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terça-feira, 25 de outubro de 2016

EUROPOLITIQUE: O investimento no sector agroalimentar em África, apoiado pela União Europeia


O lema de “combate à pobreza” é um dos "leitmotiv" do “Jornal de Angola”, aliás, propagado "objectivo político" que não encontra adequação no "investimento económico ou financeiro" dos capitalistas angolanos. O sector agrícola demora anos a  dar "frutos ou lucros", que não são imediatos.
Angola importa, nada menos, de 2,3 mil milhões de euros em produtos agroalimentares,  dos quais 700 milhões tem origem em Portugal. Todavia, Portugal, como País exportador, também importa, no seu conjunto, nada menos de 2,8 mil milhões de bens alimentares.
Dizer que uma “lata de ervilhas” é mais barata na Alemanha do que em Portugal, é dizer que muitos produtos alimentares são mais caros em Moçambique ou Angola do que em Portugal. Aliás, o preço destes bens alimentícios gera tensões sociais nestes países africanos. A sua escassez, ou, o seu preço obrigam à procura destes bens nos seus países vizinhos.
A terra arável em Moçambique e Angola é abundante, todavia o País do Índico, somente, exporta 36 milhões de euros em produtos alimentares , enquanto que importa, nada menos de 1,4 mil milhões de euros. De tal forma que, nas suas visitas ao estrangeiro, os moçambicanos procuram abastecer-se de produtos alimentares
Parece que a União Europeia mudou de “orientação política”, trocando o papel das Ong’s para o papel do sector privado, e, deste modo, concedendo créditos na ordem dos 3,6 mil milhões de euros, para financiar o sector agro alimentar em África.
Deste montante, concretamente, não são referenciados os valores concedidos para os países da CPLP, no entanto, certas vozes apelam e incentivam na audácia dos "empresários portugueses" para que invistam, conjuntamente, neste sector.
 
Eis, a CPLP :
 
       -         300 milhões de habitantes

-         4% do P.I.B. mundial

-         2% do comércio mundial

-         50% (?) de reserva de gás e petróleo

-         5.ª língua mais falada no mundo
 
-          2.ª língua mais utilizada na Internet.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

EUROPOLITIQUE: O rico Património do PCP em Portugal.

 
Um jovem candidato às estruturas do PCP reclamava um "bónus extra" sobre a sua actividade laboral, já que outros consortes partidários beneficiavam de tais "ajudas ou regalias".
A quantia reclamada aduzia-se a "custos de estadia", ou melhor "casa paga", já que outros beneficiários seriam recompensados por idênticos serviços autárticos. Insatisfeito pelo não cumprimento de tal exigência, já que de um "suposto direito interno" se tratava, o jovem e ambicioso candidato rumou a outras paragens.
Claro que todos os partidos têm os seus "pequenos estratagemas" de compensação pelos "serviços prestados", além da intensa luta por "cargos e posições" dentro de qualquer estrutura partidária, que antecipadamente, e em lutas eleitorais se posicionam com "lugares de fila" a qualquer "cargo oficial". É necessário uma "autêntica escola" para aceder às "manobras internas e partidárias". (Quem não está preparado que não se meta nestas "andanças partidárias", já que, por vezes, resvalam no  "vale tudo", daí a desconfiança de "honrados homens").
Todavia, o património do PCP, que atinge "250 prédios urbanos e 50 prédios rústicos", com um pagamento de I.M.I. na ordem dos 29.250 euros, revela um "estrutura capitalista" que não condiz com os seus ideais. Como partido, mais parece um "igreja" com um rico património, onde os seus fiéis são abençoados, materialmente.
Importa dizer que a atenção à situação de pobreza em Portugal carece de uma nova organização que este partido tem de implementar.
Como legítimo "partido dos trabalhadores", - PCP - por que não criar uma "empresa" ou um "fábrica", com rendimentos partidários?
 

sábado, 22 de outubro de 2016

EUROPOLITIQUE: “Na terra dos 1.000 lagos” – Bob Dylan


 

