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domingo, 27 de setembro de 2015

EUROPOLITIQUE: Concatene a desfasada proporção salarial: (prof's): Atenção... margem de erro 5/3

Professor com a casa às costas - Portugal (uma casa a cair numa univerdidade)


Através deste quadro comparativo, se ele é possível, confronte o seu salário de prof:
N.B. Estes valores só podem correspender a salários brutos (sem impostos), já que o seu valor real, em dólares, não corresponde a ordenados líquidos, em Portugal. 
Utilizando a sigla francesa de SAM, ou seja, o Salário Médio Anual, expresso em Dólares, tendo em conta o seu valor no "PPP", Paridade de Poder Acquisitivo, segundo uma demonstração do jornal "la Vanguardia" , apresentámos os seguintes valores inflacionados, aliás, com diferenças de quase de 5 para 3: 

Início de Formação  (Margem de erro 5/3!...)


Luxemburgo................66.085............ dólares anuais  (máximo)
Eslováquia....................9.513............. dólares anuais   (Mínimo)
França.........................26.247.............SAM em dólares
Espanha.......................36.269
Portugal ......................29.151
Média OCDE..............28.757
Média CE....................28.247



Com 10 anos de formação: (Margem de erro 5/3!...)

Luxemburgo.........87.511 ..............(dólares anuais) - Max.
Eslováquia............11.806.............. (dólares anuais)- Min.
França..................31.689..............SAM em dólares
Espanha................39.437
Portugal................31.928
Média OCDE.......45.349
Média CE.............43.864


Fim de carreira: (Margem de erro 5/3!...)

Luxemburgo..........118.412..............SAM em dólares...........
Eslováquia...............11.806
França....................50.127
Espanha..................51.341
Portugal.................48.321(Antes da crise: sem impostos 48.492; líquidos, em dólares, 31.134)
Média OCDE.........45.349
Média CE.............43.864

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

EUROPOLITIQUE: Ao sabor das eleições: 28%.




Calmamente plantado na praça de Bruxelas, estava bem longe, no tempo e no espaço, na "história e na política", das questões de mil milhões de euros, que ensombram a realidade portuguesa; aliás, longe de mim tal magnitude de problemas, para um incauto cidadão, saboreando um café em tão belo anfiteatro, numa manhã radiosa.

Esta realidade de mil milhões de euros alimenta a discussão política dos dois principais partidos e anima as suas hostes. Pioneira, na "propaganda fidei", que alimenta a praça (sec.XVI), como luzeiro que anima o debate político.

Mil milhões de euros para as reformas complementares ou sociais, que preocupam a propaganda socialista, mil milhões de euros que se inscrevem no "déficit" ou "não déficit", na propaganda social-democrata. (Todavia, acho que as instituições, quer portuguesas, quer “belgas-europeias”, devem pugnar pelo rigor do número, já que não são projecções, mas factos do passado: demonstrados, ou, por demonstrar?)

Quando olho para o “Jornal de Notícias” e reparo que 28% dos eleitores não sabem em quem vão votar, fico mais descansado  nas minhas preocupações, se as tenho, já que o cepticismo me ameaça e me corrói.

Quando revejo a imprensa estrangeira, admiro-me com as constantes projecções para o ano de 2015, para citar países como a França ou a Espanha. O presente e o futuro são constantes em movimento e equação. Neste "País à beira mar plantado", o retorno ao passado,  faz-me lembrar o “eterno retorno” de Nietzsche.

Realmente, os portugueses não são muito famosos em matemática. E, quando esta se junta à política é um descalabro. É, por vezes, manipulação pura, embora com números não se possa brincar!... Alguém dirá “quem manda é Bruxelas”, tal a inépcia desses conterrâneos (incluindo-me).
Todavia esta percentagem de 28% de eleitores indecisos, segundo o “Jornal de Notícias”, é um território a conquistar por algum arauto digno de arriscar a sua pele, porque nela está no seu preço.

