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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

EUROPOLITIQUE: A França a 10% da Alemanha


O talhante francês para aprimorar os seus conhecimentos recorreu aos préstimos alemães, nestas coisas do “beefsteack”. O orgulho francês esbarra com certas evidências, que já são notórias desde a Segunda Guerra Mundial, a começar pela indústria do carvão e do aço. Politicamente superior, mas sempre inferior na indústria, no trabalho e na economia!...
Embora, a França procure demonstrar a sua supremacia em relação à Alemanha, que no caso nuclear é verdadeiro, o desejo de paridade económica atravessa, neste momento, um desnível da ordem dos 10% comparativos.
Com gastos públicos, na ordem dos 57% do seu P.I.B., (que torna este estado "generoso" em questões sociais, embora longe de tempos passados mais "providenciais"), a Alemanha gasta somente 44% do seu P.I.B.
Se, o chamando “capitalismo inclusivo” beneficia de leis laborais mais flexíveis na Inglaterra e Estados Unidos, a França mantém as suas prerrogativas de impostos sobre as empresas.
Os impostos em França são vastos, desde a "taxa fundiária", "taxa de habitação", até aos impostos sobre o salário e segurança social nas suas vertentes, todavia não atinge a mesma eficácia que as ajudas aos mais desfavorecidos na Inglaterra.
Alguns criticam este modelo francês que engloba um projecto de decadência constante, quando se apela para uma maior eficácia dentro do sistema europeu.
Se Espanha demonstra uma maior agilidade no seu crescimento económico [2% de superavit na balança de pagamentos, 600.000 empregos criados e 3,5% de crescimento económico], e, (por arrastamento Portugal consiga esta boleia), a França caminha para uma certa estabilidade de crescimento que parece não favorecer certos desígnios europeus.
Plantada em pleno coração da Europa, será que a França carece de adoptar as reformas estruturais neste “capitalismo inclusivo”?

domingo, 18 de outubro de 2015

EUROPOLITIQUE:A Teoria do “Buraco Negro”, de YANNIS VAROUFAKIS, em pequenos exemplos.


Imagine o leitor que trabalhou para uma "instituição portuguesa" no estrangeiro e que essa instituição deveria descontar para a "segurança social" desse país em causa. Acontece que apesar de um número de segurança atribuído, esse mesmo número é transferido para outra pessoa, provavelmente!... Após investigação dos serviços desse país em causa, o número da tal segurança social nunca foi encontrado, nem se sabe onde foi parar; portanto,  os seus descontos não existem.
 Todavia, em última instância, se quiser recuperar o tempo de descontos terá de pagá-los, outra vez, pessoalmente.
TEORIA DO BURACO NEGRO
Imagine o leitor que recebe uma declaração anual de descontos de uma instituição estrangeira e verifica que não lhe foram pagos todos os meses em questão. Apesar da reclamação não recebe a confirmação dos dados exibidos e demonstrados pelos seu banco, já que a arrogância dessa instituição é absoluta, e tudo cai no...
BURACO NEGRO.
Imagine que o leitor alega que não são cumpridas as regras comunitárias e que os seus montantes são idênticos aos nacionais daquele país, contradizendo os exemplos publicitados. A sua contestação não tem qualquer valor porque aquilo que prevalece é o "dictat" dessa instituição. As regras comunitárias são as nossas próprias regras e não se podem alterar. E, as várias instituições não se pronunciam sobre casos individuais, porque as várias instituições ocupam-se dos seus problemas e nada lhes diz respeito. 
E, você CAI NO  BURACO NEGRO. 

EUROPOLITIQUE: Lisboa 50% de Barcelona..."las cuentas se van al carajo"



Longe vão os tempos, em que através do jornal “Le Monde”, procurava notícias do meu país, que se resumiam esporadicamente a um “período” (curta e breve citação) do secretário geral Mário Soares e (mon ami) Mitterrand; embora, posteriormente, o grande campeão deste diário fosse Otelo de Saraiva.
Contrariando e contradizendo o “ Diário de Notícias” de hoje (18-10-2015), o jornal “El País”, também de hoje,  dedica quatro artigos relacionados com país à beira mar plantado: “Portugal revitaliza as suas rotas mercantis”, “Crescimento e oferta turística em Portugal”, “O Milagre do sapato” e “Abrir a mão: até quanto?”
Dedicado ao turismo surge a cara bonita deste fenómeno - Lisboa (pequena e decadente) que recebe 3,5 milhões de turistas.
 Mas algo me espantou.
Lisboa recebe menos da metade de turistas que visitam Barcelona!...
Citando, Teodora Cardoso, afirma: “o país precisa de encontrar um modelo de crescimento estável da economia e do emprego, baseado no aumento da produtividade e competitividade; ao contrário, do endividamento e aumento do gasto público”.

