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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

EUROPOLITIQUE: PGR angolano. Encore?

HÁ OUTRA LINHA!... “Le Parisien Liberé” português, ou seja, o « o Correio da Manhã” publica, timidamente, um pequeno título, nas páginas intermédias, em que titula “Jornal de Angola ataca o País”. Relembrando a velha imitação de tal matutino, e recordando certos actores angolanos, melhor seria construir o seguinte título: “Angola ataca a Sorbonne”, mas já vão alguns anos de fase estudantil. Ora, o País com 10,5 milhões de portugueses no seu solo, mas a cuja identidade devem pertencer 15 milhões, é muito mais que as ditas “elites” tão apregoadas pelo Jornal de Angola. Felizmente ou infelizmente estas elites estão muito próximas do PGR angolano. Isto, para dizer, que Angola e Portugal são um caso paradigmático de relacionamento. Para além de todo o contexto político e social, permanece uma vaga de fundo, no contexto angolano, que dificilmente pode ser traduzida pelos jornais, pelos governantes, quer nacional, quer internacionalmente, já que as expectativas na campo das riquezas e das pessoas são bastante ambiciosas. E, quando se fala nas pessoas, nos seus direitos e deveres, nas suas ansiedades e frustrações, é claro que se clama pela justiça. Qualquer sociedade sem justiça está condenada ao fracasso, embora, nos tempos modernos, nem sempre seja fácil impor a sua condição de existência. Para além de toda a espuma levantada por qualquer suspeita, aquilo que se ambiciona é uma transparência de águas, para fugir às “águas turvas” que podem ofuscar a sua nitidez. Por isso, o “Correio da Manhã”, no seu tom de panfleto, faria melhor colocar uma foto de Jonas Savimbi, com o seu bastão e ladeado de dois “stuarts”, na cidade de Lisboa, já que “Angola ataca Paris”.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

EUROPOLITIQUE: A "Nova Lebre" do Expresso: PGR angolano


Raros são os dirigentes africanos que têm o estatuto moral e político de “Mandiba”, como raros são os dirigentes africanos que são impolutos. Após o “apartheid” certos dirigentes do “ANC” reclamavam o direito a “une maison” de 5 milhões de dólares, com carro e garrafeira, bem ao estilo ocidental, já que se sentiam com méritos para a sua nova democracia. A passagem de uma “democracia musculada” africana para a “real democracia ocidental” demora o seu tempo e tem as suas exigências, até que a “sociedade civil” usufrua dos seus devidos direitos!... E, neste sentido, a “sociedade civil” angolana carece de todo o apoio jornalístico, como também do “Jornal Expresso”. Portanto, se “João Maria de Sousa, general e militante do MPLA que está à frente da Procuradoria desde 2007”, (como relata o Expresso), teve os seus pecadilhos, já que “o procurador-geral não fazia parte dos corpos sociais da empresa”, desde 2008, existem, todavia, prioridades de governação que são extremamente importantes para a justiça angolana, que são dignos de coadjuvação. A primeira página do Expresso vem levantar uma lebre que certamente está demasiado atrasada, quando há mais de dois anos circulam certos boatos que nunca, presumivelmente, serão investigados. “Paulo Portas tem dado especial atenção às investigações sobre Angola, para evitar o reacender de conflitos diplomáticos, (como refere o Expresso), aliás, a atenção deve ser acrescida, sobretudo, quando se trate de “fraude fiscal e branqueamento de capitais” que afectem as exportações portuguesas. Como estes processos costumam morrer na praia, e, como as notícias são velhas e desactualizadas, o melhor é deixar para as calendas gregas certos deslizes que nada tem a ver com a diplomacia portuguesa. Os epifenómenos são interessantes às “revistas cor de rosa”, ainda que a ética e o direito mereçam a nossa maior estima, como o dito caso não tem fugido à nossa atenção.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

