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sexta-feira, 10 de junho de 2016

EUROPOLITIQUE: Reestruturação é a “palavra de ordem” para a Sonangol.

Como objectivo essencial aponta-se a passagem do "custo de produção" do barril de petróleo dos seus catorze dólares para os 10 ou 8 dólares. (Aliás, na Arábia Saudita, está nos 4 dólares)
A Sonangol, segundo se diz, tem mais de 10.000 trabalhadores, com salários, típicos da indústria petrolífera. A redução de trabalhadores, o corte de salários, a perda de regalias sociais, o corte de muitas benesses estão no horizonte dos trabalhadores da Sonangol.
Além disso, os altos cargos da Sonangol estão, também, sujeitos ao “emagrecimento” da empresa, porque a “crise” aperta a todos.
A Sonangol tem extensões proprietárias que ultrapassam a sua territorialidade, os seus domínios e a sua jurisdição.
A Sonangol tem um conjunto de empresas parasitárias, ou, com falta de independência, cuja autonomia carece de desenvolvimento.
A Sonangol predomina em espaços, por exemplo, o gás, apesar dos 28,5% de participação, em que a afirmação deste “cluster” tem potencialidades de desenvolvimento, mas que se encontra dependente da Sonangol.
 Mas à palavra “reestruturação” juntou-se o concílio e a voz dos operadores estrangeiros que percebem, entendem e enfrentam a crise do petróleo, além de outros possíveis operadores árabes, europeus ou chineses.
Portanto, como “empresa rainha” da economia angolana (empresarial e financeiro) impunha-se a chamada dos  seus directos operadores ou “parceiros” congéneres, nestas questões do petróleo.
Por isso,  a conferência com os directores gerais da BP Angola (Darryl Willis), da Total ( Jacques Azibert), e, sobretudo da Chevron (John Baltz) são o prelúdio de que, efectivamente, a palavra de ordem ”reestruturação”, está sob comando de Isabel dos Santos.
"Audaces fortuna iuvat".

EUROPOLITIQUE: Frutas e Legumes = 0,007% do potencial de compras da Alemanha

Deambulava-se, pelo pequeno mercado, nos arredores de Paris, quando o “pequeno comerciante árabe” apontava para um fruto, cujo nome em francês é “orange".
A laranja, de origem árabe, com nome português, associada ao Algarve, e, à sua possível exportação.
“Só não se exportou mais laranja no ano passado por falta de quantidade”, refere o representante da “Portugal Fresch”.
Apesar dos “alemães rendidos à fruta portuguesa”, as nossas exportações, para este País, representam menos de 0,007% do seu "potencial de compras", avaliado em 12,7 mil milhões de euros.
A enorme quantidade de carros e outros produtos, comprados na Alemanha, contrasta com o sector de “frutas e legumes” que representam 2,5% das nossas exportações, que inserem no universo do “sector alimentar”, com um valor de 22,7% de exportações.
Somente, à boleia da cadeia alimentar Lidl, com camiões vazios de Portugal para a Alemanha, conseguimos ultrapassar obstáculos financeiros, económicos e estrururais. Mas, ainda bem, porque esta “cadeia alimentar”, cada vez mais, factura em Portugal; e, portanto, tem obrigação de alguns serviços económicos, sociais e políticos.
“Frutas, legumes e flores”, que têm de ultrapassar a barreira dos Pirinéus, onde as enormes filas de camiões espanhóis são visíveis há mais de 40 anos,  tal como a recomendação do “pequeno comerciante árabe”, representaram 39, 703 milhões de euros (3,6% de exportações), em 2014, e, 79,345 milhões de euros, (6,5% de exportações), em 2015, para a Alemanha.
Apesar de algum êxito, a produção estrangeira em Portugal é enorme e visível, tal como no campo do “marketing”, a sua projecção está dependente  do "poderio estrangeiro".
Só nos resta impor, não só a palavra “orange”, que os árabes nos concederam como “laranja”, (tipicamente portuguesa), como reclamar o “espírito árabe” para que a dose comerciante impregne a nossa “alma lusa”. (10 de Junho, 2016).

quarta-feira, 8 de junho de 2016

EUROPOLITIQUE - Jornal de Angola - Sector dos Petróleos - Administração de Isabel dos Santos

