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domingo, 5 de agosto de 2012

LUANDA - A capital do império




Estima-se, “grosso modo” que Luanda tenha uma população entre 3 a 5 milhões de habitantes.
Em 31 de Agosto de 2012, haverá eleições em Angola, com uma inscrição de 9.757.671 de eleitores, numa estimativa que atinge quase 21 milhões de habitantes.
Segundo certas informações, Luanda teria uma população de 4,8 milhões de habitantes em 2007.
As projecções para 2012 apontam para que na província de Luanda vivam actualmente, nada menos, de 5.851.161 habitantes.
Outras projecções apontam para que em 2020, o crescimento desordenado e acelerado de Luanda atinge uma população de 10 milhões de habitantes, o equivalente à população portuguesa, em que 75% deste universo não tenham condições de habitação. Ainda, outras projecções apontam para que Luanda, num futuro muito próximo, tenha uma população de 14,7 milhões de habitantes, ou seja, 46% dos angolanos viverão na capital.
Até que o INE angolano se torne na “maior empresa do país”, segundo Camilo Ceita aguarda-se o recenseamento geral da população e habitação para o ano de 2013, através de 50.000 agentes do censo.

P.S. Adorava ver passar Jorge Miranda, de pasta na mão, futuro professor substituto de Marcelo de Caetano, em que se sonhava com Luanda como "capital do império".


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Angola/China/Economia (50% do O.G.E.)


Com comboios a 180 Km do Congo, a 300 Km da Namíbia, Angola projecta-se com uma futura auto-estrada entre a capital de Luanda e a cidade do Soyo.
O problema das pontes, os atrasos burocráticos, a fraca influência política criaram enormes barreiras ao corredor rodoviário da capital com o Soyo.
Além do progresso social e económico desta via de comunicação associa-se o eterno isolamento do Soyo, e dos seus trabalhadores da área do petróleo, aos encantos da musa de Luanda.
Em relação à malha ferroviária, apesar dos projectos em curso, o desenvolvimento da ligação à África do Sul - potência industrial - com 10% da riqueza africana, através da Namíbia, torna-se imperativo na futura conexão com Luanda.
A democraticidade angolana caminha lentamente, ao contrário do seu progresso económico, mais material, que social e humano. Infelizmente é através da influência das próprias companhias petrolíferas que se tem gerado alguma democraticidade.
As perspectivas de uma autêntica hecatombe de votos, na ordem dos 82% do MPLA de 2008, faz lembrar os países árabes, para não relembrar as suas “primaveras”.
As trocas comerciais de Angola com a China, no primeiro semestre de 2012 situam-se na ordem dos 19,9 mil milhões de dólares.
Se, por um lado, as vendas de Angola com a China se situam em 18,22 mil milhões, por outro lado, as suas aquisições, simplesmente reduzem-se a 1,69 mil milhões de dólares.
O Orçamento Geral do Estado angolano é financiado, por um único país, ou seja, a China, em 50%.
(No campo dos valores, a China reduz-se ao aspecto económico).
Por isso, em breve, o combóio deve chegar ao Congo rapidamente, quando na sua construção estão envolvidos operários e firmas chineses. E, quando se fala de comboios, não convém descurar as possibilidades de construção civil e de casas; já que, por vezes, por trás de cada belo edifício de Luanda se esconde uma “terra tenente” qualquer!...
Em vez de qualquer  verbo, cuja semântica, implica “sugar”, o desenvolvimento de uma autêntica “sociedade civil” implica uma pragmática de “fertilizar”, para aqueles que lutam por uma autentica semântica e hermenêutica.
Oxalá, Angola consiga afastar o seguinte anátema:
“Paradoxalmente, os países em desenvolvimento com depósitos abundantes de petróleo e minérios estão frequentemente em piores condições do que países que se lhes comparam noutros aspectos mas que não tem esses recursos”  (Peter Singer, “A vida que podemos Salvar”, pg 51, Edições Gradiva, Lisboa, 2011).




P.S. Em 40 anos, a China tornou-se candidata a ser a primeira potência mundial!... 



1970 – Início e despertar da China (.....ao nível do Malawi....)

1990 – Entrada na OMC (Organização Mundial do Comércio)
2010 – Potência comercial (exportação de TGV’s!....). Financiamento de 50% do O.G.E. Angolano.
2030 -  (?..........).

“E se os EUA, a braços com uma grave crise orçamental, dão sinais de uma certa fadiga imperial, é agora a China – tecnicamente ainda um país do Terceiro Mundo – que financia a economia americana através da aquisição de títulos do tesouro. É de recordar que em 2003, o PIB dos EUA era oito vezes superior ao da China; actualmente, é apenas três vezes superior”.  (Luís Cunha; Expresso, Revista, pg.38, Agosto de 2012) 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Angola e a Feira do Turismo


"Entre "Janeiro e Abril", portanto, 4 meses, os turistas angolanos gastaram 87,2 milhões de euros, valor que compara com os 56,9 milhões de euros gastos no mesmo período de 2011. 
Quanto aos moçambicanos, estes gastaram 10,3 milhões de euros no turismo português, no período em análise. Numa comparação homóloga, o valor despendido pelos turistas moçambicanos foi de 5,7 milhões de euros.Também as despesas dos visitantes provenientes de Angola e Moçambique dispararam no início do ano e aumentaram 53,23% e 78,2%, respectivamente, de acordo com o estudo".
Os turistas moçambicanos que gastam 10% dos angolanos, não conseguem manter em funcionamento um simples aparelho de TAC no Hospital Central de Maputo; portanto, não é só turismo que está em causa, como também o recurso aos cuidados médicos. Os angolanos que gastam 90% em relação aos moçambicanos não conseguem manter um serviço de táxis em Luanda!...

