Seguidores

sábado, 18 de fevereiro de 2012

EURO POLITIQUE 308: Germany and Genscher




Quem passa por Frankfurt tem logo uma pequena sensação da “política externa” da Alemanha, para não evocar a sua “política europeia” em relação à Líbia.


Mas, num sentido muito popular, com o “mal dos outros” costuma-se dizer “podemos bem”.

Por isso, será em vão procurar qualquer “provedor de justiça” no relacionamento entre Angola e Portugal.

Aliás, a confusão de geografia ou mapas, que certamente que os angolanos agradecem, advém dos velhos tempos de Genscher.

Os cronistas lusos menosprezaram certas atitudes que apontavam para um declínio dos valores europeus, pontificada por um recente eleito germânico.

É claro que a inexistência de um “cartão europeu” impede a defesa de “qualquer protocolo”, dadas as evidências nacionalistas.

Todavia, a fibra de Genscher ainda deve dizer qualquer coisa aos alemães, e evocar a sua memória é um préstimo que parece que nos engrandece.

É claro que as “instituições nacionais” deixaram à “sociedade civil” a humilde tarefa de confronto possível com tão ilustres arautos da “política externa”, meticulosamente elaborada num pequeno cenáculo belga, fazendo lembrar a “última ceia” do quadro de Da Vinci. Mas desde as “terras do fim do mundo”, como se diz de Angola até aos “areópagos europeus”, perpassa um movimento que interpreta os “sinais do tempo”, em que o “vazio conceito hegeliano” se preenche e desenvolve na sua história.

O “tempo histórico” também “vazio em si” deixará transparecer o “espírito” que o anima e fecunda!...

Aí, talvez, possamos evocar Genscher, ou, parafraseando, o célebre artista José Rodrigues: “isso com o tempo, passa-lhe”!...

P.S.
Emily Haber sublinhou que Angola “é um país com estabilidade política, com o qual se pode estabelecer um diálogo sério e profundo sobre várias questões da actualidade” e prometeu empenho no aprofundamento da relação bilateral.



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

EURO POLITIQUE 308.: CGD - "Badajoz à Vista"!....





Historiografia:

Iniciação – Monção

Formação – Agências na raia espanhola

Apogeu – 211 agências

Declínio – 617 milhões de euros de prejuízo.


Nada menos de 5 mil milhões navegam em "águas turvas", são "negócios políticos"
Algo vai mal no reino da CGD.

Certa classe política queixa-se da falta de transparência da compra e venda de um banco. Mas para isso, existem peritos económicos e políticos!...
Nada menos de 5 mil milhões de euros, com o caso BPN, banco nacionalizado em 2008, e vendido aos angolanos por 40 milhões.
Não perguntam por transparência, situa-se na classe de "negócios políticos".
Os grandes bancos em Espanha tiveram um lucro superior a 12 .000 milhões de lucro, somente a CGD teve um prejuízo de 617 milhões de euros, o que deixou esta instituição com um déficit de 488 milhões.

“Nada rigorosamente havia a fazer”, dado a mudança de paradigma!..

Conclusão: a venda por 150 milhões de euros, compensam os “9 milhões de contos da zona de Monção”!...

P.S. "A posteriori", consulte Expresso, em 18-02-2012.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

EURO POLITIQUE. 307 - "Tudo para manter o Euro"



A imagem interna de que “Portugal não é Grécia” tem dificuldades em passar a nível externo, e o poder da “imagem é tudo”, excepto quando a realidade a desmente.


As expectativas dos europeus no Parlamento Europeu são demasiado fracas, apesar da orientação de certos fundos para o relançamento económico; e, a imagem deixada pelo actual Presidente Martin Schulz, apesar de todas as interpretações e elogios de alguns parlamentares lusos, revela-se de contornos bastante obscuros!...

Desde que Durão Barroso tentou impregnar a ambição da “política externa” com certo tipo de diplomatas, aliada à inocente “expulsão dos ciganos romenos” de França, ao seu exíguo terreno de afirmação governamental que lhe foi retirado o tapete de efectivo Presidente da Comissão Europeia.

Esta sensação de certa impotência da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu, instituições supremas desta Europa, corrói a maioria dos cidadãos europeus na sua confiança política, concedendo um espaço de manobra para o “rigor alemão”.

Uma moeda forte em 17 países tornou-se num desafio difícil de gerir. Se alternativas houvesse a esta política económica, elas foram combatidas pela dinâmica e força da segunda moeda mundial que tem imensas dificuldades em provar o seu real valor.

A identificação do “euro” com o “antigo marco” num edifício que estremece por todos os cantos exige uma perícia de funâmbulo.

A corda tensa deste trapézio procura manter-se firme sob a batuta da Alemanha.

A “política externa” e as exportações talvez sejam dois indicadores que nos afastam da Grécia. Todavia a amarga realidade sentida pelos portugueses desafia qualquer tipo de estoicismo. Existem certos indicadores que a sua diferença é de 5 para 1, longe da saída do euro, o que condiz com a advertência externa de uma possível saída da “moeda única”.

Certo “senso comum” alemão afirma que Sra Merckel “está a fazer tudo para manter o euro”, apesar das previsões pessimistas de Giscard D’Estaing .

Esta ambição alemã até que ponto resistirá aos contínuos sobressaltos dos seus países satélites.

