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domingo, 18 de outubro de 2015

EUROPOLITIQUE: Lisboa 50% de Barcelona..."las cuentas se van al carajo"



Longe vão os tempos, em que através do jornal “Le Monde”, procurava notícias do meu país, que se resumiam esporadicamente a um “período” (curta e breve citação) do secretário geral Mário Soares e (mon ami) Mitterrand; embora, posteriormente, o grande campeão deste diário fosse Otelo de Saraiva.
Contrariando e contradizendo o “ Diário de Notícias” de hoje (18-10-2015), o jornal “El País”, também de hoje,  dedica quatro artigos relacionados com país à beira mar plantado: “Portugal revitaliza as suas rotas mercantis”, “Crescimento e oferta turística em Portugal”, “O Milagre do sapato” e “Abrir a mão: até quanto?”
Dedicado ao turismo surge a cara bonita deste fenómeno - Lisboa (pequena e decadente) que recebe 3,5 milhões de turistas.
 Mas algo me espantou.
Lisboa recebe menos da metade de turistas que visitam Barcelona!...
Citando, Teodora Cardoso, afirma: “o país precisa de encontrar um modelo de crescimento estável da economia e do emprego, baseado no aumento da produtividade e competitividade; ao contrário, do endividamento e aumento do gasto público”.

Concluindo, com uma belíssima expressão: qualquer que seja o próximo governo, “del signo que sea, levanta todas las medidas contra la austeridade, las cuentas se van al carajo”.  

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

EUROPOLITIQUE: "Provincianismo Português (1928) = Fernando Pessoa and democracy.

«O nosso escol político não tem ideias excepto política, e as que tem sobre política são servilmente plagiadas do estrangeiro – aceites, não por porque sejam boas, mas porque são francesas, ou italianas, ou russas, ou o que quer que seja».
Fernando Pessoa, na sua análise sobre o “Provincianismo Português” (1928), traça uma sumária análise entre povo, classe média e elites.
A elite das elites políticas está condicionada aos mercados, ao euro e a Bruxelas. E, neste sentido, Portugal depende das instituições europeias: sociais, políticas e económicas. A não ser que “homens de talento” se afirmem nesta democracia.
A geometria variável em que estamos inseridos, leva-nos a uma lógica do poder. Como conciliar esta união do múltiplo ao uno e do uno ao múltiplo. A resposta só pode ser através das instituições europeias.
Mas, desengana-se quem acreditar que  as instituições europeias são conduzidas pelo rigor do “direito e da matemática”, já que  nela está inserida a “geometria variável”.
Esta geometria variável tende para as instituições mais poderosas, que exibindo cumprir as regras comunitárias, defendem as suas próprias regras nacionais.
Qualquer evidência, em sentido contrário, constitui um caso particular, que não tem qualquer consequência nacional, ainda que o prejuízo individual seja um prejuízo colectivo. As instituições que lutem!...
Habilmente, através do direito, exibe-se o cumprimento das regras comunitárias, (apregoado em certos “sites), que a própria utilização correcta da matemática desmente. “A medida da coisa”, que é o número, como dizia Aristóteles, permite que a tal “geometria variável” se escalone na direcção do uno ao múltiplo e do múltiplo ao uno, constituindo esta Europa  de contradições, em que os cidadãos, cada vez mais são relegados para a máquina desta Europa. 
Como diriam os jornalistas franceses: "em Paris nada se passa, na província tudo acontece!...".
"Em Bruxelas nada se passa, em Portugal tudo acontece!..."

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

EUROPOLITIQUE: Riqueza e Pobreza


Em Portugal 25% da população vive com menos de 9.000 euros anuais. Calcula-se que quase 2 milhões de portugueses estejam na linha da pobreza.  A nível geral, numa estima quase mundial, para entrar na dita classe média, uma pessoa deveria ter 3.000 euros mensais, sem compromissos; ou, 30.000 euros anuais, provavelmente,  por casal. Situação que em Portugal é bastante difícil.
Este gráfico do jornal "El País" retrata-nos uma realidade mundial, através de uma imagem, em que introduzindo num autocarro 85 pessoas das mais ricas do mundo têm tanto como o resto da humanidade. Ou seja, 1% dos mais ricos têm tanto como 99% do resto do mundo junto. (Ou, será metade da parte mais pobre).

N.B. Clique sobre o gráfico.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

EUROPOLITIQUE: Impostos sobre o gasóleo e gasolina na Europa


Se Angola depende 80% das suas receitas petrolíferas, Portugal gastava 40% da sua dívida na energia, segundo José Sócrates.
Os tempos são bons para os impostos na Europa, mas Angola definha com as margens de lucro do crude.