EUROPOLITIQUE. Nine/Ten/Nine


Desde Frankfurt até Lisboa, viajava-se na Lufthansa, que presentemente quer renovar a sua frota, do país do tio Sam até ao pequeno rectângulo à beira-mar plantado. Ora, o país do tio Sam com uma dívida externa de 100% do seu PIB continua no seu sonho americano em que 1% da sua população detém 40% da riqueza nacional, e 99% dos seus habitantes flutuam na amálgama do “nine/ten/nine” , ou seja, na abolição absoluta da chamada classe média. Todavia o gigante ferido detém sempre forças para resolver a problemática situação. Ao invés, o pequeno rectângulo com uma dívida externa de 203,4 mil milhões de euros, em 2012, acima dos 122,5% do seu PIB depende de um sistema financeiro, bem longe e afastado da rotativa americana. Dentro deste cenário rectangular coexiste um sistema de reformas que atinge um valor total de 13,2 mil milhões de euros, em 2012, que difere um pouco do sistema americano, com o seu subsistema de saúde. Mas aqueles que usufruem de mais de 1 500 euros de reforma, nada menos de 160 mil na CGA e 110 mil na CNP, (total de 270 mil reformados) terão os seus dias contados. Ainda que as fábricas de aviões funcionem, estas não se encontram no país rectangular. Ainda que o sistema financeiro europeu tenha meios de colmatar as deficiências portuguesas, elas não surgem. Portanto, aqueles que contribuíram para o sistema de reformas, quer a nível particular, quer a "nível de compensação" do Estado, terão dias amargos nas suas expectativas já que a crise é uma arma apontada às suas reformas. Aliás, olhando do exterior para o interior do rectângulo causa espanto que os portugueses auferiram de um sistema de reformas, em que mais de 50% do sistema francês não atinge o número mencionado e que está em causa, ainda que este número seja autenticamente ilusório. Se, por acaso, esta ilusória “casta de privilegiados” parece evidente aparentemente, ela caminha a grandes passos para se desfazer da sua pretensão à dita “classe média” para se afunda no “nine/ten/nine”. P.S. Reforma: Média dos professores (b+s)2.032 euros (2013). 1,8 milhões de pobres (2009) 385 euros. (Fonte Expresso)Rendimento mensal por nível de formação: todos os níveis: 846 euros básico: 649 euros secundário: 797 euros superior: 1365 euros

domingo, 17 de fevereiro de 2013

EUROPOLITIQUE: Energia africana

Somente 7% da população do Congo tem acesso à energia eléctrica, que ronda a média dos seus países vizinhos, incluindo Moçambique. Se Angola dispõe de uma capacidade de construção de 150 pequenas e médias barragens, o que se pode dizer do imenso potencial hidroeléctrico das bacias do rio Zambeze e do rio Congo? O potencial do conjunto das três barragens “Inga I, II e III ( por construir) no rio Congo será o dobro da maior barragem do mundo “Three Gorges”, na China, com uma potência de 22.500 MW; ou seja, dez vezes mais que Cahora Bassa, em Moçambique. (Aliás, somente África do Sul carece desta energia). Todavia, esta barragem (Inga III), superando vinte vezes Cahora Bassa, com um custo aproximado de 80 mil milhões de dólares encontra-se adiada e em projecto. Por um lado, Moçambique planeia construir uma segunda barragem a 70 quilómetros de Cahora Bassa, denominada Mphanda Nkuma, com idêntica potência. Sem dúvida que os recursos hidroeléctricos desta zona de África são imensos. Ao contrário da Europa que se debate com problemas com a factura da energia, nesta zona de África, os seus recursos são imensos e abundantes. Face ao seu potencial por desenvolver deste sector, o carvão, ferro e cobre destas zonas são matérias voláteis na voragem manifesta por outros países consumidores, de modo que o seu desenvolvimento deve ser equacionado no seu devido tempo, e nas suas estratégias futuras. Por um lado, o corredor de Lobito (com 100 novas locomotivas americanas, pelo preço de 20 milhões de dólares, pela G.E., com os "olhos postos no Soyo") será o caminho natural da expansão da extracção destes minérios, quer do Congo, quer da Zâmbia; bem como o aumento de consumo da energia eléctrica será a alavanca primordial para os novos impulsos de desenvolvimento. Por isso, o equilíbrio do desenvolvimento do potencial hidroeléctrico deve conjugar-se com a extracção dos minérios, para que a sua sustentabilidade perdure como sinal de riqueza criada e adquirida.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

EUROPOLITIQUE: A China e o Mundo Ocidental

Com milhares de bulldozers a arrasar montanhas, com auto estradas de cinco vias, com comboios TGV ligando o seu tecido urbano, a China renasce para a construção civil e habitacional até ao ano de 2030, com um “boom” económico, que irá transfigurar o país. Com uma moeda desvalorizada entre 30% a 40% em relação ao dólar, a força produtiva da China tornou-se na primeira potência económica em 2012, após a entrada para O.M.C. em 2001. (Sem “licença de residência”, aplicada aos seus habitantes, sem especulação financeira dos seus imóveis, mas com mais de 90% da população no sistema de segurança social, em 12 anos, guindou-se ao primeiro lugar mundial). Com uma política externa que não interfere nos assuntos políticos, nem humanitários, com créditos repletos na sua avidez de matérias primas, com uma mão de obra de baixo custo, a China controla certos países emergentes que abastecem o país nas suas necessidades primárias, quer na indústria, quer no comércio. Perante este cenário de desenvolvimento, a estagnação da Europa é uma miragem longínqua do êxito chinês, em que tanto a U.E. como os USA procuram construir um eixo atlântico comercial, face à incapacidade de responder às forças da globalização que carecem de ordem, organização e ética. A replicação do modelo chinês no contexto africano, tal como as “cidades de fotocópia”, requerem uma reflexão na emergência das suas necessidades. Todavia, o impulso chinês e as necessidades da África austral podem desenvolver sinergias que rapidamente poderão romper com certas letargias. Em 30 ou 40 anos, a China pretende alcançar aquilo que demorou 200 ou 300 anos ao mundo ocidental.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

