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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

EURO POLITIQUE: A Angola de Martin Schulz/Tango argentino na Sorbonne




“Como eu, a maioria terá uma ligação a Angola e a Portugal!....”

“Great”!... – Martin Schulz - Presidente do Parlamento Europeu

Se por causa de Angola perdemos o nosso “modelo económico, social e democrático”, perdemos a nossa identidade europeia, porque falar de “cidadania europeia” é quase um mito, e certos comentários de um Representante dos Cidadãos Europeus é pura e divina música.

Não é de agora que ouvimos franceses e alemães falar acerca das nossas relações com Angola. Aliás, um adjunto da campanha de “Marketing de François Miterrand”, numa cidade portuguesa algarvia, mais exactamente, Faro, comungava das vossas ideias.

Portanto, a história é velha!...

Caro Representante dos Cidadãos Europeus já estamos habituados a essa música.
É pena não ter andado com eles na escola em Lisboa ou Paris.


P.S.
"Lamento muito que tenha havido pessoas que tenham tentado interpretar mal algo que não pode ser mal interpretado" = "Grande Música" - Tango argentino na Sorbonne!...

A Sorbonne tem:
Anfiteatros para música argentina
Salas par exibição de filmes angolanos
Salas para alunos em filosofia moral e política.("sociedade civil" minimamente organizada!...)


EURO POLITIQUE 304: O "Correio da Manhã" dá 30 milhões à China.



O pomposo título do Correio da Manhã: “Estado oferece milhões à China” situa-se naquele êxito deste diário vespertino, construído à base de 50% de “crónica negra” e 25% de “crónica cor de rosa”, criado à imagem e semelhança do “Parisien Libére´”.
Além disso, reverte uma apologia que se aproxima da tradição católica, avessa aos juros e lucros, e pouco condizente com a ideologia protestante, para não mencionar o rancor sistemático de uma certa esquerda ao capital.
E, no mesmo dia em que faço a leitura sumária de dois matutinos, por mera coincidência, recebo um telefonema da “concorrência espanhola”, ou, da liberalização dos preços da energia eléctrica, afirmando categoricamente que “a EDP é chinesa”!...
Os chineses compraram 780 milhões de acções da EDP, que lhes podem render, em bruto, 132, 6 milhões de euros, se houver 0,17 cêntimos por acção. E, pelo facto, de serem compradores arrecadam o bónus como qualquer comprador, e como qualquer comprador devem pagar dividendos ao Estado.
Todavia, o Correio da Manhã, omitiu que cada accionista paga uma média de 20% sobre cada acção, e neste sentido o Estado Português deve arrecadar 26, 52 milhões de euros.
Se, por acaso, o Estado Português anda distraído, será função do Correio da Manhã alertar para que tal entidade não perca perto de 30 milhões de euros.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

EURO POLITIQUE: 304 - A Madeira de Merckel



Evocam-se os mais célebre pensadores alemães para que encontrem uma “luz ao fundo do túnel”, que se torne como um “raio luminoso” nesta “Razão Europeia”, como projecto político.
Confundir um “projecto político” com um projecto de “pontes, túneis e viadutos bonitos” numa ilha perdida no Oceano Atlântico, tem um sabor a “Madeira Wine”.
Por isso, não sei se “espírito germânico” invadiu a Madeira, nem sei se um tal dito “espírito de um povo”, no sentido de Hegel, domina a Europa, secundado pelo “seguidismo” francês, e, se alicerça unicamente no contexto produtivo e económico.
Por agora, “a razão europeia” e sua “racionalidade”, como projecto político, parece que se desvincula dos antigos ideais da “democracia grega”, caso paradigmático e actual, para se suster na dimensão do “Homem unicamente económico”, ou do “Homem Unidemensional” de Herbert Marcuse.
A dita globalização perpassa por esta “unidimensionalidade”, meramente económica e mercantil, em que todos os outros espaços definham, tal como a Ilha da Madeira devia estiolar, apesar de ser um “cartão de visitas” da dita Europa.
Portanto, todos os espaços da dita “Lebenswelt” de Marcuse reduzem-se à componente económica, em que os “impérios financeiros” determinam a mundividência das pobres criaturas humanas, desprovidas daquilo que é mais essencial para a sua existência.
A “superestrutura da economia”, desvinculada do “real valor do trabalho” adquire espaços de divergência que permite que esta flutue como uma autêntica prisão que devora os seus produtores, sobretudo quando são “empregados do turismo” e da “indústria do lazer”.
O “ócio”, ou, a “capacidade de reflexão” devem-se reduzir à capacidade mecânica e de embrutecimento do trabalho e do labor económico.
Infelizmente, a riqueza acumulada pela humanidade não tem a mesma fecundidade que a natureza, no sentido de Locke, tornando-se , muitas vezes, supérflua e aleatória no seu exibicionismo e esbanjamento.
Porventura, também, será a Madeira?...