EUROPOLITIQUE: Os índices de Pobreza: França/Portugal


Em França, viver com menos de 1.000 euros, por mês, é entrar no nível de pobreza, que para uma pessoa sózinha basta 729 euros, por mês. (Ou seja, metade do salário mínimo bruto, em França; ou, o preço de aluguer de um pequeno apartamento em Paris). Nesta categoria, efectivamente de pobreza,  entra 14% da população francesa.

Calcula-se que 20% da população portuguesa esteja no nível de pobreza. Claro que a medida dos ínidices de pobreza são totalmente distintos entre Portugal e França. Dirão, muitos milhares de portugueses, que estariam satisfeitos em alcançar os 1.000 euros, por mês. (Para facilitar esta análise, segundo os critérios franceses, diremos que 30% da população francesa se situa  na classe inferior (risco e situação de de pobreza), 50% na classe média e 20% na classe superior; cuja pirâmide social é bastante diferente da portuguesa.)

Morrem por dia 50.000 pessoas de fome, enquanto que o índice de pobreza mundial começa a baixar para níveis abaixo de 2 dólares por dia, que ronda as 900 milhões de pessoas.

Neste quadro demonstrativo de salários líquidos é interessante que não se utiliza a estratificação clássica de média superior, média e inferior, quer em relação aos ricos, quer em relação aos pobres.
Apesar dos preços de habitação e alimentação serem superiores em França, a diferença com Portugal é alarmante.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

EUROPOLITIQUE: O repto a Paulo Portas e a Líbia



Fazendo jus ao epíteto popular de “Paulinho das Feiras”, Paulo Portas ainda conserva o hábito nas feiras de Angola e Moçambique.
Todavia, os êxitos e expectativas como Ministro dos Negócios Estrangeiros depressa se esfumaram em novos voos e pregorrativas.
A sua rápida visita à Líbia prenunciava um ar de “falcão americano”, cujas asas esmoreciam na pálida política externa portuguesa, dependente da omnisciente  comunidade europeia.
Qualquer estratega militar que assistisse ao deambular desta “Primavera Árabe” assinalaria que o seu fim não traria bom agoiro.
Ainda que a Caixa Geral de Depósitos detivesse os tais “mil milhões de euros”, cujo fim se camuflou em visitas diplomáticas, somente representavam um ínfima parcela dos 200 mil milhões de dólares, debaixo da tutela do seu ex-lider.
Morto em 2011, após 42 anos de governo, estima-se que 27 mil milhões de euros foram congelados nos USA, 22 mil milhões pelos governos de França, Itália e Grão-Bretanha. Além disso, existiam investimentos na Total, na Alsthom, na Fiat, no Financial Times, na Juventus, acrescidos de algumas propriedades. (Portugal e Espanha ficaram "de fora" na imprensa estrangeira).Grosso modo, o montante deste dinheiro líbio resolvia o problema da dívida portuguesa.
Passados, quase cinco anos, a política externa europeia mantém o silêncio sobre a situação líbia, após o ruído dos bombardeios, e, as “comissões de paz” repousam nos dólares congelados, que não brilham em alguma acção. Um país destruído e rico que navega ao sabor dos emigrantes que deambulam pelo mar Mediterrâneo.
A embaixada portuguesa na Líbia calou-se, e o seu anterior arauto com ar de “falcão americano” remeteu-se ao silêncio, apesar do repto que lhe foi instaurado.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

EUROPOLITIQUE: A energia solar



O célebre José Sócrates, de boa memória, dizia que 40% da dívida portuguesa resultava das necessidades  energéticas.
Na sua factura eléctrica encontra a percentagem de energia eólica  consumida, bimensal ou mensalmente.
Enquanto, aguardámos pelo mapa do parque eólico em Portugal, revelamos a aposta espanhola, neste sector de energia, que cada dia se torna mais promissor.

EUROPOLITIQUE: Portugal dentro da Alemanha (emigração)


Enquanto que o contingente de emigrantes, em Portugal, procura outras alternativas e zonas geográficas, ou, regresso à terra de origem, a Alemanha tornou-se no novo "americam dream".
A geração anterior, sobretudo, as jovens moças alemães tinham um "american dream" de se casarem com os jovens americanos estacionados na sua terra. (Parece que "o feitiço se virou contra o feiticeiro").