EUROPOLITIQUE: "O carro do Povo" - WOLKSWAGEN


O famoso “Kaiser” da Alemanha encomendou ao engenheiro Porsche um "carro para o povo", (1.000 marcos), donde vem a famosa marca “Wolkswagen”.
Num artigo publicado do “DN” (09.10.2015), um autor espanhol, que costumo ler, tece elogios e loas  ao desenvolvimento do capitalismo e da “Wolkswagen”.
Todavia, deixa numa extrema “orfandade” os consumidores da famosa marca.
Em vez dos elogios ao capitalismo, cujo progresso também não desminto, os meus pressupostos assentam no direito e na matemática.
Matematicamente, a “Wolkswagen” ganhou muito dinheiro à custo dos “atentados” contra os direitos do ambiente ou natureza, dos consumidores e da concorrência.
Quis ultrapassar a Toyota, e consegui-o.
Uma vez cometida a fraude há que compensar os lubridiados no esquema.
Se, a Alemanha toda poderosa impõe as suas regras, sem consequências, serão, talvez, os USA a puxar pelos “cordelinhos”.
Entretanto, a indústria automobilística dos PIGS continua a ver passar os “navios alemães”, que não pagam impostos em Portugal.

EUROPOLITIQUE: A Luta Partidária e Europeia: Direito e Matemática


O inconsciente colectivo de muitos portugueses reclama pela figura parental de Salazar. Este complexo de Édipo colectivo revela um sentido de "orfandade" que a mítica figura de um “pai” expressou em recentes sondagens; e, que ainda perdura como substrato de algumas mentalidades.
Face a uma Europa em que estamos inseridos, recebemos recentemente um acrónimo digno de registo de PIGS, que expressa também este sentido de "orfandade" frente às instituições europeias, já que nenhum mítico “salvador” se impôs no inconsciente colectivo destes países.
Já que, a ciência e técnica nunca nos bafejou com a sua ilustração, salvo a época dos Descobrimentos, restam-nos duas armas susceptíveis de guerrilha e desenvolvimento: o direito e a matemática.
A caridade que nos querem dar e ofertar,  não é mais do que a ilusão de um perdão, que visa a sonegação do direito e da matemática.
Certas instituições europeias são demasiado hábeis na manipulação dos direitos, reafirmando que cumprem as normas europeias, mas simplesmente as aplicam em seu favor, ou, cujo dever se imputa aos outros.  Aqui, a ciência do direito torna-se imprescindível no apuramento das justas causas em que aos direitos consagrados nas normas teóricas europeias, elas tenham a sua eficácia na prática de toda a colectividade.
A ciência da matemática é sem dúvida o melhor registo que temos da realidade, quer no campo científico, quer no campo social. Todavia, como registo da realidade social, está sujeita à manipulação do número como medida das coisas.
Estas duas armas do direito e da matemática constituem os instrumentos de luta europeia, que os partidos portugueses têm em equação.

domingo, 4 de outubro de 2015

EUROPOLITIQUE: Imposto único e universal entre 30 a 50 euros.






 Contrariamente às afirmações do “Jornal Figaro”, afirmando que esta situação não encontra equivalente na Europa; em Portugal, existem quase 60% de contribuintes, que não pagam impostos. Especificamente, em 2010, 57,35% dos contribuintes não pagaram impostos;  aliás, situação equivalente que se aproxima da fasquia francesa, nos anos de 1975 e 1985; ainda que, em 2015, 53,5% dos contribuintes franceses não paguem impostos.
Actualmente, existem 36,5 milhões de contribuintes em França, dos quais 17 milhões são pagantes, constituindo uma taxa de 46,5%.
Um governante português afirma que: “Não é justo que seja apenas uma fatia de 40% dos portugueses a pagar IRS, porque 60% não paga, apesar de ter acesso universal à saúde e à educação, mesmo sem pagar impostos directos”.
Por isso, em França propaga-se a ideia da criação de um “mínimo imposto cívico” universal na ordem dos 30 a 50 euros por contribuinte.

PORTUGAL: Taxa de imposto aplicável em 2015:

Escalão
Rendimento coletável anual
Taxa normal
1
Até € 7.000
14,5%
2
De mais de € 7.000 até € 20.000
28,5%
3
De mais de € 20.000 até € 40.000
37%
4
De mais de € 40.000 até € 80.000
45%
5
Superior a € 80.000
48%
N.B. Jorge Jesus, treinador do Sporting, garante que paga mais de 60% do seu vencimento.



EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...