Concluindo, com uma belíssima expressão: qualquer que seja o próximo governo, “del signo que sea, levanta todas las medidas contra la austeridade, las cuentas se van al carajo”.  

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

EUROPOLITIQUE: "Provincianismo Português (1928) = Fernando Pessoa and democracy.

«O nosso escol político não tem ideias excepto política, e as que tem sobre política são servilmente plagiadas do estrangeiro – aceites, não por porque sejam boas, mas porque são francesas, ou italianas, ou russas, ou o que quer que seja».
Fernando Pessoa, na sua análise sobre o “Provincianismo Português” (1928), traça uma sumária análise entre povo, classe média e elites.
A elite das elites políticas está condicionada aos mercados, ao euro e a Bruxelas. E, neste sentido, Portugal depende das instituições europeias: sociais, políticas e económicas. A não ser que “homens de talento” se afirmem nesta democracia.
A geometria variável em que estamos inseridos, leva-nos a uma lógica do poder. Como conciliar esta união do múltiplo ao uno e do uno ao múltiplo. A resposta só pode ser através das instituições europeias.
Mas, desengana-se quem acreditar que  as instituições europeias são conduzidas pelo rigor do “direito e da matemática”, já que  nela está inserida a “geometria variável”.
Esta geometria variável tende para as instituições mais poderosas, que exibindo cumprir as regras comunitárias, defendem as suas próprias regras nacionais.
Qualquer evidência, em sentido contrário, constitui um caso particular, que não tem qualquer consequência nacional, ainda que o prejuízo individual seja um prejuízo colectivo. As instituições que lutem!...
Habilmente, através do direito, exibe-se o cumprimento das regras comunitárias, (apregoado em certos “sites), que a própria utilização correcta da matemática desmente. “A medida da coisa”, que é o número, como dizia Aristóteles, permite que a tal “geometria variável” se escalone na direcção do uno ao múltiplo e do múltiplo ao uno, constituindo esta Europa  de contradições, em que os cidadãos, cada vez mais são relegados para a máquina desta Europa. 
Como diriam os jornalistas franceses: "em Paris nada se passa, na província tudo acontece!...".
"Em Bruxelas nada se passa, em Portugal tudo acontece!..."

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

EUROPOLITIQUE: Riqueza e Pobreza


Em Portugal 25% da população vive com menos de 9.000 euros anuais. Calcula-se que quase 2 milhões de portugueses estejam na linha da pobreza.  A nível geral, numa estima quase mundial, para entrar na dita classe média, uma pessoa deveria ter 3.000 euros mensais, sem compromissos; ou, 30.000 euros anuais, provavelmente,  por casal. Situação que em Portugal é bastante difícil.
Este gráfico do jornal "El País" retrata-nos uma realidade mundial, através de uma imagem, em que introduzindo num autocarro 85 pessoas das mais ricas do mundo têm tanto como o resto da humanidade. Ou seja, 1% dos mais ricos têm tanto como 99% do resto do mundo junto. (Ou, será metade da parte mais pobre).

N.B. Clique sobre o gráfico.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

EUROPOLITIQUE: Impostos sobre o gasóleo e gasolina na Europa


Se Angola depende 80% das suas receitas petrolíferas, Portugal gastava 40% da sua dívida na energia, segundo José Sócrates.
Os tempos são bons para os impostos na Europa, mas Angola definha com as margens de lucro do crude.

EUROPOLITIQUE: "O carro do Povo" - WOLKSWAGEN


O famoso “Kaiser” da Alemanha encomendou ao engenheiro Porsche um "carro para o povo", (1.000 marcos), donde vem a famosa marca “Wolkswagen”.
Num artigo publicado do “DN” (09.10.2015), um autor espanhol, que costumo ler, tece elogios e loas  ao desenvolvimento do capitalismo e da “Wolkswagen”.
Todavia, deixa numa extrema “orfandade” os consumidores da famosa marca.
Em vez dos elogios ao capitalismo, cujo progresso também não desminto, os meus pressupostos assentam no direito e na matemática.
Matematicamente, a “Wolkswagen” ganhou muito dinheiro à custo dos “atentados” contra os direitos do ambiente ou natureza, dos consumidores e da concorrência.
Quis ultrapassar a Toyota, e consegui-o.
Uma vez cometida a fraude há que compensar os lubridiados no esquema.
Se, a Alemanha toda poderosa impõe as suas regras, sem consequências, serão, talvez, os USA a puxar pelos “cordelinhos”.
Entretanto, a indústria automobilística dos PIGS continua a ver passar os “navios alemães”, que não pagam impostos em Portugal.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...