Até que ponto este sistema planetário susterá estes pequenos satélites com água e vida, antes que se tornem em duros e rochosos “meteoritos”!...




domingo, 12 de fevereiro de 2012

EURO POLITIQUE 307: "Nunca falei com Genscher"



“Nunca falei com o Genscher”, e vira-se logo um alemão, - “onde estava a segurança”?

O episódio passado na capital portuguesa, pouca relevância tem.

Aliás, não é preciso ser perito em semiótica para perceber certas leituras.

As leituras actuais no contexto das críticas à “política externa” portuguesa merecem que a confiança de “antigos estadistas” não condizem com as interpretações de novos arautos, plantados em salas de Bruxelas, olhando perplexos certas . Desde o “senso comum” à “ilustração de certos peritos” subjaz uma palavra simples de “inveja”.

Por mais interpretações que possam dar ao texto e ao contexto é que “nunca falei com Genscher”.


EURO POLITIQUE:306 - "Portugal não é a Grécia"


 
















A  primeira vez que visitei a Alemanha pernoitei numa casa em que a sua patroa já tinha visitado a ilha da Madeira. Portanto, todo o meu apoio vai para o convite da Senhora Merckel para visitar a Madeira.

Claro que não quero ouvir falar da “inocente questão” da venda das ilhas gregas. Aliás, a “questão nada tem de inocente”.

A Alemanha detém na Europa o “poder económico”, falta-lhe o “poder militar”, mas logicamente exibe o “poder político”.

Portanto a chamada e inocente “polis” grega, não pode ficar somente pela simples “organização social” contra os bávaros da Europa, mas deve submeter-se aos seus desígnios. As leis do “sistema de mercado” não se compadece com as “lógicas” das empresas estatais gregas, com uma certa “economia paralela ou subterrânea”, com uma “economia de elite” dos seus armadores náuticos, nem com o despesismo de uma certa classe média. Estado que não está organizado deve submeter-se à lógica do estado hegeliano e à moral kantiana, dignos mestres da “ideologia alemã”. Uma vez desmantelada a Grécia, irrompe em força o “espírito alemão”, por isso é que os gregos se revoltam.

Se, porventura outras alternativas ou perspectivas existissem, elas foram submetidas a este esplendor do “espírito alemão”.

Ainda não sei porque não nos aconselharam a vender a Madeira, tal como outrora um extinto líder sobre ela opinou!...

Todavia, a Ilha da Madeira faz parte de uma “política externa” que o mar nos concedeu.

( A título jocoso, já ouvi um alemão que queria comprar um pouco de mar português.)

Mas o problema não é só o “mar português” e a “Ilha da Madeira”. A extensão desse mar prolonga-se por outras regiões que nada tem a ver com o “espírito alemão”, nem com a sua base territorial. Aí começam as divergências portuguesas com o “sentido absoluto” da filosofia hegeliana.

Certos políticos dizem que “Portugal não é a Grécia”.

A pequenez de um David não sei se chega para um grande Golias!...

O futuro é uma linha no horizonte e de facto e de direito veremos se “Portugal não é a Grécia”!....


sábado, 11 de fevereiro de 2012

EURO POLITIQUE: "Três alemães numa semana" (Expresso)

Três alemães numa semana




Urge evitar as clivagens nesta Europa Unida, sobretudo a nível da “sociedade civil”, já que a “elite política” navega em águas turvas e o tempo é de austeridade.

1) Dava gosto ver aqueles alemães em fim de semana em Paris. Os autocarros deambulavam pela “Cidade Luz”, repletos pelo esplendor da cidade, ainda mais quando um copo de “champagn”e soltava as suas borbulhas na zona do “Pigalle”. E, aquele rigor austero, repleto de moral kantiana soltava-se em plena gargalhada pelo “underground”, subway” ou “metro”. Aliava a tensão do intenso “arbeit” alemão pela “coquetterie” francesa.

2) No que respeita à investigação científica repelia-se ferozmente tudo o que tinha sabor a italiano ou francês, já que se tivesse origem ibérica era de cortar páginas e páginas, nada condizente com o estilo alemão. Basta dizer que a única língua capaz de suster a filosofia era o alemão, nas intenções de Heidegger; mas neste campo perfilava-se com grande estilo a filosofia alemã em terras gaulesas.

3) A imprensa e outros meios de informação menosprezaram e desdenharam esta “exportação de ideologia”. Habituados a comprar carros, produtos tecnológicos, e outros afins, não contavam com uma mundividência tipicamente alemã, cujas raízes têm outros insondáveis contornos. Por um lado uma visão etnocêntrica da supremacia alemã, que felizmente ainda não é uma potência média ao nível do nuclear, mas que no domínio do conhecimento é extraordinária. Nela revestem dois factores interligados, não só os méritos como o orgulho, como sinónimo da mesma moeda. E nas suas faces grava-se uma tenacidade íntima e um “espécie de paixão” que irrompe com aquilo que tem “sabor” italiano ou francês.

Atrevo-me a dizer que a “menoridade latina”, sobretudo espanhola e portuguesa, carecia de um “ilustramento”, no sentido kantiano, que hoje certos profetas nos anunciam.

Mas esta “ilustração” encontra-se tipicamente misturada do “estaticismo” hegeliano. Por outro um lado revela a pretensão de nos ilustrar, e de nos dar a “ousadia de pensar” (?), mas sempre dentro do “espírito hegeliano”. Ora o “espírito do povo” alicerça-se evidentemente no “espírito alemão”.

Seria bom citar Kierkegaard, de outra forma : “que nos interessa conhecer o sistema se andámos completamente perdidos nele!....”.




EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...