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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

EUROPOLITIQUE: Juros negativos para Portugal

Dívida Pública Espanhola em milhões de euros
Enquanto que Portugal regista juros negativos em empréstimos, quer dizer, que paga menos daquilo que pediu emprestado, a situação da dívida pública espanhola não é de grande alívio.
O destaque deste empréstimo português é digno de ilustração do Jornal Figaro, já que apesar da falta de orçamento em Bruxelas e clarificação governamental em Portugal, os mercados dão sinal de confiança num país, que parece que não anda à deriva.
Segundo a imprensa hispânica, cada um dos "nuestros hermanos" deve aproximadamente 23.000 euros, por causa da dívida pública espanhola.
Por isso, a dívida pública espanhola atingirá os 100% do seu P.I.B., no fim de 2015, vindo juntar-se, infelizmente, ao grupo dos "cem por cento", em que Portugal está inserido.
Quer dizer, que a dívida espanhola quase triplicou em oito anos, ou seja, antes da crise; e, o seu peso terá reflexos económicos e sociais sobre o nosso vizinho. Todavia, enquanto que os alemães compram carro novo, na média dos 5%, a Península Ibérica ultrapassa os 20%, em Espanha; e, Portugal alegremente ainda ultrapassa esta média espanhola.



O salário médio em Espanha atinge somente os 1.315 mensais, enquanto que o Salário Mínimo (SMI) é da ordem dos 645 euros, que os espanhóis esperam ultrapassar nas compras de Natal.

Se utilizássemos a "terminologia de François Hollande," díriamos que em Espanha existem 325.071 pessoas consideradas na classe de "ricos"!...
Este número pode ser incluído na Classe Alta.
Todavia, englobando a população dependente do seu salário em Espanha, teríamos a seguinte classificação:
Classe Média Alta = 1.050.664 salariados
Classe Média Mediana = 929. 378 salariados
Classe Média Baixa = 1.749.122 salariados.
A junção da classe média alta e mediana aproxima-se, numericamente, da classe média baixa.
A totalidade deste conjunto = 3.679.164 de salariados.

N.B. Espanha, considerada entre a 15.ª e 13.ª economia mundial, entra no "five ever", ou seja, afirma-se como a 5.ª economia europeia. Exporta para Portugal 19 mil milhões de euros, enquanto que Portugal atinge a fasquia de 11 mil milhões de euros de exportações. Portugal constitui-se, portanto, como o 8.º fornecedor de Espanha, com mais de 6.000 empresas exportadoras; ainda que o crescimento económico espanhol seja da ordem dos 3%, enquanto que o crescimento português balance entre os 1,7 e 1,8%.  












domingo, 15 de novembro de 2015

EUROPOLITIQUE: Cabo Verde - "El Caribe Africano"


Situado a 1.600 quilómetros das Canárias, Cabo Verde, segundo a imprensa espanhola, arrisca-se a tornar-se no Novo Caribe.
O turismo constitui a nova aposta de Cabo Verde, representando 20% do seu P.I.B., que espera atingir o milhão de turistas dentro de quatro a cinco anos.
Neste sector, a contribuição espanhola assenta nos hotéis  Meliá  (com quatro hotéis até 2018) e hotéis Riu.  A presença portuguesa destaca-se com os hotéis Pestana.
Além disso, 75 empresas espanholas contribuem para o desenvolvimento geral de Cabo Verde.
As pescas, por influência espanhola, originaram 44 milhões de euros de exportações.
Conjuntamente com o desenvolvimento turístico surge o rendimento “per capite”, que passou dos 175 euros para os 4.000 euros, em três décadas.
A liberdade de expressão e imprensa, a estabilidade política, o desenvolvimento educacional são factores que influenciam positivamente este desenvolvimento turístico.
As empresas turísticas, mais credenciadas, apostam neste sector, como é o caso dos hotéis Hilton que desenvolve um projecto de 46 milhões de euros, num complexo de 550 camas. O hotel casino do grupo francês, situar-se na cidade do Mindelo.
A nova designação do “Caribe Africano” é um sinal de confiança que começa a atravessar fronteiras.


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

EUROPOLITIQUE: Investimento chinês - 2010-2014

Investimento chinês na Europa em milhões de euros
O maior investimento chinês situa-se na Inglaterra, praça europeia financeira, por excelência, da Europa.
Em quarto lugar surge Portugal com 6.580 milhões de euros. 
Espanha recebeu, em 2014, 610 milhões de euros, ou seja, 49% mais do que no ano de 2013. 
No período de 2012-2014, o investimento chinês, em Espanha, alcançou os 1,662 milhões. 
Enquanto que, em Portugal são as empresas  eléctricas, seguradoras e de saúde, que captam o investimento chinês; na Espanha, são o ramo hoteleiro, alimentar e distribuição vinícola que na base do capital da China.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

EUROPOLITIQUE: Portugal vive com três meses de crédito





Portugal vive a crédito a partir de Outubro.
Quer dizer, as receitas não chegam para pagar as despesas, segundo um estudo conduzido pelo Instituto Económico Molinari.
Ainda que Portugal e a Itália, apesar dos seus déficits consigam equilibrar as suas contas na Segurança Social e nas autarquias.
Todavia, este déficit entre receitas e despesas afecta também outros países, como: a Espanha, Bulgária e Croácia que entram na mesma linha.
A França viverá, também a crédito a partir desta segunda-feira de Novembro, já que gastou 390 mil milhões das suas receitas, atingindo uma dívida de mais de 2100 mil milhões de euros.
Somente, quatro países escapam a este déficit, já que são os chamados “excedentários”: Alemanha, Dinamarca, Lituânia e Estónia.
Em  2014, todos os países da União Europeia entraram em déficit. 37 dias, antes do fim de ano.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

