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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

EUROPOLITIQUE: Dia da Alimentação e do Pão.

Segundo a ONU: um terço dos alimentos produzidos no mundo são desperdiçados, enquanto 840 milhões passam fome. No mundo moderno da alimentação não é fácil resolver este problema.
Outra estima aponta que 30% a 50% dos alimentos produzidos acabam no lixo.
Em Portugal estima-se que 17% daquilo que o país produz acaba no lixo. Ou seja, um milhão de toneladas de alimentos. Siga este conselho, muito simples: "há duas regras de ouro que para mim são essenciais para as pessoas conseguirem poupar na alimentação, a primeira tem a ver com a planificação de todas as ementas da semana. Além disso, é aconselhável ir às compras  uma vez por semana com um lista para não ceder à tentação de colocar mais produtos no cesto do que aqueles que tinha previsto", segundo Joana Roque.
Comparativamente, parece que Portugal desperdiça mais alimentos que a França, obviamente uma contradição para este país periférico, mas lembre-se daquela oração!...Pai nosso... 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

EUROPOLITIQUE: O Negócio do Cimento em Angola

Após a proposta de compra de um eucalipto por um euro, em Moçambique, como futuro de garantia de uma grande árvore; o negócio virou-se para a venda de cimento, em Angola, que um espanhol desenvolvia, com grande perícia na navegação de especial rendimento.
Ora, estima-se que no ano de 2013 foram importadas 3 milhões de toneladas de cimento para o território angolano; no entanto, no ano de 2014, o executivo governamental proibiu a importação deste produto, já que Angola caminha para a auto suficiência deste material.
A produção de cimento atingiu as 8 milhões de toneladas, que faz de Angola um país auto suficiente. Às empresas existentes:
 “Nova Cimangola” (Luanda),
“FCKS” (Kwanza Sul),
“Secil” (Benguela)
e “Cimenforte” (Benguela),
vem juntar-se a “nova coqueluche” – “CIF” (Luanda) –
China International Fund Ltd – fábrica de cimento com uma produção de 3,6 milhões de toneladas, marca  “ clinquer” e 4 milhões de toneladas da marca “portland”.
Além destas fábricas em linha de produção, aguarda-se o projecto de implementação de mais três fábricas.
A crise do cimento parece ultrapassada em terras angolanas, todavia o negócio desta matéria prima continuará na sua senda de expansão.
A “Associação da Indústria Cimenteira de Angola” (AICA) projecta expandir o negócio do cimento pelos seus países vizinhos, já que as carências em terras africanas são mais que evidentes.
Se a história do “eucalipto” e do seu “vendedor do templo” tem como parceria a Portucel em Moçambique, com milhares de hectares de plantação, o “astuto espanhol” está condenado a tornar-se num “pirata” de alto mar, cujo peso do cimento endurece nos mares e nas costas angolanas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

EUROPOLITIQUE: O cereal Milho - Um "Bem Essencial" para os Angolanos


Quem visitar o estado de Minnesota, nos USA,  estende o seu olhar nas vastas pradarias de cultura intensiva do milho, onde uma casa, um silo e hectares de terra, reaparecem em um mar verde, silencioso  e ondulante, que somente qualquer fábrica espalha com o seu cheiro de torrefacção. Minneapolis et Saint Paul detêm 60% da população do Estado, 40% dedica-se às mais variadas actividades agrícolas, mas, sobretudo o milho.
Em Angola, o economista Cláudio Pinheiro, na sua visão radical afirma que o “novo ouro, é o milho”.
Tão importante é o milho para as galinhas, como a sua importância é fundamental para muitas populações africanas. Mas, “se tivermos milho, a economia real vai crescer em várias vertentes. Sem milho, sem produtos agrícolas, esse crescimento de dez por cento não é compatível com os objectivos geopolíticos do país”, diz o economista Cláudio Pinheiro.
A cultura intensiva do milho não constitui um obstáculo difícil de ultrapassar se a convergência de forças se reunir para solucionar este problema fundamental do processo alimentar angolano.
Além disso, outras actividades começam a despontar de uma certa letargia.
Em 2013, a economia não petrolífera obteve um crescimento razoável, no entanto, é necessário analisar ao patamares anteriores de onde parte este crescimento. Eis, portanto, alguns índices de crescimento:
Energia 22%.................................................................................................
Pescas 10%..................................................................................................
Agricultura 9%.............................................................................................
Indústria Transformadora 8%........................................................................
Construção 8%.............................................................................................
De acordo com o economista citado: “Temos a indústria do granito, do mármore, do ferro e outros minerais. Pode-se fomentar esse sector exportador e naquelas indústrias em que é possível fazer a transformação com valor acrescentado”.
A produção espectacular de milho nos USA, contrasta com a produtividade europeia, embora Portugal seja quase autosucifiente neste bem alimentar; todavia, convém relembrar a anterior exportação angolana:
«Ano de 1960; 
quantidade 31.965 toneladas;
-  valor em escudos:164 952 000...................................(1 033 325 dólares)
 Ano de 1969
 177.393 toneladas; 
- valor em escudos: 305 192 000». ...............................(1 911 450 dólares)    
 (História de Angolana, D.W e R.P. pg.330).
O cultivo, produção e comercialização do milho constitui uma tarefa essencial para os desígnios de Angola, que embora não possa atingir os patamares da eficiência americana, no entanto, pode atingir, brevemente, a satisfação de um bem essencial para a população angolana.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