EURO POLITIQUE. 303 - "Cartão Europeu"


Por “consentimento tácito” dizem-nos que somos europeus.
Alguns países utilizaram o “referendo”, outros não.
“É cidadão da União qualquer pessoa que tenha a nacionalidade de um Estado-Membro. A cidadania da União é complementar da cidadania nacional e não a substitui” (TCE, art.º 17).
Apesar de tudo “a cidadania da União não comporta, até à data, quaisquer deveres para os cidadãos da União, o que representa uma diferença substancial relativamente à cidadania dos Estados-Membros.
Quando se fala dos “direitos dos animais”, fala-se em direitos, mas não em “deveres”. Isto não quer dizer que com um milhão de aderentes se possa modificar algumas leis na Comunidade Europeia. Mas a clivagem da “sociedade civil” e a dita “sociedade política” é mais que evidente.
Antes da crise europeia falava-se do divórcio da sociedade ( a dita, “sociedade civil”), sob os comandos da “sociedade política”.
O “vínculo jurídico” do indivíduo com a União carece do beneplácito de cada Estado.
Grosso modo, é através de uma espiral de instituições que se construi a Europa, ou, respeitando a “pequenas oligarquias”, para culminar numa cúpula abrangente que se torna divergente.
Ainda que se apele à solidariedade, como valor essencial, ela permanece como disparidade, ou, como último recurso de execução, porque existe o Estado-nação.
Segundo os “experts”, a União Europeia não reuna capacidade da sua própria defesa, o que parece uma contradição aos “olhos do Povo”; nem exibe um conceito internacional de representação.
No entanto, a analogia é interessante: “os animais têm direito, mas não têm deveres”.
Nega-se ao povo a capacidade de interpretação dos “tratados”, já que uma certa “elite” decide sobre a sua implementação e aplicação.
Somente porque os “cidadãos europeus” são “seres sencientes”, mas desprovidos de razão, devem integrar esta União?
Há quem advogue que “no momento actual, em especial na União Europeia assume um carácter supra-nacional podendo o seu conceito ser usado de forma independente ou desvinculado do Estado-nação.”
Uma carta efectiva dos “direitos e deveres” dos cidadãos europeus, com o devido “cartão europeu”, credenciada pelos actuais meios informáticos, afigura-se como expressão de uma autêntica cidadania europeia.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

EURO POLITIQUE. 300: "Cartão Europeu"




Faltam 15 euros, (o salário mínimo, em Portugal, é de 485 euros) para atingir os famosos 500 euros com que o Governo Grego resolveu colmatar as necessidades dos seus cidadãos, após a entrada na moeda única. E, já lá vai uma década!...
Os nosso vizinhos espanhóis têm um salário mínimo na ordem dos 748 euros, contra os 870 euros dos gregos.
A dívida pública da zona euro, segundo o “”Eurostat”, no fim do terceiro trimestre de 2011, em relação ao seu PIB,  é a seguinte:

1 – Grécia................. 159,1%
2  - Itália ...................119,6%
3.-  Irlanda ................104,9%
4 – Portugal ..............101,1%....ou será..189,7 mil milhões de euros.
5 – Zona Euro .......... ..87,4%
6 – França ...................85,2%
7 – Inglaterra...............85,2%
8 – Alemanha .............81,8%
9 -  Espanha.................  66%

Além do porto do Piréu, na Grécia, ou, dos 25% da REN, em Portugal, aquilo que preocupa a Alemanha é a compra do gigante Putzmeister pela poderosa capacidade financeira da China.
Em relação à REN, aquilo que se espera é que os investimentos em Moçambique arranquem na sua devida força, e, que o Estado Português conceda as facilidades necessárias para que o “corredor de alta tensão” percorra devidamente o território moçambicano, libertando-se da dependência da África do Sul e ganhe autonomia própria no abastecimento da sua energia eléctrica. Nesta triangulação de interesses, certamente que esta empresa se encontra devidamente credenciada para tais projectos, além que existem outros, em plena África.
O célebre “bónus” de 500 euros na Grécia, numa “economia elitista” e numa “economia paralela” devem preocupar o futuro “governador europeu”, ao estilo de Napoleão, por encomenda da Alemanha.
A nós, portugueses, cidadãos europeus, com muitos direitos e pouco deveres, que não temos um “cartão supranacional”, devemos olhar para o nosso antigo caminho marítimo, ainda que os chineses não nos comprem o porto de Sines.
Em breve, a China ultrapassará a França como país importador, e tal como existe uma área reservada no porto do Havre, talvez Sines conceda alguns hectares para a famosa “fábrica do mundo”. É que o “celeiro do mundo financeiro” inunda com as suas sementes os campos europeus. Por isso, a Alemanha assusta-se com estas sementes, ou, porventura “ervas daninhas”.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Euro Politique: Entre os sistemas de Reformas





Um dia, Giscard d’Estaing queixava-se dos emigrantes que trabalhavam meia dúzia de anos para obter uma pequena reforma em França, cuja consciência contrasta com o “célebre rombo” na Segurança Social  (sistema de capitalização), desencadeada por um célebre ministro português, aliás "um político assume-se".
Torna-se claro, que os seis meses de diálogo, concedidos pela Segurança Francesa quando se atinge os “acertos das reformas”, ou seja, o seu “montante” contrastam com as decisões autoritárias e pontifícias do sistema português.
E, torna-se claro também, que a tradição francesa implica que qualquer “patrão” desconte para a Segurança Social, seja por um dia, mês ou ano, enquanto que estas regras somente eram cumpridas pelas empresas bem organizadas em Portugal.
Sem querer lembrar, e, será justo também comparar entre sistemas internacionais o seguinte teor: “a sua mãe nunca trabalhou!...”, para outro em que “a sua mãe é muito bem paga!...”. (Que diferença entre estados, faz-me lembrar Moçambique: "não recebe nada, porque tem uma linda casa", tal como o meu avô nunca recebeu nada, apesar de ter tido restaurante e carro nos USA, e contribuir para o estado!...).
Aristóteles dizia que o número é a “medida da coisa”. E, a “coisa” pública, sem citar a república, preocupa demasiado os portugueses.
Em 2011, O Estado português tem de gerir relativamente a reformas a linda soma de 22 400 000 euros. Em Portugal existem dois sistemas: A Caixa Geral de Aposentações  (Estado) e a Segurança Social (Privado):

CGA (Compensação)

“Quer melhor patrão que o Estado!...” – Lx, CGA( ano 2000).
Se, em 2011, se reformaram 22. 380 pessoas, na Caixa Geral de Aposentações, com um número de reformados na ordem dos 561 000 contribuintes, atingindo a soma de 7 900 000 de euros . Deste universo existem 5.226 (8%) com reformas acima dos 4 000 euros, 127 000 (30%) com reformas entre 2 e 3 000 euros, de um total de 440 200 subscritores de um sistema que não funciona por capitalização, mas por compensação (os activos pagam os passivos!...). Deste universo 347.820 ganham menos de 2 000 euros, rondando a média ligeiramente acima dos 1 000 euros, (1087).