EUROPOLITIQUE: Salários em Espanha, praticados ao lado de Portugal


O  (SMM) salário médio bruto  e mensal, em Espanha, foi na ordem dos 1.881,3 euros, em 2014, segundo dados do I.N.E. hispânico.
Se, em Espanha, 30% dos trabalhadores estão abaixo dos mil euros líquidos; pelo contrário, 70% da população espanhola ganha acima dos mil euros líquidos, por mês, segundo dados de 2014.
Somente, 30% dos salários espanhóis estão abaixo dos 1.221,1 euros brutos, por mês em 2014, quer dizer, que não atingem os tais 1.000 euros líquidos.
No pólo oposto, 30% de trabalhadores espanhóis, em 2014,  receberam um salário bruto mensal, superior aos 2.173, 5 euros .
Os restantes 40% de trabalhadores receberam um salário bruto mensal entre os 1.221,1 euros (ou seja, os tais 1.000 euros líquidos), e, os 2.173,5 euros brutos.
O salário bruto mensal no sector público atinge os 2.544,4 euros, enquanto que no sector privado está na ordem dos 1.710,5 euros. Além disso, o limite máximo da Pensão Pública, em Espanha, ou seja, o SAM (Salário Anual Médio), é de 35.762 euros brutos.
Como em Portugal, as diferenças entre o sector público e sector privado prevalecem, apesar das críticas da Troika, aliás, algumas razões são evidentes, por ex., "a formação".
Cada leitor pode tirar as suas ilações relativamente aos salários praticados em Portugal.




domingo, 1 de novembro de 2015

EUROPOLITIQUE: Mia Couto cada vez melhor!...


É digna de ser lida esta entrevista de Mia Couto:

«Porque esse homem, essa mulher, deu origem a esta grande saga. Inventámos a espiritualidade, a religiosidade, o sentido cooperativo, os códigos simbólicos. Mas essas grandes coisas que nos fazem ser quem somos hoje estão lá atrás. Estão lá atrás e não nasceram na escrita – mesmo que esta visão tenha sido imposta com a ajuda da escrita. E depois até com a ajuda da ciência. Houve um momento em que a ciência foi cúmplice dessa anulação dos outros saberes que estão dentro de nós. Esses saberes estão ligados a esse passado que nunca passou. Há um lado nosso que é profundamente supersticioso, que está disponível para outras linguagens, para o que é o oculto».

«Ficamos prisioneiros de um olhar, de um discurso. Aquele discurso da informação, da televisão, do jornal, que nos entrega um mundo que não é verdadeiro. Que não é só aquele. Pensamos que sabemos – o que é pior do que não saber – o que é a Síria e este drama dos refugiados. A importância que damos a isso é a importância que damos ao discurso da política. Esquecemos que hoje a política é o que ela pode ser – muito pouco. Que os políticos podem governar cada vez menos. Que existem outras forças que comandam muito mais. E que essas não as vemos, não sabemos quem está lá.»

sábado, 31 de outubro de 2015

EUROPOLITIQUE: A tese dos "salários e produtividade" em Portugal - Daniel Bessa no Expresso

Daniel Bessa e Manuel Pinho caminhavam pela Vila das Artes, argumentando que “na indústria, em Portugal, os salários  são, em média, 32% do salário dos alemães”, e, que “a  produtividade  (o valor criado por trabalhador) é, em Portugal, 31% da verificada na Alemanha".
De repente, encontraram uma "figura emblemática",  que lhes diz, citando, casos verídicos:
Uma fábrica de “fabricar parafusos” portuguesa, no Norte do País,  tem a mesma ou melhor competitividade que a sua congénere alemã; mas uma fábrica de vagões, em Sines, faliu porque a sua congénere alemã é mais competitiva.
A componente técnica de “um parafuso”, quando passa para “muitos parafusos”, cria esta diferença ou desvantagem.
Isto, quer dizer que os portugueses não são menos produtivos que os alemães, mas quando se acrescenta a componente técnica, estão num plano de inferioridade.
Ou seja, o “valor acrescentado” às mercadorias é inferior ao dos alemães.
Para justificar a produtividade é necessário “saber o que se produz.”
Se, os alemães fabricam aviões, medicamentos, barcos, automóveis, etc..., (de grande valor acrescentado), os portugueses fabricam azeite, tomate, vinho, que só com imensas quantidades igualariam a componente técnica que lhes falta. Mas, para isso é necessário haver uma equivalência de produtos e mercadorias.
O valor acrescentado às mercadorias é que faz a grande diferença, não simplesmente a produtividade, para dizer que os portugueses são preguiçosos. Ou seja, aqueles que são os PIGS.
Se, os produtos que fazemos e construímos são de valor inferior, logicamente os salários reflectem a falta de valor acrescentado.
A produtividade reside na falta da componente técnica e no seu valor acrescentado. Ou seja, na tecnologia que não possuímos, mas temos de criar.
A tese de Daniel Bessa está certa, mas a economia como ciência humana, tem de ir mais longe, para encontrar a raiz dos problemas; e, nesse sentido, talvez, seja possível aumentar o salário mínimo.
  
“Salários produtividade” por Daniel Bessa, Jornal Expresso, 31 de Outubro de 2015

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...