 «As nomeações políticas incorporam sempre uma dose de confiança e, desde que estejam em conformidade com a componente legal, devem ser encaradas mais pelos objectivos por detrás das mesmas e menos pelas implicações, sempre discutíveis». Editorial do “sector dos petróleos” – Jornal de Angola.
Chamar “política” a Isabel dos Santos não encaixa com o seu “curriculum de gestora ou empresária”, mas já que se trata de “nomeação política”, deixa de ser “empresária” ou “administradora” , tornando-se, por obrigatoriedade, “política”.. Além disso, deixou os cargos de "administradora".
 Neste sentido, Isabel dos Santos tornou-se “política”. É que por detrás desta “nomeação” estão, certamente, “objectivos políticos”, que a inerência da própria empresa incorpora.
Ou seja, o que está em causa é a “política da empresa” ou a “política angolana” que depende desta empresa. Parece que "os fins e os meios" se misturam sem encontrar uma linha bem definida de acção, já que a Sonangol se confunde com a política angolana, embora esta “empresa” seja um raro “caso de sucesso”, contrariamente a um certo fracasso da “política angolana”, pelo menos, internamente.
Mais que “líder e verdadeiro pilar da economia nacional” angolana, a Sonangol é um “estado dentro de outro Estado”, até mesmo a “Petrobrás fica muito à distancia da sua hegemonia, liderança e autonomia económica e financeira, de tal forma que é utilizada como ”aval”  e “garantia” do próprio governo de Angola.
Alguém dirá, contrariando o comentador, em vez de “pessoas certas para os lugares certos”: - certíssima -  até porque é filha do Presidente de Angola!..
«A long time ago” se insiste na sua reformulação, modelo e design deste império que é a Sonangol, ainda que se preveja uma subida do crude.
Secundando as nossas exposições: “como defendeu um antigo deputado e homem de negócios, em entrevista recente à Televisão Pública de Angola, o actual processo que tenciona tornar robusta a Sonangol apenas peca por tardia".

terça-feira, 7 de junho de 2016

EUROPOLITIQUE: A "raínha pretolífera" e a nova "raínha angolana" -Isabel dos Santos na Sonangol.


Retomámos os nossos escritos de 2012 e 2014, quase como "cavoucos", embora bastante distantes de novas informações....
"Recordar é viver!..."

26 de Fereiro de 2012
 
O funcionamento empresarial deste gigante angolano deixa a opinião estrangeira numa identificação obscura com o seu regime político. Uma certa opacidade financeira no seu funcionamento interno, tem merecido certas advertências de “certas instituições” que advogam maior transparência e esclarecimento.
Reduzir o tecido empresarial angolano ao gigantismo da Sonangol até que ponto beneficia a própria sociedade angolana?
A área da energia, em que se inclui a Sonangol, não merecerá um desmantelamento empresarial para que surgem mais companhias dignas de registo na economia angolana?
Se os “mecanismos de impostos” em Angola começam a revelar os seus frutos, convém que a transparência de contas da gigante Sonangol seja revelada publicamente, porque manter uma única empresa como “bandeira nacional” é hipotecar a sua própria independência..

 



31 de Janeiro de 2014
 
Nesta última empresa insere-se a “rainha petrolífera” angolana – a Sonangal – com os seus 22,8% no negócio do gás.“Rainha mãe” das empresas angolanas, a Sonangol comprou 51% da STP, companhia aérea de São Tomé e Príncipe, estendendo os seus braços aos portos, aeroportos e combustíveis deste pequeno país. A influência angolana marca uma posição estratégica na pequena economia são-tomense, que corresponde a 50% do seu PIB, no valor total de 360 milhões de dólares. O sector financeiro angolano ainda não ganhou autonomia suficiente para a emancipação de certas empresas, de forma que a Sonangol continua a dar cartas na afirmação de certas empresas. Além disso, os lucros desta empresa continuam fechados no seu baluarte de “redoma de vidro”, de tal forma que o” erário público” continua dependente da sua contabilidade, dos seus créditos internacionais, dos seus benefícios e da sua gestão financeira.

Podem ser consultados


 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

EUROPOLITIQUE: "Dois prémios mínimos do "Euromilhões", por ano, para o Fisco Português