Este “Lago Superior” que inunda os USA e o Canadá, onde se situa “Duluth”, terra natal de Bob Dylan, é a zona territorial, mais conhecida por “1.000 lagos”, tal é  a abundância de planícies, plantadas de milho, e, a profusão de inundadas e pequenas enseadas de água, que bordejam e dão caudal ao famoso “ Mississippi River”.
“Mal educado” e “arrogante” foi a classificação sueca, dada por um seu arauto, em relação ao “trovador” Bob Dylan, que ainda não respondeu a tal emérito prémio.
Como uma “jibóia” a digerir a sua “presa”, ou, prisioneiro de um “Nobel”, caído da “terra da neve”; o seu “gelo” sueco  ainda não derreteu na “terra dos 1.000 lagos” americana. Nada de admirar neste “fauno e trovador”, avesso a condecorações, quando elas são mais de “alto gabarito” europeu.
As extensas pradarias, que avionetas cruzam particularmente, são atravessadas por comboios de mercadorias que circundam os USA e a fronteira do Canadá.
Os passageiros ausentes destes comboios circulam de carro, ou, voam de avião para as zonas paradisíacas da Califórnia ou Miami Beach.
Viajar de “autocarro” é um meio das classes mais desafortunadas. Por isso, na indagação entre Duluth e Chicago, a jovem mãe de rosto esbelto, quando inquirida sobre a direcção deste meio de transporte, pressentiu um “assédio sexual”, que o jovem professor universitário teve de desmentir perante tal ousadia.
Será que a Academia Sueca relança um “assédio académico” ao incauto Bob Dylan, qual virgem ainda pudica, que se oculta em Jean Paul Sarte, estando-se “borrifando” para este tipo de “existencialismo” literário?
Enclausurado na imensidão das planícies do Minnesota, o “ruminante” Dylan, digere a melhor forma de retorquir à “Academia Sueca”, desfazendo o epíteto de “mal educado” e “arrogante”.


Answer: «Bob Dylan: “If I accept the prize? Of course.” Nobel Foundation Press Release on the 2016 Literature Laureate».
13:59 - 28 de out de 2016

Obs.:  page sights weekly - 17/10/2016 - 24/10/2016 = 92,8% USA,  0,028% Portugal,  CE 0,043%. 




quinta-feira, 20 de outubro de 2016

EUROPOLTIQUE: Um "Nobel" e um trovador rebelde - BOB DYLAN


Com a neve do Minnesota, em Duluth.
Entre os anos 60 e 70, muitos jovens americanos, faziam uma "pausa sabática", tirando um ano de "férias ou descanso" para conhecer a "velhinha Europa".
Antes dos famosos anos 70, Bob Dylan ainda desconhecido do grande público, aproveitou a sua deliciosa França, para contactos com a literatura francesa, para visitar a campos de ciganos com as suas festas, auscultando o seu ritmo e a sua música.
Com grandes "mochilas" enchiam as casas de juventude na Europa, e, para meu espanto, um jovem dizia-me que queria "ser escritor".
Inserindo-se nos costumes dos jovens americanos, naturalmente, Bob Dylan deambulou por terras francesas, inquirindo amigos gauleses, versados nas letras e poemas franceses e deliciando-se com a sua literatura.
Com êxito consagrado, a componente musical que irrompeu pelos anos 70, pela mão de Bob Dylan, associa os cantos de revolta juvenil, que seduzia a sua juventude e a dos outros jovens.
De repente, estrondosamente, tornou-se um mito da "beat generation".
Esta áurea,  que embora não o seduza, entroniza um certo mistério neste personagem. De figura lendária, tornou-se numa misteriosa senda, tornada na "saga" Dylan.
A Academia Sueca ainda não obteve uma resposta definitiva desta figura lendária e misteriosa. Todavia, alvitra-se, que durante o mês de Dezembro, aquela "voz rouca com timbre metálico", esconjure a rejeição de Jean Paul Sartre, existencialmente; e, se afirme com uma dádiva musical e humanitária, para gáudio dos seus "fans".   

domingo, 16 de outubro de 2016

EUROPOLITIQUE: Um "Nobel" à deriva, nas mãos de Bob Dylan (Robert Allen Zimmerman - Duluth, Minnesota, 24.03.1941).

Saint Germain des Près?
A reacção de Bob Dylan ao "Prémio Nobel da Literatura", presume-se, que não seja igual à atitude de rejeição do famoso filósofo existencialista Jean Paul Sartre.
Ainda me recordo do desconforto de algumas francesas, acerca dos investimentos e "acções" de Bob Dylan na indústria aeronática!...
O mais expoente músico da "beat generation" "está-se nas tintas" para o que digam dele.
Faz as coisas e músicas, com um intuição que não se interessa, nem pelo seu "ego", nem pelo "ego" dos outros, embora não padeça de egocentrismo, e, esteja sempre atento à humanidade.
Por isso, a sua crítica mordaz e certeira não deixa indiferente qualquer pessoa que ousa estende o seu olhar pelo mundo.
Esperemos pela sua reacção inédita, pois tudo, pode surgir!...
Aliás, continua sempre o mesmo "enfant terrible", apesar dos seus 75 anos de existência; e, nisto nada deve a Sartre.
Por recordação, também as águas do rio Minho, onde algum amigo se oculta, ou, as águas do Rio Coura no ano de 2004, seu afluente, reflectem as suas cores e rouca voz, conservando vestígios da sua breve passagem e da sua marca musical, que tantos jovens marcou.
A marca musical, os seus poemas satíricos, (qual deus grego Dionísio deambulando com os seus diritambos), reafirmam, na cena mundial, este estilo rebelde que caracteriza Dylan, não só na música, como no poema.

