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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Staff presidencial. 35 - As relações Portugal e Canadá

A comunidade portuguesa presente no Canadá atinge várias centenas de milhares de portugueses e luso-descendentes.
Somente em Toronto existem mais de dois estudantes universitários de origem portuguesa.
Apesar de ser um país bilingue e multicultural permanece, entretanto, em nossa opinião, um certo chauvinismo, eivado de alguma xenofobia.
Deixando de lado estas impressões subjectivas, lamentámos imenso o pequeno escritório montado na avenida da Liberdade, de tal forma, que certos assuntos seja obrigatória a ida à Embaixada de Paris!...
O intercâmbio social e cultural parece que sofre as influências de um certo frio ártico de tal forma que são quase inexistentes.
Ainda me recordo de acompanhar uma pianista canadiana ao Consulado Canadiano de Lyon, além do razoável número de estudantes na "Cité Universitaire".
Todavia, aquilo que mais me inquieta é a total falta de "bolsas de estudo", neste intercâmbio. Quer dizer, não existe nenhuma autonomia da parte dos serviços do Canadá acerca deste assunto, estando entregue a uma instituição, cujos serviços se demoronam num "nothing".
Presumo, que o grande país, que é o Canadá seja digno de uma bela Embaixada, acompanhada por serviços sociais e culturais condignos com a natureza deste país .
As comunidades portuguesas sofrem de certos males congénitos que há que debelar.
Cabe encontar as estratégias de motivação para que o orgulho português se manifeste, já que o saudosismo, por vezes, até os derrete.
Força Canadá, força Portugal!...
Como uma força....cantava Nelly Furtado, de quem a Embaixada Canadiana faz baluarte!...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Staff presidencial - 32 - O colonialismo de Kadafi

A informação divulgada em Portugal sobre o regime líbio faz-me lembrar as vagas notícias que outrora chegavam a França, via Macau, quando o jornal "Le Monde" tinha um jornalista expressamente dedicado aos assuntos chineses.
Evocando o colonialismo, Muammar Gaddafi prepara-se para exigir e construir uma bela auto-estrada, sobre a orla marítima, entre a Tunísia e o Egipto, à custa dos cofres e interesses italianos. Quem viaja pela África apercebe-se que os próprios nativos não reclamam dos ditos prejuízos do colonialismo, mas sobretudo detestam e lamentam a corrupção dos seus próprios governantes.
Colocado o dilema do colonialismo, alguns argumentam que o atraso educacional sofrido pelas gerações anteriores justifica esta tomada de posição, e, neste sentido alguma razão assistiria a Muammar Gaddafi.
Todavia persiste a incógnita portuguesa.
O déficit comercial entre Portugal e Líbia atinge proporções exorbitantes.
Alguma "razão enigmática" deve persistir para este descalabro, já que hoje se pode transacionar o crude em qualquer lado.
Comprar petróleo, sem exigir contrapartidas comerciais, nem crirar qualquer tipo de pressões diplomáticas, não convencem o mais destemido português!..
Ou, por outro lado, é favorecer um regime que deixa várias interrogações e inquietações!...
As normas internacionais do direito não podem ser subvertidas por meras opiniões de espúria vontade, minando a confiança dos investidores.
Portanto, impõe-se a exigência de garantias salutares e de acrescida segurança que devem ser respeitadas e homologadas por ambos os países.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Staff presidencial.31 - Estatuto dos Açores e Administração Americana

Como cidadão deste país dou-me ao luxo de criticar a falta de lógica e sentido proposicional de uma linguagem própria e digna de uma Embaixada.
Ao fim de uma semana, como é bom dever ético e profissional de uma administração estrangeira, recebo a resposta.
Esperar um ano pela legalidade do Tribunal Constitucional acerca do Estatuto dos Açores não deveria demorar mais de um mês, como deveria ser na ética do funcionalismo público, se ela existe!...
A polémica do Estatuto dos Açores, quase com a ameaça de demissão do governo, somente denota o país em que estámos!...

Votem.Votem!....

"Olaré 31!..., como este fado não há nenhum"

Saff presidencial.31

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Staff presidencial . 28 - Louçã e o embaixador