No fim do ano de 2014, a população estrangeira na Alemanha atinge os 8,2 milhões de residentes. Brevemente, espera-se que chegue aos 10 milhões, ou seja, o equivalente à população portuguesa.
A projecção mais audaz prolonga-se até 2029, ou seja, o dobro entre os 18 a 20 milhões de estrangeiros. Outro item emigratório aponta para a necessidade de 350.000 de estrangeiros por ano.

Não sendo a “terra dos sonhos”, segundo Jean-Cristophe Dumont, director na OCDE, “a Alemanha tornou-se na segunda terra de imigração, após os Estados Unidos”.

Apesar da crise na Espanha, Portugal e Grécia, e seus emigrantes, são os polacos que representam 17% deste contingente de imigrantes, em 2013.
Com um crescimento económico forte, com uma taxa de desemprego baixa (4,7% em Julho - 2015), com um envelhecimento forte e fraca natalidade, e, sobretudo, com medidas de apoio à emigração, estão reunidas as condições para absorção deste contingente emigratório que brevemente ultrapassará a população portuguesa.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

EUROPOLITIQUE: A Galiza tem mais vacas leiteiras que Portugal



Entre Janeiro e Julho, ou seja, no primeiro semestre, as exportações na Galiza subiram 5,2%, em relação ao ano anterior. (Ainda que o saldo negativo entre exportações e importações, no primeiro semestre de 2015, em Espanha, seja de 12.876 milhões de euros; todavia, inferior em 6,1% ao mesmo período de 2014.)
A problemática da quota leiteira que preocupa Portugal e a Espanha revela que as ajudas comunitárias à Galiza são superiores às portuguesas.
Todavia, apesar da crise que avança pelos países ibéricos, os espanhóis conseguem construir infra estruturas, como é o caso da linha de alta velocidade entre Vigo, Santiago de Compostela e Corunha. Um luxo, porventura, rentável, que fica para as calendas gregas em Portugal. (Aliás, “via” e “estação” que escapou aos olhares do  primeiro ministro português, quando da sua estadia na Galiza.)
Nestes tempos de crise não se deve pugnar por “obras faraónicas”, mas também não podemos ficar na resignação de que as infra estruturas terminam em Espanha, quando 315 mil milhões de euros são dedicados pela EU para o desenvolvimento.
Por isso, a associação de construtores reivindica projectos para valores de 40 mil milhões de euros. Ou, pelo menos, que se acabem com as estradas alentejanas que apodrecem ao sabor das ervas, embora seja difícil recuperar os seus milhões!...
Na projecção utópica desta análise, constata-se que a Galiza tem mais vacas leiteiras que Portugal!...
("300 euros por cada vaca leiteira, até um máximo de 10.000 euros por exploração" - 25-09-2015).

N.B. Julho de 2015: Dívida externa portuguesa = 227,122 mil milhões de euros, correspondente a 128,7% do P.I.B., segundo Bruxelhas, mas cujo total ascende a 290 mil milhões de euros - previsão governamental (fim do ano) = 124,2% do P.I.B.; - previsão CE 130,2% do P.I.B.
Obs: Total dos depósitos particulares, em Portugal = 137, 836 mil milhões de euros (36 mil milhões, à ordem). No segundo semestre de 2015, a dívida pública espanhola situa-se em 97,7% do seu P.I.B.

Agosto de 2015:Dívida pública francesa: 2 101 447 100 110 euros (ou seja, aproximadamente mais de 10 vezes mais que a dívida pública portuguesa); déficit público francês, desde janeiro de 2015 =  63 747 200 000 euros (aproximadamente 3 vezes mais que o déficit espanhol).No final de 2015, a dívida pública francesa (será) de 96,5% do seu P.I.B; em 2008, era de 70% do seu P.I.B.; em Portugal era de 71,7% (107,2% em 2011 - B.C.)e Espanha era de 40,2% do seu P.I.B.)

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...