N.B. Pages sights weekly- 10-16/10/2016 =  90% USA /  0.0821 %  Portugal / 0.036 % CE.

 

EUROPOLITIQUE: A Economia Caseira ou Doméstica

Se, em 2019, o salário mínimo português atingir os 600 euros, presentemente na ordem dos 530 euros, abrangerá, possivelmente, uma quota de 650 mil trabalhadores. Neste momento, o salário mínimo espanhol atinge os 655,20 euros; quer dizer, que com três anos de avanço, Portugal se quedará a 55 euros do salário mínimo, actual em Espanha.
Infelizmente, a realidade espanhola abrange um universo de 5, 8 milhões de trabalhadores, que somente auferem 600 euros mensais.
O salário mínimo na Bulgária é da ordem dos 215 euros; enquanto que, no Luxemburgo atinge os 1.923 euros, em 2016.
O SMIC francês é da ordem dos 1.466,62 euros (bruts), em 2016, enquanto que o líquido (net) se situa-se na ordem dos 1.143,72 euros.
Mas, todo um conjunto de países, nos quais se incluem Portugal, Grécia, Espanha, Malta e  Eslovénia, contêm salários na ordem dos 500 a 1.000 euros.
a)      Liberdade de movimento de produtos e mercadorias,
b)      liberdade de movimento de serviços,
c)      liberdade de movimento de pessoas e trabalhadores
d)      liberdade de movimento de capital”
As quatro liberdades fundamentais da União Europeia, que se situam exclusivamente na ordem económica, contrastam com a "realidade política e social" da Europa. A defesa do sistema social europeu, (direito à saúde e educação e apoio social), diverge da economia liberal americana. Por exemplo, as férias nos USA são um bónus do patronato; enquanto que, na Europa são um direito dos trabalhadores (congé payé - instituído por decreto, em França, pelo imperador Napoleão III em 09-11-1853).
Com um crescimento na ordem de 1%, com uma dívida pública de 130% do seu P.I.B., a economia portuguesa procura fazer contas ao dinheiro caseiro e doméstico.
Enquanto que, a Airbus lança para o espaço 10.000 aviões, as empresas portuguesas parece que não desempenham qualquer papel fulcral na sua economia. O exterior da economia portuguesa carece de análises acerca das exportações; e, somente o turismo avalia o seu impacto na economia, por uma fasquia dos 15%.
Parece que os 4% do P.I.B. alemão injectados na “economia do Leste da Alemanha” não produzem efeito já que se mantêm as diferenças nos seus 77% com a Ocidental Germany. Os fundos europeus são um lenitivo que anseiam por maiores transferências que serão difíceis de realizar. Portanto, este porta-aviões tem de encontrar meios de descolagem das suas pequenas avionetas. Por enquanto, resta-nos esta "economia caseira e doméstica".

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

EUROPOLITIQUE: O dinheiro e a falta de juventude nesta Europa

A injecção de “dinheiro fresco” pelo Banco Europeu, para reanimar a economia europeia, parece que não está a dar frutos. Os bancos têm um excesso da ordem do milhão do milhão de euros, a nível europeu, sobre o qual têm de pagar juros.
Esta injecção de dinheiro supera em ¼ o P.I.B. de “Île de France”; quer dizer que esta “região francesa” podia “parar e dormir” durante quinze meses.
Ora, digamos que para os “parigos e seus vizinhos” seria um excelente, “dolce fare niente”!...
Quem escreve isto pouco percebe de economia, sistemas financeiros, dívida externa e interna, quejando.
A realidade portuguesa, com os seus 4 mil milhões de euros, em caixa nos bancos, arrasta-se com a falta de inovação, competitividade, credibilidade das empresas. Por acaso, até surge um caso paradigmático, na Câmara de Nazaré, (que o art. 62.2 da Constituição Portuguesa não soluciona ou prevê!...) que contradiz os itens anteriores.
Falta de  empreendorismo , inovação, criatividade, (risco e valor, que os bancos não abençoam muito), entravam o desenvolvimento da economia. A fraca dimensão das empresas, alicerçada às pequenas e médias empresas, que esperam que o consumo aumente e progrida, emagrecem na falta do funcionamento do dinheiro, ou, no consumo.
O medo e o receio dos pequenos e médios contribuintes contrasta com as medidas draconianas de "tabelas económicas" que lhe retiram a confiança no investimento. Além disso, a grande maioria das poupanças dos portugueses é enterrada, naquilo que os franceses chamam a “pedra”, ou seja, a habitação. Quase não existem mecanismos de aforro, de investimento em acções ou bancos, porque se arrisca a sua falência.
O “valor confiança” é essencial no funcionamento do dinheiro. Por isso, as “doses de desconfiança” que certos analistas propagam não ajudam em nada a economia. É preciso “crescer” e “saber crescer”. É preciso juventude, onde falta a juventude. Esta Europa de “velhos feitos” carece de “sangue novo” que a revitalize.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...