Seguidores

terça-feira, 29 de setembro de 2015

EUROFOOTBAL: A nova Coqueluche de Ronaldo




Sempre a somar...


Ora, digam lá se Ronaldo não tem bom gosto.
Todavia, a menor americana, que está longe de qualquer assédio, não foge ao puritanismo americano.
Qualquer piropo ou "piscadela de olho" se pode tornar numa "femme française".
Em "jogada de mestre" está reservada uma "casinha", em New York City.!...
Os arrufos são internos e menores, mas a "teenager" adora, às "escondidinhas"!...
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
- "Não posso fazer amor consigo, disse ela, num rompante.
- E, porquê?
- Porque eu aqueço demasiado os homens.
- Eu quero ser aquecido.
-Você não entende, disse ela, sorrindo. É que os homens, comigo, pegam fogo. Eu os incendeio"
-----------------------------Mia Couto, "O Outro Pé Da Sereia" pg. 155.---------------------------------

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

EUROPOLITIQUE: A Estrada do Soyo, até quando?...

Infelizmente no final de 2015, a estrada do Soyo/Nzeto está neste estado de natureza


“Se procurares no "Google Maps" irás dar a um outro Massangano, no Norte de Angola, junto ao Soyo, antigo Reino do Sonho, depois Santo António do Zaire. Sonho foi como os portugueses perceberam a palavra Soyo, um daqueles erros felizes que nunca deveriam ter sido corrigidos. A Vila de Massangano, para a qual me dirigo, já foi a capital de Angola, mas agora o único acesso é uma picada aberta a custo no capim, e quase intransitável durante a época das chuvas. Ao que parece, desapareceu dos mapas modernos”. 
“Milagrário Pessoal”, José Eduardo AGUALUSA, Edições D. Quixote, pg. 166, Lx 2010. 
A descrição de Agualusa aproxima-se de uma realidade de “picadas”, que ensombram a concretização da famosa auto-estrada do Soyo, ou, melhor dito, a auto-estrada do Sonho.
Esta afirmação vem atestada pelas mais recentes notícias:
 “O quadro rodoviário é complicado porque tarda a execução do projecto da construção da "auto-estrada" entre os municípios do Nzeto e Soyo. 
Situação idêntica regista-se na via entre Nzeto, Rio Loge e Libongos. 

Europolitique: Cristina Ferreira, a mulher de quem se fala...



Tão depressa, ó delicada,
alva pomba, p'ra onde is?
Quem vos engana,
e vos leva tão cansada
por estrada,
que somente não sentis
se sois humana?
Não cureis de vos matar,
que ainda estais em idade
de crescer.
Tempo há i para folgar
e caminhar...
Vivei à vossa vontade,
e havei prazer.


De uns chapins

Haveis mister

De milano

ei-los aqui!...

Agora estais mulher

De parecença e da Malveira

Da feira e da festa

Ou freira confessa!...








domingo, 27 de setembro de 2015

EUROPOLITIQUE: Concatene a desfasada proporção salarial: (prof's): Atenção... margem de erro 5/3

Professor com a casa às costas - Portugal (uma casa a cair numa univerdidade)


Através deste quadro comparativo, se ele é possível, confronte o seu salário de prof:
N.B. Estes valores só podem correspender a salários brutos (sem impostos), já que o seu valor real, em dólares, não corresponde a ordenados líquidos, em Portugal. 
Utilizando a sigla francesa de SAM, ou seja, o Salário Médio Anual, expresso em Dólares, tendo em conta o seu valor no "PPP", Paridade de Poder Acquisitivo, segundo uma demonstração do jornal "la Vanguardia" , apresentámos os seguintes valores inflacionados, aliás, com diferenças de quase de 5 para 3: 

Início de Formação  (Margem de erro 5/3!...)


Luxemburgo................66.085............ dólares anuais  (máximo)
Eslováquia....................9.513............. dólares anuais   (Mínimo)
França.........................26.247.............SAM em dólares
Espanha.......................36.269
Portugal ......................29.151
Média OCDE..............28.757
Média CE....................28.247



Com 10 anos de formação: (Margem de erro 5/3!...)

Luxemburgo.........87.511 ..............(dólares anuais) - Max.
Eslováquia............11.806.............. (dólares anuais)- Min.
França..................31.689..............SAM em dólares
Espanha................39.437
Portugal................31.928
Média OCDE.......45.349
Média CE.............43.864


Fim de carreira: (Margem de erro 5/3!...)

Luxemburgo..........118.412..............SAM em dólares...........
Eslováquia...............11.806
França....................50.127
Espanha..................51.341
Portugal.................48.321(Antes da crise: sem impostos 48.492; líquidos, em dólares, 31.134)
Média OCDE.........45.349
Média CE.............43.864

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

EUROPOLITIQUE: Ao sabor das eleições: 28%.




Calmamente plantado na praça de Bruxelas, estava bem longe, no tempo e no espaço, na "história e na política", das questões de mil milhões de euros, que ensombram a realidade portuguesa; aliás, longe de mim tal magnitude de problemas, para um incauto cidadão, saboreando um café em tão belo anfiteatro, numa manhã radiosa.