EUROPOLITIQUE.: Afugentar as "cidades fantasmas" e o direito à habitação em Angola




Não há muito tempo, o jornal francês “Figaro” intitulava que “la cité fantôme”  ensombrava e assombrava os empreendimentos ao redor de Luanda. Parece que a imprensa internacional não passou desatenta desta realidade que aflige muitos angolanos. Todavia, parece que a segunda fase de venda das habitações nas novas urbanizações de Luanda  ocorrerão  dentro de um mês.
Oxalá a promessa seja cumprida para gáudio de muitos habitantes de Luanda, já que a "nível particular", o aluguer de qualquer casa vai dos 2.000 dólares a 10.000 dólares e a sua compra pode chegar a milhões de dólares.
As peripécias acerca da primeira fase demonstraram que a cupidez e avidez de lucro fácil ensombrou a sua comercialização, com a consequente sonegação de alguns direitos aos seus candidatos. Aliás, algumas notícias relatam o seguinte: «continuam as reclamações em torno das vendas dos apartamentos nos projectos das centralidades do Kilamba e Cacuaco Km 44, Capari e Vida Pacífica (Zango), em Luanda. O Kilamba é só a ponta do “iceberg”, que tem a SONIP como “carro chefe” de todas a centralidades em construção no país, embora não se descarte a possibilidade da entrada de outras imobiliárias neste negócio».
Por isso, a transferência  da “Sonip” para a “Imogestim”, visa garantir uma melhor credibilidade do processo. Ultimamente procurou-se privilegiar a "função pública", sobretudo nas regiões fora de Luanda, com a construção de 200 casas por município.
“Dentro de um mês vai-se retomar o processo de comercialização. Neste momento, o processo está suspenso por força da transferência de responsabilidades da entidade que antes o liderava, a Sonip, para a empresa Imogestim”, confirmou José Silva, que garantiu que a transferência está em fase de conclusão. (Jornal de Angola 08-10.2014).
Será que os preços se manterão nesta fasquia:
T2 69 MIL USD
T3 85 MIL USD
T4 115 MIL USD
Para aquisição de casa na nova cidade do Kilamba Kiaxi, deverão organizar os seguintes documentos:
• Fotocópia do BI;
• Fotocópia do Cartão de Contribuinte;
• Registo Criminal;
• Declaração de serviço espelhando o salário base;
• Fotocópia dos 3 últimos recibos de Salário;
• Extracto Bancário.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

EUROPOLITIQUE: Recordação do Poeta





O poeta de Afife e terras além
inscreveu na música Gondarém.
“Povo que lavas no rio
as tábuas do meu caixão...”
Poeta que lavas no mar
os pés da minha canção.
De Israel a Paris
a tua Diva diz
não há razão de detenção
da música da minha canção:
 - libertação.



Descrição: Amália Rodrigues vinha de Israel, quando chega a Paris, é informada que Alain Oulman foi detido e impedido de entrar em Portugal. Dirige-se ao embaixador português para interceder pelo seu compositor. Após a sua libertação, o famoso compositor "musica" o poema de Pedro Homem de Melo: "Vim morrer a Gondarém, terra de contrabandistas..."
Na praia de Afife, o "pensativo" Pedro salpicava, suave e firmemente, os seus pés na areia do mar!...

EUROPOLITIQUE: ANGOLA - NÚMERO 1 do Investimento nos PALOP's

"Angola foi o principal receptor de investimento português, em 2013, ao ser destino de 53 por cento de um total de 246 milhões de euros investidos em Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor Leste, de acordo com o Banco de Portugal".Tal como Moçambique, Angola tem mais de 70% da sua população dedicada à agricultura, que aparentemente constitui uma contradição, graças à população urbana de Luanda com os  seus 6 a 7 milhões de habitantes. A construção de escolas, a distribuição de “alfaias agrícolas” (com ou sem objectivos), proporcionam as condições para que paulatinamente as terras angolanas regressem aos tempos de abundância que caracterizaram a sua riqueza agrícola, que presentemente se reveste de uma escassez e falta de produção assinalável.