O Fisco Português arrecada uma média de 35 milhões de euros, por ano, por reembolsos não reclamados, perdidos ou desaparecidos.
Quer dizer, duas vezes, o prémio mínimo do Euromilhões, por ano.
"Tout court", num País pequeno, isto é lamentável.
Mas, enquanto uns quantos exibem os seus “Mercedes” nos super mercados, outros não podem fugir ao “fisco e à lei”, porque qualquer “euro” ganho, passa pela “malha e crivo da legislação”.
Se, os americanos tem duas certezas que são a “morte” e os “impostos”, a fuga ao Fisco, daqueles que se dizem “pobrezinhos” e  ditos “coitadinhos” resvala com aqueles que são obrigados, sistematicamente, a ter as suas “contas” em ordem.
Não sejamos ingénuos, que a habilidade de “fugir” ao Fisco, acontece em tudo o lado, até nas pessoas de grande exposição mediática.
Todavia, a mentalidade campesina, o “chico/esperto” saloio dos Mercedes contrasta com o rigor dos “mais novos”, obrigados às exigências do Fisco, o que lhes causa alguma revolta. (Havendo casos, em que se ganhas mais 30, só recebes 5.)
A complacência do rigor da “máquina fiscal” , em que certos contribuintes entram em “relações jurídicas”, nada menos de 2.000.000 de contribuintes, traduz um ambiente de fraca “justiça fiscal”, desculpando  “justos” e “pecadores”.
Por isso, nestas situações, a “máquina fiscal” tem de ser mais rigorosa para aplicar os princípios de equidade, e, deixar de ser simplesmente uma "máquina cobradora"..
Se, o Fisco Português ganha dois prémios mínimos do Euromilhões, por ano, pode bem aplicar esse dinheiro para que exista mais “justiça fiscal”.

domingo, 5 de junho de 2016

EUROPOLITIQUE: As "cruzadas" com José Rodrigues dos Santos


Eu cruzo-me com JRS, no dia 1 de Maio, “Dia da Mãe”, quase à noite, sem dizer palavra. O autor da “Chave de Salomão”, que na minha modesta opinião, “melhor trabalhado”,  podia ser um “best-seller” mundial, faz parte das minhas leituras.
Como um “senhor da televisão” e “autor consagrado” no País, recordista de vendas, em nada convinha despertar a sua atenção, porque estava virado para o telemóvel.
Além disso, como pessoa com “dinheiro” e “influência social”, qualquer página do “jornal Expresso” está à disposição das suas teses.
Por isso, decidiu desafiar os “académicos” deste país, cujo nome “de araújo”, parece quase meu primo, além dos 9.000 licenciados em Filosofia no País.
Bastariam, cinco minutos de conversa para esclarecer um assunto que se arrasta pelos jornais “Público” e “Expresso”.
Mas, qual é a sua tese:
“O que afirmei e mantenho é que as origens do fascismo estão no marxismo” (Jornal Expresso/04.06.2016).
Novamente, eu cruzo-me com JRS, como leitor, no “Jornal Expresso” com uma tese, de origem italiana, que procura “branquear” o fascismo, o que é bastante grave para a democracia. Faz-me lembrar aquele slogan: “ Avanti o popolo, alla riscossa, Bandiera rossa, Bandiera rossa", cujo objectivo era “cantar e fazer trabalhar mais”, iludindo os trabalhadores. O fascismo não foi um “bandeira colorida italiana”, foi muito grave e causou muitas mortes. A sua génese não está na Itália.
Aqui não se trata de ilusões, mas questões demasiado sérias, para serem levadas com superficialidade. (Aliás, eu vi as ruínas, os cemitérios e pessoas machucadas).
A “ética profissional” obriga à sua desmontagem.
E, tal como este hino, JRS tem de “trabalhar mais para não cair na tentação” de defender tal tese, que naquele 1 de Maio podia estar resolvida, sem grandes pretensões.

EUROPOLITIQUE: "A atitude trágica" de José Rodrigues dos Santos (jornal EXPRESSO)

A minha amiga alemã lia “Alberto Moravia”, autor italiano, o que me causava admiração.
Ainda mais admirado fiquei com a divulgação da “obra filosófica” de F. Nietzsche feita por um tradutor italiano (Colli), em que um “académico português” fazia a defesa da “pretensa obra” do tradutor em desfavor do próprio F. Nietzsche.
Por via italiana, o escritor José Rodrigues dos Santos defende que : “o fascismo tem mesmo origem no marxismo”. Ironia ou cinismo entre "facho" e fascismo.
Os franceses defendiam que “o fascismo é uma ideologia sem sentido”. E, como “ideologia sem sentido” falhou.
Se, Rodrigues dos Santos indaga o “facho”, então, se calhar, é italiano. Mas confundir "fascismo" com "facho" é trágico.
A origem do fascismo alemão tem pressupostos e fundamentos alemães. Quer na música, quer em certo tipo de pensamento, não abertamente filosófico, que poderiamos fundamentar. As suas raízes da exaltação da força (macht), da raça e da cega autoridade levaram a Alemanha ao fracasso.
Esta “ideologia sem sentido” foi arduamente combatida.
Portanto, resta saber de que “fascismo” José Rodrigues fala, demonstra e comenta, apesar do seu dinheiro e da sua influência social.
Parece que estamos na “origem de uma tragédia”. E, a atitude de José Rodrigues dos Santos é trágica, embora isto seja um planfeto.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...