Segurança Social (Capitalização)

A totalidade deste universo atinge 1 800 000 pessoas, perfazendo uma soma de 14 500 000 de euros. Claro que o “célebre rombo” se deu neste sistema. Nada menos de 1 400 000 pessoas auferem entre os 216 a 419 euros, que se traduz numa percentagem de 65%. Neste sistema de capitalização, existem 544 pessoas que auferem acima de 5 594, onde pontifica Emídio Rangel com uma reforma de 27.957, recebendo actualmente 17 000 euros pelos “dias gloriosos” da SIC (50.000).

Os sistemas complementares de Reforma

Se dispensou anos em estudos superiores, no sistema francês de Segurança Social, pode compensar os anos dedicados à sua carreira contributiva. Aliás, os “sistemas complementares” colmatam certos limites impostos pela Segurança Social.
Em Portugal, os famosos PPR’s, tanto particulares como do Estado são um sistema de capitalização que em nada contribuem para a dignificação das reformas.
Os incentivos à criação de plataformas de segurança nas reformas são praticamente inexistentes.
Conclusão:
“Governar é difícil”, mas gerir 22 400 00 de euros não é tarefa fácil!...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Euro Politique 253 . Angola e Kilamba Kiaxi



T2 69 MIL USD
T3 85 MIL USD
T4 115 MIL USD

Informações vindas de terceiros
Para aquisição de casa na nova cidade do Kilamba Kiaxi, deverão organizar os seguintes documentos:

• Fotocópia do BI;
• Fotocópia do Cartão de Contribuinte;
• Registo Criminal;
• Declaração de serviço espelhando o salário base;
• Fotocópia dos 3 últimos recibos de Salário;
• Extracto Bancário.



A cidade de Kilamba Kiaxi apresenta-se como a “nova coqueluche” do projecto habitacional de Luanda.
Construída por 9 000 chineses, em que participaram quase menos de 2 000 angolanos, talvez se apresente como um “negócio da China”.
Se compararmos com a realidade moçambicana torna-se evidentemente que o preço base devia ser de 40 000 dólares, na nossa óptica de europeu e de “analista isento”.
Todavia, para além das questões económicas, dos créditos bancários, ou, dos salários angolanos, que somente a indústria petrolífera pode suportar, aquilo que mais confrange é o “mundo do trabalho”.
Portugal cometeu um erro crasso quando aboliu as Escolas Comerciais e Industriais. A formação profissional foi um caos!...
A França tem mecanismos de compensação para estas realidades profissionais.
Um dos êxitos do Brasil no seu combate à pobreza começou pelas escolas. É através das escolas que os problemas de uma sociedade podem encontrar caminhos de saída. A escola é um laboratório da sociedade.
Mas os “certificados de competência profissional” também podem desenvolver-se através da prática.
Cabe aos seus agentes encontrar as melhores formas, mas certamente que “Kilamba Kaiaxi” não se apresenta como exemplo profissional e comercial.





N.B. Oxalá não acontece como os prédios de Maputo, onde há problemas de condomínio, onde é necessário um guarda de segurança!...

Nem aconteça como os “ghettos” da gente rica brasileira, enclausurada do resto da sociedade, com os célebres “arrastões”!...



Claro que os novos proprietários tem de pagar condomínio e imposto municipal.
Ora, os salários começam com um motorista a ganhar entre 300 a 500 dólares e chegam aos técnicos de petróleo a ganharem 12.000 dólares.
Nem tudo são rosas!...


P.S. Claro que no mercado particular os andares se situam entre os 2 milhões e 500.000 dólares, e se tiver sorte, aluga um espaço habitacional por 2.000 dólares.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...