Angola:

Área geográfica: 1 246 700 km2

População: 21,6 milhões............a 25 milhões.

Moeda: kwanza (1/100 dólares)

Taxa de crescimento em relação ao P.I.B.: 3,9% (2010), 5,2% (2012), 6,8% (2013), 3,9%+ (2014).

 Crédito de Portugal aos PALOP’s

País...........................Dívida..............................%...

 Angola..............1.452 milhões de euros........40,7%

Moçambique....1.245  ...................................34,8%

Cabo Verde.........659.....................................18.4%

Guiné Bissau.......138.......................................3,8%

S.T. e Príncipe.......83......................................2,3%

 Longe vão os tempos em que as autoridades portuguesas não viam “luz ao fundo do túnel” , com os 90 milhões de contos da dívida angolana; ou, seja já lá vão 30 anos, com as "cartas topográficas" enviadas para Angola!... Os tempos mudaram e o crédito parece mais seguro com a pujante economia angolana, sobretudo a nível do petróleo.

No entanto, o paralelismo entre  a população angolana e moçambicana (70% dedicada a  um certo tipo de agricultura de subsistência)  representa que mais de 70 por cento do total dos empréstimos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, é referente a Angola e Moçambique, segundo o Banco de Portugal.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

EUROPOLITIQUE: ANGOLA – “Vistos” e “Vistos falsos” (57.000 estrangeiros expulsos anualmente de Angola)





ARTIGO 40.º (Tipologia dos vistos)
Os tipos de visto de entrada são os seguintes:

a) visto diplomático;
b) visto oficial;
c) visto de cortesia;
d) visto consular;
e) visto territorial.


ARTIGO 42.º (Visão consular)
1. O visto consular é concedido pelas missões diplomáticas e consulares nos termos do
artigo 59.º e seguintes da presente lei.
2. O visto consular é de uma das seguintes categorias:
a) trânsito;
b) turismo;
c) curta duração;
d) ordinário;
e) estudo;
f) tratamento médico;
g) privilegiado;
h) trabalho;
i) permanência temporária;
j) residência. 

A política dos “vistos” e “vistos de trabalho” para Angola atravessa uma problemática difícil de gestão, já que somente à volta de 20% dos pedidos são satisfeitos. Território imenso, com escassa população, nada justifica somente 20% de concessão de vistos, aparentemente.
Angola tornou-se num mercado de trabalho apetecível para muitos estrangeiros que procuram trabalho. As estatísticas de “rejeição de vistos” relativamente aos portugueses são escassas ou nulas, já que normalmente se encaixam nos pedidos das necessidades das suas empresas instaladas ou a instalar. Onde, normalmente acontecem obstáculos à entrada de portugueses situam-se nas fronteiras aéreas. Por isso, as infracções relativas aos “vistos” atingiram 90 indivíduos e 10 empresas, que se presume serem portuguesas.
Mensalmente, acontece um vaivém de estrangeiros que cuja fasquia de entrada é da ordem dos 17.766 indivíduos, e cuja saída atinge somente 13.229, nas suas várias fronteiras.
Segundo notícias do Jornal de ANGOLA foram expulsos 1.313 estrangeiros entre 25 de Setembro e 2 de Outubro, via administrativa e sete judicialmente. Normalmente, mensalmente são expulsos quase mil indivíduos. O que logicamente levaria ao facto que anualmente são expulsos 57.000 estrangeiros. Claro que nesta maioria se situam-se os candidatos que fazem fronteira com Angola.
Se a última semana deste mês, existiam 3.724 pedidos de vistos, e somente 572 foram concedidos atingem um percentagem de 15,%, fasquia demasiada baixa para tanta necessidade de mão de obra.
Sem dúvida que a República Democrática do Congo pontifica nesta problemática dos “vistos de trabalho”, não só pelo ingresso de antigos angolanos, como também, pela pretensão de uma vida melhor de muitos cidadãos deste país. Todavia, a imprensa salienta como casos de repercussão social os 200 portugueses que em Agosto tiveram sérios problemas com os vistos de trabalho. Ora, a lista dos países mais mencionados são: Portugal, Brasil, Moçambique, Costa do Marfim, Nigéria, Líbano, Mauritânia, Egipto, China, Cuba, Ucrânia, Jordânia, Macedónia, Costa de Marfim e Malawi. De salientar que há mais de 200 mil chineses em Angola e perto de 130 mil portugueses.
Se o custo de um visto de trabalho atinge os 400 dólares oficialmente, na candonga o seu preço eleva-se dos 5 mil dólares aos 12 mil dólares. 

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...