Imagine que Francisco Louçã se encontre com o "embaixador do Sudoeste Alentejano", todavia delineando pontos de vista diferentes.
Louça diz defender os setúbalenses, e contra-ataca Belmito de Azevedo. (Puro capital)
O embaixador exige que haja espaços públicos necessários e suficientes, e, não sejam a pessoas obrigadas a pagar estacionamento, enriquecendo o sr. Belmiro.
Se Belmiro quer fazer empresas em cascata sobre Tróia, o lucro e problema é dele, e, talvez de engenharia financeira. Aliás, isto é outra história!...(E, nisto o sr: Louçã devia estar atento, porque é economista)
Ainda há espaço, apesar de ser bem vendido o metro quadrado.
Ora há espaço marítimo suficiente para estacionamento, e, para o qual o sr. Belmiro pode dar uma ajuda.
Cabe ao Estado definir as regras do jogo, e não deixar o sr. Belmiro ser o dono absoluto da peninsula de Tróia. (Se o Estado não der atenção, que seja o Governo a zurzir!...)
Concordámos com um capitalismo saudável, que deve manter as especificidades da zona. Além disso, as fontes monetárias não são exclusivas do "resort" de luxo.
Conjuntamente com certa classe, podem conviver espaços mais populares, formando um colorido mais harmonioso.
Além disso, existem zonas, especificamente para um turismo popular e cultural que devem ser mantidas e expostas a qualquer público.
Compete ao Estado estar atento, já que as autarquias se deixam minar, por vezes, por um lucro fácil.
O projecto parece para uma ilha, e, isto não está em conformidade com os anseios da população. Aliás, é um projecto sem grande ambição!...
A arquitectura geral do projecto implica modificações atempadas para salvaguarda e conjugação entre o interesse particular e o público. Ora esta dimensão não é contemplada no sa sua implementação. Apesar das razões ecológicas, exige-se que sejam contempladas outras dimensões que não aparecem no projecto inicial. Bem sei que o sr. Belmiro não quer perder um metro quadrado, mas certamente pode-se desencantar alguns. É preciso um pouco de imaginação e ousadia!...
Além disso Tróia pertence aos alentejanos, e, o embaixador está atento às ambições do sr. Belmiro e às recomendações do sr. Louçâ, lamentando que o sr.Eanes não levante a sua voz como frequentador assíduo. (Já agora os meus cumprimentos).
Além disso, como o território pertence à Nação, talvez alguém escuta a nossa voz!...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Staff presidencial. 27 - Europa

O nascimento de uma sociedade paralela à margem da sociedade política europeia, cada vez mais, ganha um espaço em certos meios.
A sociografia eleitoral europeia demonstra um descontentamento que transborda em partidos espúrios, sinal manifesto do descontentamento popular.
A moeda sem Estado - o euro - tem benefícios e inconvenientes. Apesar das recomendações do FMI, a eurolândia não dispendeu o dinheiro suficiente para atacar o neo-liberalismo financeiro ainda existente. Não foram atingidos os tais 2%.
Além disso, as promessas bancárias de percentagens de lucro, não podem, nem devem criar ilusões face à economia real.
É natural que a tricefalia europeia, comandada por três países, França, Inglaterra e Alemanha não é tão uníssona como se pensa.
O General DeGaulle sempre desconfiou da Inglaterra (e, a prova dada é que os ingleses ainda continuam com a libra), e, a Alemanha que sempre enriqueceu face à debilidade francesa, encontra nesta um certo poderio militar do qual faz galardia.
Aqui, neste país periférico, pouca ou nenhuma noção temos do jogo de interesses da União Europeia. Vivemos fechados numa política nacional, muitas vezes estéril, que nem aproveita bem as benesses da União.
Além de todas as razões apontadas pelos iminentes políticos, onde incluo Mário Soares, existe uma razão mais secreta pelo interesse da Europa relativamente a Portugal. Esse trunfo ainda não foi bem aproveitado pela élite política, para dele tirar alguns dividendos.
A iminente eleição de Durão Barroso, tem de ter em conta o papel das élites europeias que cada vez mais se estão a demarcar desta Europa política. (Aliás, a Europa tem de exigir mais dos portugueses!...Não basta somente ter um candidato. Existem outras razões que fazem parte do projecto europeu!...)
Ao contrário dos americanos, que têm sempre uma máquina bem montada e oleada, capaz de resisitir às várias crises, a Europa tem de se encontar no diálogo dos seus "partenaires" políticos, intelectuais, sociais, económicos, militares e diplomáticos.
De nada servem os Tratados se não existe uma ligação com a realidade social. Em certos pontos, apesar da diversidade europeia, existem mecanismos sociais que suplantam a realidade americana. Por isso, urge aproveitar aquilo que temos de bom em relação aos outros e refazer outros aspectos da política.
Um ponto essencial de partida, no nosso entender, começa com a identidade europeia.

O que é isto de ser europeu?
Temos a mesma confiança que tem um americano?
Temos meios que nos permitem afirmar esta identidade?
Sentimos na pele esta realidade europeia?
Vencemos, nós, os estigmas de um certo nacionalismo?
Os alemães ficam furiosos por contribuir para os espanhóis?
Os portugueses têm medo de um imposto europeu?
A diversidade linguística ultrapassa-se nesta identificação?
Estarão aptas as várias instituições e preparadas para tornar eficaz este processo de identidade?
O que se torna evidente é que uma sociedade paralela à margem da sociedade política cada vez mais engrossa esta contestação, e, se afirma, como fissura, num processo de falta de identificação ou de identidade com a Europa política.
Não é somente o euro e o direito que nos darão uma identidade europeia.
É urgente ir mais longe!...
Uma nova arquitectura para a Europa?

P.S.
Enquanto em Espanha se discute um projecto e demora 5 anos, em Portugal demora-se 10.
(Não falando dos velhos projectos com 40 e 30 anos!...)

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...