Um "serviço de táxis" é um índice importante para o turismo e para a sociedade local, além da paz social e segurança, mas sem "imitações brasileiras"!...

Se um angolano gasta 10 dólares, enquanto que um moçambicano dispensa somente 1 dólar, que diremos do turismo entre Maputo e Luanda!... 
Angola caminha lentamente para a sua primeira feira de Turismo, a abrir em breve. Ao contrário de Moçambique, com um turismo acessível e recomendável, a nível de preços de estadia e restauração, Angola mantém-se em níveis caríssimos para qualquer turista normal.
A dita rentabilidade dos 100.000 dólares, por quarto de hotel, afastam as possibilidades de um turismo em Angola, além do "pecado dos vistos e licença de permanência (termo de responsabilidade)", algo ridículo, para uma indústria normal.
Até que a normalidade de preços se instaure, nestas trocas turísticas, aguarda-se que este intercâmbio se ajuste aos tempos modernos. 

ANGOLA: Da produção petrolífera à produção agrícola



À semelhança de Moçambique, Angola reúne condições naturais de produção agrícola, invejáveis. A riqueza natural de Angola é, sobretudo, uma riqueza hidrográfica.
Por isso, esta riqueza hidrográfica de Angola ultrapassará no futuro a sua produção petrolífera, se forem criadas condições para o seu desenvolvimento.
Além da criação de riqueza natural para os seus habitantes, torna-se imperativo que um país, com tais condições -  uma dádiva da natureza -  forneça um contributo para a humanidade, carente, cada vez mais, de bens alimentares.
Se, o déficit da produção leiteira ronda os 95% em Angola, de igual modo estes 95% são, também, um déficit em produtos agrícolas em cereais, em Portugal. Ainda que ao nível dos legumes consumidos, 80% destes produtos sejam portugueses, talvez o mesmo não se possa dizer em Angola.
Segundo dados oficiais, "a produção agrícola em Angola registou, em 2011, um crescimento de 8% relativamente ao ano de 2010, anunciou o ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural, Afonso Pedro Canga".  Ou seja, praticamente acompanha a inflação, bem longe dos  êxitos do Brasil!...
Vários empresários portugueses, radicados no Brasil, África do Sul, ou, na Roménia, possuem experiência suficiente para avaliarem alguns projectos em Angola, além de outras empresas especializadas em bens alimentares, nacionais ou internacionais.
Apesar do desenvolvimento das vias ferroviárias, que estão, felizmente, a 180 quilómetros do Congo, e, a 300 Km da Namíbia, as explorações agrícolas não podem ficar reduzidas a uma “economia de subsistência”.
A abertura dos hipermercados tem de ser acompanhada através de uma produção agrícola moderna e saudável. Aliar o campo à cidade será uma tarefa urgente na sociedade angolana, sobretudo na zona de Luanda.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Peter Singer e Angola.


No seu livro “The Life You Can Save” (2009), Peter Singer numa breve análise de “filosofia política” relata o seguinte:
"Em 2006, Angola teve mais de 30 000 milhões de dólares em rendimento do petróleo, cerca de 2500 dólares por cada um dos seus 12 milhões de cidadãos. No entanto, os angolanos não têm acesso a cuidados básicos de saúde, a esperança de vida é de 45 anos, e uma criança em cada quatro morre antes de chegar aos cinco anos. No índice de percepção da corrupção da Transparency International, Angola está presentemente classificada em 147.º lugar entre 180 países”.
(Peter Singer, Edições Gradiva, pg. 50,  Lx 2011).
Angola, nesta altura, caminhava pacificamente nos seus primeiros cinco anos de paz.
Neste momento, passados dez anos de paz, os esforços governamentais têm sido enormes em combater os flagelos sociais, ainda que ao nível da transparência económica residam muitas interrogações.


Todavia, não é todos os dias que um filósofo da "craveira internacional", como, Peter Singer que se fala de Angola.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Os primeiros passos do turismo em Angola

Angola fica localizado na Costa Sudoeste do Continente Africano, com uma superfície de cerca de 12. 46700 km, fazendo fronteira a Norte com a República Democrática do Congo e com a República do Congo, a Leste com Zâmbia e ao Sul com Namíbia. A Oeste é banhada pelo Oceano Atlântico.




Com uma linha costeira de 1.650 km, que se estende para o interior, numa área de 4.837 km, o território angolano tem como pontos mais altos o Monte Moco (2.620m) e o Monte Meco (2.538m), seguida de uma zona planáltica, e densa em vegetação e fauna, que dota o país de uma enorme biodiversidade e riqueza natural. 



Consulte www.viajar.sapo.ao




EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...