Esta realidade de mil milhões de euros alimenta a discussão política dos dois principais partidos e anima as suas hostes. Pioneira, na "propaganda fidei", que alimenta a praça (sec.XVI), como luzeiro que anima o debate político.

Mil milhões de euros para as reformas complementares ou sociais, que preocupam a propaganda socialista, mil milhões de euros que se inscrevem no "déficit" ou "não déficit", na propaganda social-democrata. (Todavia, acho que as instituições, quer portuguesas, quer “belgas-europeias”, devem pugnar pelo rigor do número, já que não são projecções, mas factos do passado: demonstrados, ou, por demonstrar?)

Quando olho para o “Jornal de Notícias” e reparo que 28% dos eleitores não sabem em quem vão votar, fico mais descansado  nas minhas preocupações, se as tenho, já que o cepticismo me ameaça e me corrói.

Quando revejo a imprensa estrangeira, admiro-me com as constantes projecções para o ano de 2015, para citar países como a França ou a Espanha. O presente e o futuro são constantes em movimento e equação. Neste "País à beira mar plantado", o retorno ao passado,  faz-me lembrar o “eterno retorno” de Nietzsche.

Realmente, os portugueses não são muito famosos em matemática. E, quando esta se junta à política é um descalabro. É, por vezes, manipulação pura, embora com números não se possa brincar!... Alguém dirá “quem manda é Bruxelas”, tal a inépcia desses conterrâneos (incluindo-me).
Todavia esta percentagem de 28% de eleitores indecisos, segundo o “Jornal de Notícias”, é um território a conquistar por algum arauto digno de arriscar a sua pele, porque nela está no seu preço.

EUROPOLITIQUE: Os índices de Pobreza: França/Portugal


Em França, viver com menos de 1.000 euros, por mês, é entrar no nível de pobreza, que para uma pessoa sózinha basta 729 euros, por mês. (Ou seja, metade do salário mínimo bruto, em França; ou, o preço de aluguer de um pequeno apartamento em Paris). Nesta categoria, efectivamente de pobreza,  entra 14% da população francesa.

Calcula-se que 20% da população portuguesa esteja no nível de pobreza. Claro que a medida dos ínidices de pobreza são totalmente distintos entre Portugal e França. Dirão, muitos milhares de portugueses, que estariam satisfeitos em alcançar os 1.000 euros, por mês. (Para facilitar esta análise, segundo os critérios franceses, diremos que 30% da população francesa se situa  na classe inferior (risco e situação de de pobreza), 50% na classe média e 20% na classe superior; cuja pirâmide social é bastante diferente da portuguesa.)

Morrem por dia 50.000 pessoas de fome, enquanto que o índice de pobreza mundial começa a baixar para níveis abaixo de 2 dólares por dia, que ronda as 900 milhões de pessoas.

Neste quadro demonstrativo de salários líquidos é interessante que não se utiliza a estratificação clássica de média superior, média e inferior, quer em relação aos ricos, quer em relação aos pobres.
Apesar dos preços de habitação e alimentação serem superiores em França, a diferença com Portugal é alarmante.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

EUROPOLITIQUE: O repto a Paulo Portas e a Líbia



Fazendo jus ao epíteto popular de “Paulinho das Feiras”, Paulo Portas ainda conserva o hábito nas feiras de Angola e Moçambique.
Todavia, os êxitos e expectativas como Ministro dos Negócios Estrangeiros depressa se esfumaram em novos voos e pregorrativas.
A sua rápida visita à Líbia prenunciava um ar de “falcão americano”, cujas asas esmoreciam na pálida política externa portuguesa, dependente da omnisciente  comunidade europeia.
Qualquer estratega militar que assistisse ao deambular desta “Primavera Árabe” assinalaria que o seu fim não traria bom agoiro.
Ainda que a Caixa Geral de Depósitos detivesse os tais “mil milhões de euros”, cujo fim se camuflou em visitas diplomáticas, somente representavam um ínfima parcela dos 200 mil milhões de dólares, debaixo da tutela do seu ex-lider.
Morto em 2011, após 42 anos de governo, estima-se que 27 mil milhões de euros foram congelados nos USA, 22 mil milhões pelos governos de França, Itália e Grão-Bretanha. Além disso, existiam investimentos na Total, na Alsthom, na Fiat, no Financial Times, na Juventus, acrescidos de algumas propriedades. (Portugal e Espanha ficaram "de fora" na imprensa estrangeira).Grosso modo, o montante deste dinheiro líbio resolvia o problema da dívida portuguesa.
Passados, quase cinco anos, a política externa europeia mantém o silêncio sobre a situação líbia, após o ruído dos bombardeios, e, as “comissões de paz” repousam nos dólares congelados, que não brilham em alguma acção. Um país destruído e rico que navega ao sabor dos emigrantes que deambulam pelo mar Mediterrâneo.
A embaixada portuguesa na Líbia calou-se, e o seu anterior arauto com ar de “falcão americano” remeteu-se ao silêncio, apesar do repto que lhe foi instaurado.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...