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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Portugal-Angola.8

"VOU LEVAR-TE COMIGO, IRMÃO..."






O famoso "Trio Odemira" actuava em Luanda e encontrou dois jovens que lhes pediram as guitarras.
Os dois jovens tornaram-se no famoso "Duo Ouro Negro"
Numa pequena localidade alentejana, já na sua fase de decadência, ainda ecoava:
"Vou levar-te comigo, irmão!..."
A simplicidade e o estro mundial bafejaram estes dois jovens pela mão amiga do trio de Odemira.
A fama e o dinheiro são passageiros, mas os ideais permanecem.
Ainda, hoje, o trio canta o duo, do irmão!...
A pujança económica de Angola deveria ser arrastada pelo olhar atento do irmão. Por vezes, o materialismo africano esquece o valor fraterno, do irmão que jaz ao seu lado.
Os ideais do humanismo devem percorrer o exibicionismo desmesurado daqueles que, talvez, foram bafezados pela sorte demasiado cedo.
Se Angola tem 40% de desempregados, a sua riqueza deve estender-se àqueles que são mais desafortunados.
"Audaces fortuna juvat"!...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Portugal-Angola.7

O feitiço virou-se contra o feiticeiro










Entre as "mangas de alpaca" e os "punhos de renda" sempre preferi o "pó do giz".
Alguém, de forma incógnita, me relembrava os 90 milhões de contos da dívida angolana.
 Retorquia-se que eles possuiam petróleo.
Mas as incógnitas de um "convite oficial" (ou, secreto) africano esbarram no eco "daquela voz" que ousava dizer: é necessário "briser les chaînes" do "apartheid".
Rugiu "o leão ferido" nos seus ideais, mas o seu grito encontrou eco nas sendas da história.
Nesta encruzilhada, encontram-se muitos portugueses, incomodados, pelo capital angolano!...
As parcerias económicas ou financeiras são bem-vindas.
Mas para além do capital, os laços de amizade entre os povos devem cimentar-se para que Angola possa afirmar-se, perante o mundo, com um rosto humano.

Portugal-Angola.6


O Feitiço angolano

O festiço angolano sempre ensombrou o espírito de Gunderedo.
O seu apelo ressentiu-se da recusa paternal do chamamento dos Caminhos de Ferro de Benguela, mas reacendeu-se naquela pequena "empresa de limpeza" da cidade de Luanda, quiçás, sob a égide de Isabel Péron!...
Ou, porventura, serão as pegadas da família Mota, por vezes, ancorada na sua pátria, que caminharam numa futura e importante "Mota-Engil"?...
Se, certos ideais pessoais se esvaneceram, traçou o destino que as suas insondáveis confluências desabrochassem em centelhas de amigável colaboração.
Mas o feitiço que é feitiço continua enfeitiçando os que lá estão, e, aqueles que escrevem com a mão.
Um dia interroguei o Águalusa:
" - Sabe que na tradição africana não existem patologias mentais" (Barroco Tropical, pg. 82)
Existe o "festiço"?.
À resposta, acrescentou, que a mesma questão já lhe tinha sido feita na América.
E o festiço enfeitiçou, novamente, o interlocutor, cujo nome está num "site" americano, reconvertido no espírito de Gunderedo.
Mas existe feitiço angolano!....

Portugal-Angola.5

Ao aventureiro agrícola





Os contratos com a Inglaterra desnaveciam no seu intercâmbio.
A sua paixão era a agricultura.
As relações políticas ensombravam os negócios.
Eis que uma nova paixão se acende na sua ansiedade.
Deixa tudo de lado, e, de armas e bagagens, ele ruma ao solo angolano.
Hectares são disponibilizados para refazer a sua paixão agrícola e o seu engenho comercial.
Admiro a aventura de certos portugueses!...
Espero, brevemente, encontrar-te!...
Oxalá, a tua determinação dê um contributo para o povo angolano!...

Portugal-Angola.4

"Sôdade"





Elegante na forma, destemido no carácter, renasceu a saudação amigável, após instrução militar.
 - Então, quais são os teus projectos em Portugal?
Rapidamente, retorquiu, na  sua determinação angolana.
- "Como posso ficar aqui, quando a minha irmã caminha de arma às costas"?
Nunca mais, nos saúdamos, nos vimos, nos recordámos!...
O destino marcou rotas confusas e indeterminadas.
Joaquim Malongo. Onde estás?!...
Aquele refractário, de letras vermelhas, vagueava nos aviões da "Air France", quando lhe era possível atravessar as fronteiras, ainda avesso às tropas portuguesas em Angola.
Se um dia me releres através desta "rede social", cumpriremos aquela "saudade!...

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Portugal-Angola.3

MUXIMA, MAMA MUXIMA!..






O grito sonoro timbrava nas mãos erguidas no "néon" citadino, prolongando-se nas suas brumas das águas do Tejo.

     -  Muxima!....Muxima!...

O eco estremecia como cântico interior em oração, enternecido pelas tágidas musas camonianas

     -  Muxima!...Muxima!...

Lá, longe destas águas ribeirinhas encontrava-se outro rio, irmanado pelo mar salgado que refluía em sobressalto!...

     -  Muxima!...Muxima!...

Revejo-te na calma e doçura da tua paisagem, como miragem. Ícon que se reconstrói no reflexo do eco, em abraço de perfeito amplexo.

     - Muxima!...Muxima!...

E o teu cantor sofria em actor

     - Muxima!...Muxima!...

O "Valdemar", envolvido, no teu mar
dizia-me a sussurrar
uma vez, lançado ao ar
é só dizer um "Ah!... Ai!...Ah!...Ai!..."
Vai!...Vai!...Vai!....
Muxima!...MUXIMA!...
espalhar a concórdia
no amor de filho e pai.
Muxima!....

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...