os principais meios de subsistência da população de Gondarém, durante muitos séculos. 
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 À antiga figura do regedor e do seu secretário, com o 25 de Abril de 1974, inaugura-se um novo ciclo democrático. A casa da Junta da Freguesia de Gondarém é dirigida por um presidente, secretário e tesoureiro, e por um presidente da assembleia de freguesia.
A “sociedade civil” emerge com quatro associações: “Grupo Desportivo e Recreativo de Gondarém”, “Cervo Cultural”, sob direcção do jornalista e escritor Alfredo Castro, e, “Rancho Folclórico Infantil de Gondarém”. Acresce-se, ainda, as actividades da associação do “Centro Social e Paroquial de Gondarém”, no serviço de apoio domiciliário aos idosos.
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 Ao evocar a figura e personagem de Gunderedo, símbolo de autonomia e independência, a freguesia de Gondarém, incrustada na periferia da história portuguesa, renova estes ideais, que as suas forças democráticas podem e devem consagrar.
Com um cenário paisagístico que se conjuga com um rico património físico, social, cultural e religioso, em que se destacam as ilhas da Boega e dos Amores, o rio Minho torna-se a face e o espelho de uma Galiza enamorada, que sempre manteve laços históricos e amistosos com Gondarém; e, que somente perspectiva no seu olhar a ponte reluzente com a palavra “Amizade”, em Vila Nova de Cerveira, à qual está vinculada.

terça-feira, 25 de abril de 2017

EUROPOLITIQUE: Renovar Abril 74 e as suas folhas mil


As suaves brisas sopravam sobre as colinas macias de Mâcon, e, seus vinhedos, enquanto suaves desejos de revolta rebolavam em jeito de "revolução". 
O vento esconde nas suas ondas, o presságio de uma "Revolução" que os cravos de Abril abriram nos seus 43 anos de precária existência. 
Nada menos, de dois milhões destes anciãos são o corolário de um testemunho e recordam os sobressaltos de longinquos anos de subordinação.
Da Europa afastados, nela estamos centralizados com as suas convulsões, que uma moeda uniforme cria nos seus liâmes.
A noite serena de um 24 de Abril, que a música arrebata no verde parque, desponta no calmo 
sereno dia 25, já que a festa e comemoração é bonita e rica.
Lá longe, naquela colina, que o vento esconde num Verão de 1973, se remete o silêncio que cala a nostalgia das aflições de cada dia!...
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O vento acaricia em sacramento, 
o sonho tornado em realidade, 
sem sombra e sem tormento, 
em rumo de alguma felicidade.
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segunda-feira, 24 de abril de 2017

EUROPOLITIQUE: Macron marca France





Não confundir Mâcon, pequena  cidade francesa, terra do bom vinho "beaujoulais" com Macron, o futuro e desejado Presidente da França.
O novo "néctar", que de economia francesa se revela um "expert", parece corresponder a certos desígnios e anseios  europeus, que do Sul da Europa emergem.
Se, o nosso presságio estava certo, a "antiga professora de françês", talvez, faça  aliciar novos encantos dentro do Hexágono, apesar dos seus 24 sobre o candidato de 39 anos de idade. (O lado protector de uma mãe, ou, a sua "imagem" desafia as "leis freudianas", mas fazem um casal "chic", com três "rebentos" despontados).
Mais que tudo, de novo oxigénio carece esta Europa, porque os tempos vindouros encaminham-se para certos presságios , pouco esclarecedores, mas que correspondem, por agora, às expectativas dos seus eleitores.
A base eleitoral e as suas estruturas baloiçam frente a um "jovem presidente" que se arrisca a uma "magistratura de influência", na qual as "forças partidárias" procurarão refúgio, tal como o "candidato" se refugiou nos braços de uma hipotética "mãe". Para as decisões europeias, a determinação não pode balançar em "tibiezas e hesitações", já que os tempos implicam coragem nas decisões.
 

EUROPOLITIQUE: ARRIBA SPAIN: 6.040 quilómetros de Alta Velocidade em Espanha

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A alta velocidade em Espanha caminha para os seus 6.040 quilómetros, após 25 anos da sua iniciação entre Madrid e Sevilha. Apesar de algumas críticas ao seu investimento, projectou a indústria ferroviária espanhola para fora das suas fronteitas, com contratos milionários, como é o caso, na Arábia Saudita, entre Medina e Meca.

Nada menos, de 27 províncias estão inter ligadas por alta velocidade, o que perfaz, neste momento, 3.240 quilómetros desta via, abrangendo 67% da população espanhola.

Neste momento, estão em construção 1.600 quilómetros desta via de alta velocidade, num montante de 12.000 milhões de euros.
Além disso, projectam-se mais 1.200 quilómetros, que totalizam os tais 6.040 quilómetros de alta velocidade, tornando-se, desta forma, o segundo país do mundo com maior rede de alta velocidade, a seguir à pujante economia chinesa.

Enquanto que a Alemanha procura guardar bem os seus excedentes externos, a Espanha investe na Alta Velocidade, ainda que as receitas dos seus  bilhetes não chegue para cobrir os gastos, mas "ARRIBA SPAIN", com 354 milhões de passageiros, transportados em 25 anos.
Para celebrar este quarto de século, todos os dias "25" de cada mês se pode comprar um bilhete de 25 euros.

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terça-feira, 11 de abril de 2017

EUROPOLITIQUE: Adeus, "complexo de inferioridade" começa a dizer a "gana" espanhola


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A relação de forças económicas na Europa, (com lamentável Brexit, que deixará Gibraltar como pedra no sapato nas suas relações diplomáticas entre a Espanha e a Inglaterra) deixará a Alemanha, com os seus
25,11% de criação de riqueza europa, a par com os 25,15% dos países da Grécia , Portugal, Itália e Espanha.
          Copos e mulheres vão brindar com esta nova realidade, para gáudio, da Germany, cujo bom gosto do seu ministro das finanças não encontro qualquer remorso.

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EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...