EUROPOLITIQUE: Tozé (vai) Seguro: Correio da Manhã

A Galp exporta para 52 países, inclusive Roterdão. Em 2015, a barragem de Morgavel terá água do Alqueva. Com tanta água metida pelo líder do partido socialista, só faltava embelezar a riqueza de um “laboratório de ideias” num TGV de mercadorias em direcção a Madrid, com 20 anos de projecto, mas cuja ideia do “nosso líder” foi descoberta ultimamente, secundada pelos seus acólitos em entrevista à SIC Notícias. Quando a Galp acordou do sonho da possibilidade de uma segunda refinaria, motivada pela iniciativa da Petroplus ou de um senhor Patrik Monteiro, imediatamente um célebre líder de esquerda relembrou o problema do “pagamento do ozono”, como a China ou USA estivessem muito preocupados com o assunto. Se, por acaso, o estro político não vislumbra iniciativas de acrescentado valor económico que, porventura, existem; pelo menos, insistiria no estado calamitoso de um centro nevrálgico industrial com o péssimo acesso de vias em que se encontra mergulhado. Este “navegar à vista”, cujo intuito passa somente no acesso ao poder, pelo menos, podia enxergar aquilo que é mais óbvio; mas, nem isso parece discernir, quando meia dúzia de quilómetros faltam de auto estrada; ou, pior, ainda quando se bloqueia uma já existente. Tudo isto, para não citar aquela espanhola, secretária-geral da Juventude da Internacional Socialista.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

EUROPOLITIQUE: Do Soyo ao Sonho

With a delay of 7 months in relation to your programming, the future highway of Soyo, "American dream", fills a gap in communication between the "oil city" and Luanda. With its 44, 5 meters wide and six lanes, seven bridges stand along this road, whose cost approaching is the 1.6 billion dollars, and each kilometre for 3.2 million dollars, to 500 kilometers long. The grandeur of this work, with detours and construction of secondary roads, building bridges, oil pipelines and electricity cables, approaching European costs, despite falls in an African country. However, its construction and putting into service of the economic and industrial fabric, and also of the Angolan people requires that management find means to its sustainability. The warning from F.M.I. about the Angolan recipes involve a diversification that leave only those that come from the oil sector. Moreover, the role of the State should be responsible for three essential pillars: social security, health and education; they are growing and not developing properly. If it were possible to split the P.I.B per capita "in Angola by the monthly salary, surely that opposition party, UNITA, would have reason to promise $ 500 per month to his constituents. However, the Angolan situation with salaries between $ 150 and $ 500 per month, in large sections of the Angolan population. Although some students of "schools of oil" will receive 1,500 dollars, only after many years, when engineers, will reach the 10,000 dollars. This, I mean that civil society in Angola is still in its infancy, although the training of Angolan cadres is promising in a short time. Within short time, Angola will reach the 20 million inhabitants; so, the grandeur of the great highway of Soyo fits in the "dream" in which his "ideal" ceased to be, when it is implemented, despite its delays and incidents.
Com um atraso de 7 meses em relação à sua programação, a futura auto estrada do Soyo, bem ao estilo americano, vem preencher uma lacuna de comunicação entre a cidade petrolífera e Luanda. Com os seus 44, 5 metros de largura e seis faixas de rodagem, sete pontes se erguem nesta via, cujo custo se aproxima dos 1,6 mil milhões de dólares, ficando cada quilómetro em 3,2 milhões de dólares, para os previstos 500 quilómetros de extensão. A grandiosidade desta obra, implica desvios e construções de estradas secundárias, edificação de pontes, implantação de oleodutos e cabos de electricidade, aproximando-se dos custos europeus, apesar de se situar num país africano. Todavia, a sua construção e colocação ao serviço do tecido económico e industrial, e também do povo angolano requer que a sua gestão encontre meios para a sua sustentabilidade. A advertência do F.M.I. acerca das receitas angolanas implicam um diversificação que se afaste unicamente daquelas que são provenientes do sector petrolífero. Aliás, a função do estado deve ser responsável por três pilares essenciais: a segurança social, a saúde e a educação; que estão em crescimento e não propriamente em desenvolvimento. Se fosse possível dividir o “P.I.B per capita” angolano pelo salário mensal, certamente que o partido da oposição, UNITA, teria razão em prometer 500 dólares por mês aos seus eleitores. Todavia, a realidade angolana debate-se com salários entre os 150 dólares e os 500 dólares, por mês, em grandes camadas da população angolana. Ainda que alguns alunos de “escolas do petróleo” recebam 1.500 dólares, somente ao fim de muitos anos, quando forem engenheiros, atingirão os 10.000 dólares. Isto, quer dizer, que a sociedade civil em Angola é ainda incipiente, embora a formação de quadros angolanos seja promissora em breve tempo. Dentro de escasso tempo, Angola atingirá os 20 milhões de habitantes; por isso, a grandiosidade da grande auto estrada do Soyo encaixa-se no “sonho” em que o seu “ideal” deixou de o ser, quando for concretizada, apesar dos seus atrasos e peripécias.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...